Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 19 de Outubro de 2021. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 219 de Setembro de 2021


SAúDE

Cartilha da Fundação do Câncer ajuda fumantes a largar o vício


Fumante desde os 15 anos de idade, o mecânico de manutenção Edinilson Rodrigues de
Paula, de 47 anos, está há um mês sem fumar, graças à Cartilha Prática para Parar de
Fumar, lançada em maio deste ano pela Fundação do Câncer, e que já ajudou em torno
de 500 pessoas a deixarem o cigarro durante a pandemia.

Edinilson contou à Agência Brasil que, desta vez, está decidido a não voltar a fumar.
“Estou pegando firme. Quando vejo um sujeito fumando, viro a cara e saio de perto. Não
quero mais não. Eu acordava cedo com aquela tosse de cachorro. Agora, já está
diminuindo a tosse”.

Para seguir no popósito, ele também cortou café, pão, refrigerante, cerveja. “Tudo que
instiga o sistema nervoso para pegar cigarro, eu abandonei”. Com o dinheiro que ele
gastava comprando cigarros abriu uma conta no banco e está fazendo uma poupança,
“como a cartilha sugere também. Se for botar na ponta do lápis, é uma loucura. Deus
me livre!”.

O vício de fumar também acompanhou Carlos Augusto dos Anjos durante 40 anos. Hoje,
depois de seguir as orientações da cartilha, ele conseguiu largar o cigarro. Segundo ele,
o material foi de grande ajuda para incentivá-lo e, o mais importante, sem pressão. “Foi
crucial; foi importante. Mais uma força para que eu abandonasse o cigarro”.

Carlos chamou a atenção da relação custo/benefício. “O benefício de você parar de
fumar é muito maior do que o falso prazer de fumar, de estar ingerindo nicotina,
alcatrão, esse monte de química que todo mundo sabe. Essa satisfação de você sentir
que não fuma mais é muito mais prazerosa do que o falso prazer de fumar. E quando
você firma na sua cabeça que não quer mais, pronto, acabou! O primeiro passo é dizer
para você mesmo que não quer mais. Daí, tem sua força de vontade, sem pressão de
ninguém. Isso é muito importante”.

Levantamento
Levantamento feito com 4,6 mil pessoas de todo o Brasil que baixaram a cartilha até
agora no site da Fundação do Câncer mostrou que 10% pararam de fumar com a ajuda
do material educativo. “Foi uma surpresa boa. A gente sabe que não é fácil, mas é um
bom retorno inicial. Há tão pouco tempo a gente lançou a cartilha e já tem um resultado
desses; é realmente muito bom. Para a gente, é gratificante”, disse à Agência Brasil o
diretor-executivo da Fundação do Câncer, oncologista Luiz Augusto Maltoni.

O médico destacou que o que se viu muito durante a pandemia do novo coronavírus, e
que foi comprovado por muitos trabalhos científicos, é que os tabagistas aumentaram
muito o consumo, por causa da ansiedade, pela questão de ficar em casa, sem poder
sair.

Por outro lado, nesse ambiente de tanta adversidade, provocado pela pandemia, a
Fundação do Câncer quer mostrar que quem fuma pode largar o vício. ”Porque é uma
oportunidade, para não permitir que a associação ruim do cigarro com a covid-19 se
estabeleça ainda mais, e também para evitar que aqueles que não fumam não venham a
começar”.

Luiz Augusto Maltoni observou que os adolescentes estão fumando cada vez mais cedo,
a partir das alternativas de cigarros ditos orgânicos, mas que apresentam alto índice de
nicotina e são viciantes, e também dos cigarros eletrônicos. Esses produtos aumentam a
probabilidade de transmitir o vírus devido ao compartilhamento de piteiras e mangueiras
e de dispositivos que permitem exalar gotículas de vapor.

Até agora, porém, continua valendo a Resolução da Diretoria Colegiada da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) RDC nº 46, de 28 de agosto de 2009, que
proíbe a propaganda e comercialização desses produtos no país, embora eles sejam
vendidos pela internet, disse o diretor-executivo da Fundação do Câncer..

Informação correta
Para Maltoni, é importante que a população receba informação correta. Ele conta que
todas as formas de uso do tabaco podem elevar o risco de desenvolver covid-19,
especialmente para complicações de quadros mais graves e potencialmente fatais.
Estudo recente feito por pesquisadores do Utsunomiya Hospital e da Jichi Medical
University, do Japão, reiteram que os fumantes correm risco de ter uma resposta
imunológica mais baixa que o da população não fumante, após receber a vacina contra a
covid-19.

"A gente já sabia que o tabagista tinha uma fragilidade imunológica maior,
principalmente pelas portas de entrada, que são os órgãos respiratórios, mais
vulneráveis a infecções e, com a covid, isso ficou mais que demonstrado, com situações
de maior gravidade, desfecho clinico pior para pacientes tabagistas, comparado com
aqueles que não são tabagistas”. O mais seguro, segundo Maltoni, é buscar tratamento,
deixar o cigarro, não fumar. “Isso é uma evidência que já temos".

A cartilha reúne uma série de informações já disponíveis, tentando traduzi-las de uma
maneira simples, clara e fácil, além de atrativa e amigável. “E que criasse facilidades,
não dificuldades. Esse foi o objetivo de ajudar as pessoas que têm consciência de que
isso (fumo) faz mal e que querem parar de fumar”. O médico sugeriu que as pessoas
acessem a cartilha e deem contribuições para que a Fundação do Câncer possa
aprimorar esse material.

Dependência
O epidemiogista Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer, salientou que
tratar a dependência do tabaco de forma natural ajuda a sociedade. “É algo que está em
nosso cotidiano e que muita gente não vê como dependência química, mas é. Quando
lançamos ações que falam abertamente, a população entende, reflete e temos
resultados positivos”, comentou Scaff.

Em formato eletrônico, a Cartilha Prática para Parar de Fumar traz informações sobre
como e por onde começar na tentativa de abandonar o vício. O material propõe uma
reflexão sobre aquilo que as pessoas têm consciência que é desagradável e que pode
estimular o abandono do tabaco, como o cheiro forte do fumo, o gosto na boca, o fato
de o produto causar diversas doenças que podem levar à morte, como vários tipos de
câncer.

Luiz Augusto Maltoni lembrou que há tratamento gratuito para o tabagismo no Sistema
Único de Saúde (SUS). As informações podem ser obtidas através do Disque Saúde, no
telefone 136. O diretor-executivo afirmou que o Brasil é um dos poucos países do mundo
que tem uma estrutura bem organizada em relação à Política Nacional de Controle do
Tabaco. Há grupos em todo o país e nas secretarias de Saúde para auxiliar as pessoas a
largar o hábito de fumar, não só por meio de consultas, mas também com
medicamentos.

Fonte: Agência Brasil ...

Saúde tem previsão de aumento de R$ 10,7 bilhões no Orçamento de 2022


Enviado hoje (31) ao Congresso Nacional, o Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA)
de 2022 prevê o reforço de R$ 10,697 bilhões para a saúde. Desse total, R$ 7,143
bilhões correspondem a gastos relacionados ao enfrentamento à covid-19.

O dinheiro destinado à compra de vacinas totalizará R$ 3,9 bilhões, volume 86% inferior
aos R$ 27,71 bilhões gastos neste ano. Segundo o secretário de Orçamento Federal do
Ministério da Economia, Ariosto Culau, o valor foi definido pelo Ministério da Saúde, que
prevê a aplicação de doses de reforço apenas em grupos determinados, e não há
estudos conclusivos que comprovem a necessidade de uma terceira dose para toda a
população.

“O ministro da Saúde [Marcelo Queiroga] tem falado na aplicação de doses de reforços
em alguns públicos selecionados. Alguns países têm adotado estratégias diferenciadas.
Só Israel tem uma estratégia de dose de reforço ampla. Há incertezas sobre a terceira
dose [para toda a população]”, declarou Culau.

O secretário de Orçamento Federal também informou que o país tem os recursos
garantidos para a aplicação da segunda dose em toda a população adulta e que
atualmente sobram doses de reforço. Dessa forma, parte das pessoas começarão a
receber a terceira dose ainda em 2021, diminuindo a necessidade para o próximo ano.

O Orçamento para o Ministério da Saúde em 2022 ficará em R$ 147,458 bilhões, contra
R$ 136,761 bilhões aprovados para este ano. Em relação aos R$ 7,143 bilhões para o
enfrentamento à covid-19, além dos R$ 3,9 bilhões destinados à compra de vacinas,
cerca de R$ 3,2 bilhões serão empregados no tratamento de média e de alta
complexidade nos hospitais públicos e no tratamento de sequelas da doença.

Privatizações
A proposta de orçamento foi enviada sem as receitas de eventuais privatizações no
próximo ano. Segundo o secretário especial de Orçamento e Tesouro do Ministério da
Economia, Bruno Funchal, caso ocorram privatizações, a dívida pública bruta cairá ainda
mais que o previsto.

“Fomos conservadores ao não considerarmos as receitas com a privatização da
Eletrobras em 2022. Não só a dívida pública, mas o próprio resultado primário, pode
ficar menor com essa operação”, declarou Funchal.

O projeto prevê que a dívida bruta do governo geral cairá de 81,2% do Produto Interno
Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos) em 2021 para 79,8% em 2022.
Segundo Funchal, a queda do endividamento é consequência da preservação do teto de
gastos e do aumento da arrecadação, que reduzirá o déficit primário (resultado negativo
nas contas do governo sem os juros da dívida pública) para R$ 49,6 bilhões no próximo
ano.

Tradicionalmente, as receitas de privatizações não entram no cálculo do resultado
primário. Os recursos vão para a conta de ajuste patrimonial no Banco Central e são
usados para abater a dívida pública. No entanto, no caso da Eletrobras, existem cerca de
R$ 10 bilhões que podem entrar como receita primária (receita no Orçamento da União),
por causa da descotização, espécie de renegociação, de contratos de usinas
hidrelétricas.


Fonte: Agência Brasil ...

Inteligência artificial pode ajudar a refinar diagnósticos na Medicina


Prever a idade em que o paciente vai morrer ou diagnosticar um câncer de pele sem
tocar no corpo do paciente são alguns dos grandes paradigmas que a tecnologia tem
proporcionado no mundo da medicina. Os exemplos fizeram parte do Webinar AMRIGS
realizado na noite de segunda-feira (30/08) sobre Machine Learning na Medicina.

“O ser humano não é melhor nem pior que a máquina. A inteligência é amplificada
quando há uma soma desses dois elementos”, afirmou a palestrante Sandra Avila que é
professora Doutora I (MS-3.1) do Instituto de Computação (IC) da Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP).

Ao longo da história a tecnologia revolucionou a nossa forma de viver. Entre os exemplos
mais conhecidos, chamados Tecnologias de Propósito Geral, estão a descoberta da
máquina a vapor, da eletricidade, do veículo motorizado e dos computadores. Hoje a
inteligência artificial é a Tecnologia de Propósito Geral do momento, segundo a
palestrante.

Durante sua fala, a especialista também mostrou a metáfora com o aprendizado da
criança que aprende por repetição a partir de informações que os adultos emitem.

“É exatamente assim que ensinamos as máquinas. Estamos mostrando vários exemplos
de forma repetida, para que a máquina aprenda. Por isso dados são fundamentais",
exemplificou.

O palestrante, Felipe Kitamura, que é coordenador de inovação em operações
diagnósticas da Dasa, responsável pelo desenvolvimento, validação, integração e
monitoramento de algoritmos de Machine Learning, trouxe outras aplicações da
tecnologia na medicina, destacando características dos estudos atuais.

“Não podemos achar que a tecnologia é uma caixa preta que faz mágica. O estudo da
parte técnica precisa ser feito a fundo. Tudo está relacionado com álgebra e cálculo”,
disse.

Durante sua abordagem, Felipe também explicou a diferença entre inteligência artificial
restrita e geral.

“A restrita faz uma tarefa específica como por exemplo, saber se o e-mail é spam ou
não. Outra tecnologia identifica o rosto de uma pessoa. Ambas são excelentes, mas uma
não faz o que a outra faz e vice-versa. É diferente da inteligência artificial geral que cria
máquinas que entendem sentimentos e interagem como se fossem uma pessoa. Apesar
de existirem muitos estudos, nestes casos não temos ainda uma previsão e nem
certeza se conseguiremos chegar lá”, afirmou.

O evento foi uma realização da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e
DENEM (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina), representado pelo
CLEV (Coordenação Local de Estágios e Vivências) da Faculdade de Medicina da FURG.

Fonte: PlayPress ...




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