Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 27 de Novembro de 2021. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 212 de Fevereiro 2021


SAúDE

Apesar da mobilização pública, tratamento para pacientes com Diabetes Tipo 2 não será coberto pelos planos de saúde


Em um momento em que as doenças crônicas são fatores de risco para a COVID-19, o
tratamento cirúrgico para pacientes com Diabetes Tipo 2 - que não conseguem o
controle da doença por meio de medicamentos - não terá a cobertura dos planos de
saúde.

Isso porque durante a 543º reunião da diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde
(ANS), realizada no dia 10 de fevereiro, a área técnica manteve a recomendação de não
inclusão do procedimento no rol de procedimentos obrigatórios dos planos de saúde. A
decisão final, no entanto, será emitida pelos diretores da ANS e deverá ser anunciada
definitivamente na próxima reunião, no próximo dia 24.

"A não recomendação da cirurgia metabólica demonstra que a ANS está deixando de
ouvir a comunidade científica, entidades médicas e a população que sofre com a
doença", declarou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e
Metabólica, uma das entidades que contribuiu cientificamente para a inclusão do
tratamento no rol da ANS, Fábio Viegas.

Ele destacou ainda que o último estudo global - publicado recentemente pelo The Lancet
e que analisou fatores de risco em 204 países e territórios — revelou que a crise global
de doenças crônicas e a falha da saúde pública, em conter o aumento de fatores de risco
altamente evitáveis, deixaram as populações vulneráveis a emergências agudas de
saúde, como a COVID-19.

Números da consulta pública - Em novembro, a ANS abriu uma Consulta Pública para
ouvir a sociedade civil sobre os pareceres técnicos de atualização do rol. A cirurgia
metabólica foi o procedimento cirúrgico que mais recebeu contribuições. Das 1552
contribuições, 99% eram favoráveis a incorporação, de acordo com levantamento feito
com os dados disponibilizados pela ANS.

Entre as entidades que enviaram contribuições favoráveis estão a ADJ - Diabetes Brasil,
Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), sociedades médicas como
Sociedade Brasileira de Diabetes e Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Além disso, contou
com a contribuição de profissionais vinculados à Secretaria de Estado da Saúde do
Distrito Federal e do Paraná, a Hospitais como o Sírio Libanês, Hospital Universitário
Santa Terezinha e Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Moinhos de Vento, e a pesquisadores
da Universidade de Campinas (UNICAMP), Universidade Federal do Paraná (UFPR),
Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ,
Faculdades Integradas do Vale do Itajaí (Univale), entre outras.

Apenas 18 contribuições concordaram com a decisão preliminar da ANS em não
incorporar o procedimento ao rol. Destas, 14 contribuições foram feitas por planos de
saúde.

"Acreditamos que a ANS não pode ser balizada apenas pelo interesse econômico das
operadoras de saúde que querem gastar menos a curto prazo, mas sim pelo clamor da
população que tem uma alternativa para melhorar a sua qualidade de vida de forma
eficaz e comprovada cientificamente", reforça Viegas.

Ele ainda destacou que a cirurgia bariátrica já existe no rol de procedimentos
obrigatórios da ANS. "A incorporação visa apenas ampliar o acesso para os portadores
de diabetes tipo 2. Sendo assim, não seria um procedimento inédito oferecido pelas
operadoras, dispensando a adoção de novas tecnologias e treinamentos para as equipes
que atuarão na ponta", reforça Viegas.


Próximos passos - O parecer emitido no dia 10/02, no entanto, não é definitivo, e
precisa ser votado pelos diretores da ANS. Isso deve ocorrer, segundo o que foi
informado na deliberação desta semana, na próxima reunião de diretoria, após a
apresentação detalhada sobre os procedimentos avaliados para cobertura obrigatória
como, por exemplo, o impacto financeiro.

Custo do procedimento- Segundo dados do Estudo de Impacto Orçamentário
apresentado pela SBCBM para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
incorporar a cirurgia metabólica custaria aos planos de saúde 10 centavos por
usuário/mês. Técnicos da agência refizeram os cálculos e encontraram 18 centavos por
usuário, apesar de se basearem em estudos dos próprios planos de saúde que têm se
posicionado contrários à incorporação.

Para a SBCBM, os cálculos divergem pois a ANS se baseou em pacientes com obesidade
mórbida submetidos a cirurgias ultrapassadas feitas através de cortes no abdome,
diferentemente do modelo utilizado atualmente que se baseia na cirurgia feita por
videolaparoscopia, que é mais segura e mais custo-efetiva.

Em outro estudo apresentado para demonstrar a custo-efetividade da cirurgia, os
pesquisadores da SBCBM calcularam o custo para se melhorar e estender a vida dos
portadores de diabetes, contabilizando apenas a resolução plena da doença. Isso
significa que não foi levada em consideração a economia com a redução de complicações
ocasionadas pelo Diabetes como amputações, transplantes de rins, hemodiálise e
tratamentos de visão.

Importante ressaltar que o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou a cirurgia
metabólica para pacientes com IMC entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m² em 2017, através da
resolução 2.172/2017.

Diferentemente da análise feita pela ANS, o processo no CFM envolveu a análise
criteriosa das evidências, e a participação de especialistas de diferentes sociedades
médicas. O procedimento foi aprovado tanto pela Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica
e Metabólica, criada com esse objetivo, quanto pelo plenário composto por conselheiros
federais de todo o país.

Definiu-se que pessoas com menos de 10 anos de doença, com idade entre 30 e 70
anos, com pelo menos 2 anos de tratamento sem êxito, podem submeter-se ao
tratamento cirúrgico. "Sendo dever do estado e do CFM regular o exercício médico, e um
direito do cidadão que contribui para os planos de saúde, não incorporar essa tecnologia
ao Rol de procedimentos obrigatórios poderá ter efeitos imprevisíveis nas relações entre
os usuários e os planos de saúde, com aumento da judicialização e uma série de
consequências indesejáveis", afirma o cirurgião e ex-presidente da SBCBM, Marcos Leão
Vilas Bôas, - autor da contribuição feita durante a consulta pública da ANS em nome da
SBCBM no ano passado.

Repercussão - Para o diretor presidente da ADJ - Diabetes Brasil, Gilberto Soares
Casanova, o tratamento cirúrgico do diabetes, para quem não responde ao tratamento
clinico, pode ser um ótimo recurso para as pessoas com diabetes. "A cirurgia metabólica
tem 13 estudos randomizados e controlados que comprovam as vantagens dos
procedimentos cirúrgicos. Negar o acesso, é negligenciar a vida", enfatiza Casanova.

Já o presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), Luiz Carlos Von Bahten,
destacou na contribuição da entidade que a cirurgia metabólica reduz a incidência do
surgimento de várias complicações do Diabetes Tipo 2. "Entre elas a insuficiência renal,
doença vascular periférica, retinopatia diabética, infarto agudo do miocárdio, acidente
vascular cerebral, insuficiência cardíaca e outras. Contribui, dessa forma, para melhora
da qualidade de vida e reduz a mortalidade à longo prazo desses indivíduos", reforça
Bahten.

Comprovação científica - A cirurgia para o diabetes ou metabólica é indicada para
pacientes com diabetes tipo 2, diagnosticado há menos de 10 anos, com Índice de
Massa Corporal (IMC) entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m², entre 30 e 70 anos de idade e que
não conseguem controlar a glicemia com o tratamento clínico medicamentoso.

O procedimento é realizado por videolaparoscopia, através de pequenos furos na parede
abdominal. Essa alteração promove a passagem mais rápida do alimento do estômago
para o intestino e traz mudanças metabólicas como a aceleração da produção de
hormônios, que atuam no pâncreas melhorando a produção de insulina, o que normaliza
os níveis de glicose no sangue.

Os estudos têm demonstrado benefícios a médio e longo prazo para a qualidade de vida
destes pacientes como, por exemplo, que 45% dos pacientes entram em remissão do
diabetes (deixam de tomar medicamentos e insulina) já no primeiro ano de cirurgia.

Além disso, a cirurgia metabólica é uma ferramenta eficaz para prevenir complicações
graves do diabetes como a insuficiência renal, a retinopatia diabética, acidentes
cardiovasculares e os problemas de úlcera e gangrena dos membros inferiores que
levam muitos pacientes a ter de amputar parte da perna.

Em 2016 um consenso endossado por 53 associações médicas de todo o mundo,
incluindo a American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (ASMBS), a American
Diabetes Association (ADA), o National Institute for Health and Care Excellence (NICE)
da inglaterra, e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM),
revisou as recomendações de tratamento do diabetes, referendando a cirurgia
bariátrica/metabólica como opção para pacientes com IMC entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m²
com inadequado controle da glicemia. A International Diabetes Federation (IDF) já
reconhecia essa possibilidade terapêutica desde 2011.

Segundo Marcos Leão, dezenas de estudos com elevado rigor científico, nível 1 e 2 de
evidência, englobando meta-análises, revisões sistemáticas e ensaios prospectivos
randomizados, comparando a cirurgia bariátrica com o melhor tratamento clínico
farmacológico demonstraram uma enorme superioridade da cirurgia no controle do
diabetes, observados a partir da redução da glicemia e da hemoglobina glicada de
pessoas com obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 34,9).

"Muitos desses estudos englobaram faixas de IMC mais largas (30 a 40), com pacientes
portadores de obesidade graus 1 e 2, porque no caso do paciente com diabetes, o peso
é apenas um "evento substituto" na análise do tratamento, restando claro que os
resultados são totalmente independentes do IMC", reforça Marcos Leão.

Dados sobre Diabetes Tipo 2 - O diabetes é uma doença que afeta 16,5 milhões de
brasileiros (Dados da Federação Internacional de Diabetes), provocando mais de 54.877
mortes em 2010 e chegando a 61.398 no ano de 2016, havendo um crescimento de
12%, segundo os dados do Ministério da Saúde de 2018.
De acordo com um estudo da Universidade de São Paulo, 77% das pessoas com
diabetes tipo 2 não aderem ao tratamento. Assim sendo, as principais complicações
advindas do mau controle do diabetes são: dificuldade visual levando à cegueira,
primeira causa de ingresso a programas de diálise no primeiro mundo e entre as 3
causas mais frequentes na América Latina, importante determinante de amputações. É
um dos principais fatores de risco cardiovascular, além da incidência de insuficiência
cardíaca (IC) é 2 a 5 vezes maior em pacientes com DM2 do que na população geral ...

Granpal articula compra coletiva de insumos para a saúde


O Consórcio dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) trabalha na
elaboração de um pregão eletrônico que permita a compra coletiva, por parte das
prefeituras, de insumos para a saúde. O objetivo é reduzir custos e otimizar o trabalho de
prevenção e combate à Covid-19.

A primeira reunião de alinhamento contou com a presença de representantes das
prefeituras de Porto Alegre, Canoas, Esteio e São Leopoldo.

“A Granpal já possui uma ata de registro de preços à disposição dos municípios para a
compra de medicamentos e agora trabalha na questão dos insumos. As prefeituras vivem
um momento de aperto nas contas e esse mecanismo contribui trazendo economia”, aponta
o prefeito de Nova Santa Rita e presidente da Granpal, Rodrigo Battistella.

A previsão é que até o final do mês os municípios informem suas necessidades, para que a
Granpal tenha condições de iniciar o processo.
...

Efeitos da pandemia no desenvolvimento infantil


Ainda que as atividades presenciais tenham sido parcialmente retomadas, o tema chama a atenção da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) que defende a presença e esforço dos pais para que atividades criativas sejam mantidas amenizando o uso excessivo de telas.

“Existem orientações que passamos no consultório, mas não podemos nos limitar a isso. Precisamos compreender o porquê de muitos pais não estarem conseguindo exercer estas funções tão essenciais no processo educativo das crianças. É importante que nós, profissionais, possamos servir de modelo e na sessão de atendimento fazer com que eles, juntos, vivenciem as melhoras do comportamento”, explica o pediatra do Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Renato Santos Coelho.

No âmbito geral acredita-se que tenham ocorrido prejuízos no desenvolvimento das crianças, com exceção daqueles que conseguiram implantar uma fase criativa com agenda variada durante o dia.

“O uso das telas é um entretenimento que deixa os pais livres da tarefa de educação, mas eles ficam sozinhos no mundo virtual”, completa.

A faixa etária que pode ter sido mais afetada são bebês e crianças pequenas de até 3 ou 4 anos. ...

Assistência farmacêutica teve um incremento de mais de R$ 160 milhões em 2020


Os investimentos na assistência farmacêutica à população gaúcha tiveram um incremento de mais de R$ 160 milhões em 2020, chegando a R$ 605,8 milhões aplicados pela Secretaria da Saúde (SES) na aquisição de medicamentos. Os recursos foram destinados à aquisição de itens para usuários cadastrados via processos administrativos e também por demandas judiciais. Trata-se de um aumento de 36% no volume de medicamentos ofertados se comparado ao ano anterior.

O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da SES, Roberto Eduardo Schneiders, afirma que “a secretaria tem feito todo o possível para garantir o acesso da população aos medicamentos padronizados pelo Estado”. Segundo ele, “trata-se de um trabalho complexo que envolve um aumento do orçamento disponível, melhoria de processos e estruturas na logística e apoio à implementação da adequada utilização do medicamento por meio das atividades clínicas do farmacêutico”.

O diretor avalia que, em um contexto de pandemia, as ações precisam ser intensificadas para diminuir o deslocamento do usuário até a farmácia. “Assim, precisamos garantir o medicamento nas farmácias e possibilitar ao máximo ações de forma remota, como o Programa Farmácia Digital RS, o Programa Cuidar+ e o Telecuidado Farmacêutico, que lançamos em 2020”, explica.

Roberto diz ainda que houve um aumento de 19% na demanda dos medicamentos padronizados pelo Estado e uma redução de 6% nas demandas de medicamentos via judicial, totalizando 459.039 tratamentos. “Isso significou a ampliação do número de pessoas atendidas com medicamentos padronizados pelo Estado e uma redução do número de pacientes que demandam o medicamento pela via judicial”, diz.

A assistência farmacêutica é um projeto prioritário do governo do Estado, desenvolvido em eixos como promoção do acesso a medicamentos, qualificação da gestão da assistência farmacêutica e fomento do cuidado farmacêutico. As ações visam ampliar o abastecimento do estoque de medicamentos e implantar o telecuidado farmacêutico no Estado, além de oferecer apoio aos municípios com serviços farmacêuticos com foco em usuários portadores de diabetes, asma e HIV. ...

Com 193,2 mil novas doses, RS iniciará imunização contra Covid-19 de idosos com mais de 85 anos


O Rio Grande do Sul deve receber, neste final de semana, 193,2 mil novas doses da CoronaVac. Com esta quarta remessa de vacinas contra a Covid-19 enviada pelo Ministério da Saúde (MS), o governo do Estado pretende iniciar a segunda fase de imunização, incluindo idosos acima de 85 anos, além de ampliar a vacinação dos profissionais da saúde. O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite e pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (5/2).

“A nossa expectativa é de que, com essas doses, a gente possa fazer, ao longo dos próximos dias, a imunização de 43% da população acima dos 85 anos aqui no Rio Grande do Sul. Além disso, tendo em vista que uma parte maior dos idosos está vivendo no litoral, em função até do isolamento, estamos garantindo o repasse considerando essa realidade do nosso Estado”, destacou o governador.

Todas as 193,2 mil doses serão repassadas, sem reserva pelo Estado. Do total previsto, aproximadamente 147 mil destinam-se aos idosos, montante suficiente para atingir cerca de 43% população com mais de 85 anos. As outras cerca de 46,2 mil doses servirão para alcançar em torno de 78% dos profissionais que trabalham em unidades de saúde no Estado.

O Ministério da Saúde ainda não informou a previsão de data e horário de envio das vacinas para os Estados. Assim que chegarem ao solo gaúcho, a Secretaria da Saúde (SES) distribuirá para as Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs), que repassarão aos municípios. Os quantitativos por região e cidade ainda estão sendo calculados.

“Os municípios têm papel importante de organização da campanha no seu território. Estamos distribuindo as doses tão logo elas cheguem. É de suma importância que o município faça o planejamento, porque, além dos idosos acamados que já receberam as doses, estamos agora ampliando para uma população que precisamos proteger”, afirmou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

A recomendação da SES é para que seja feito um pré-cadastro da população-alvo e, se possível, com agendamento prévio, de forma a evitar aglomeração nos locais de vacinação e também desperdício, já que cada frasco-ampola da CoronaVac contém dez doses que devem ser aplicadas de forma sequencial e imediata. Além disso, a pasta reforça a necessidade de cadastrar cada dose aplicada no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e no formulário de controle do Estado.

“Confiamos nas equipes dos vacinadores dos municípios e temos certeza de que a decisão de começar a vacinação dos idosos foi acertada por parte do governo junto com o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul, conforme pactuado em reunião ontem (4/2)”, acrescentou Arita.

Cabem às prefeituras organizar a aplicação das doses e divulgar aos moradores como ocorrerá o processo em cada município, seja de forma presencial nas unidades de saúde, por drive-thru ou outro formato.

“É importante que todos estejam atentos à forma como o seu município se organiza para garantir a imunização dos idosos das suas famílias, e os municípios devem estar comprometidos a organizarem para que essa vacina chegue às pessoas que estão nessa faixa etária, mais de 85 anos, de forma adequada, sem gerar situações de aglomeração”, reforçou o governador.

Com as 511,2 mil doses já recebidas, o Estado vacinou até agora quase 215 mil pessoas com ao menos a primeira dose. São 174,4 mil profissionais da saúde, 32,4 moradores de instituições de longa permanência para idosos (ILPIs), 7,7 mil indígenas e 1,3 mil pessoas portadoras de deficiência institucionalizadas.

Painel de vacinas

A logística será a mesma utilizada nas outras duas distribuições, com apoio aéreo e terrestre. Esta é a quarta remessa de vacinas recebidas pelo Estado. O primeiro lote, com 341,8 mil vacinas CoronaVac, chegou em 18 de janeiro. Outras 116 mil vacinas da Oxford/AstraZeneca foram recebidas em 24 de janeiro, e a terceira remessa, 224,2 mil doses da CoronaVac, no dia 1º de fevereiro.

Com as 511,2 mil doses já recebidas, o Estado vacinou até agora quase 215 mil pessoas com ao menos a primeira dose. São 174,4 mil profissionais da saúde, 32,4 mil moradores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), 7,7 mil indígenas e 1,3 mil pessoas portadoras de deficiência institucionalizadas.

Acompanhe a atualização diária de vacinas recebidas, distribuídas e aplicadas no RS em vacina.saude.rs.gov.br.

Reunião com a Embaixada da China

Antes do anúncio da chegada de novas doses, o governador e a secretária Arita participaram de uma reunião com governadores de todo o país com a Embaixada da China no Brasil, com objetivo de articular a produção e a entrega de vacinas para que os Estados possam se planejar e criar um cronograma de imunização.

A mobilização visa agilizar o processo de importação do ingrediente farmacêutico ativo (IFA), princípio necessário tanto para produção da CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e para a vacina da Universidade de Oxford com o laboratório inglês AstraZeneca, que será fabricada no país pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

"Temos aqui no Rio Grande do Sul o mais alto respeito e admiração pela República Popular da China, pela sua força de transformação e inovação, e estamos muito satisfeitos em ver que a parceria na questão sanitária com o Butantan, ligado ao governo de São Paulo, é uma demonstração dessa boa relação entre os países. Queremos reforçar esses laços com o comum interesse benéfico aos nossos povos. O Rio Grande do Sul está à disposição para ajudar a enfrentar qualquer percalço, por isso, contem conosco para superarmos esse quadro de pandemia", afirmou Leite. ...

Diagnóstico tardio é um dos maiores desafios a serem superados no tratamento da hanseníase


Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam que, em 2019, houve o aparecimento de 23 mil novos casos de hanseníase no país. O Rio Grande do Sul tem poucos casos se comprado com o resto do Brasil, porém um dado que chama atenção é o maior número de casos de diagnóstico tardio, o que dificulta o tratamento e faz com que mais pacientes tenham incapacidades físicas decorrentes do acometimento do sistema nervoso periférico.

“Este é um dado preocupante no Rio Grande do Sul. Embora sejamos o estado com menor número de novos casos infectados, há um diagnóstico tardio. O RS tem três vezes mais pacientes que iniciam o tratamento medicamentoso já com algum comprometimento”, explica a médica dermatologista especialista em Hansenologia pela Sociedade Brasileira de Hansenologia, médica da Equipe de Hanseníase do Ambulatório de Dermatologia Sanitária do Rio Grande do Sul e Doutora em Gerontologia Biomédica da PUCRS, Letícia Eidt.

A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. Afeta a pele e os nervos periféricos, ocasionando lesões neurais, conferindo à doença um alto poder incapacitante.

O papel do dermatologista no acompanhamento dos casos é fundamental, uma vez que as fases iniciais da doença se manifestam muito por lesões cutâneas.

“Se diagnosticado na fase inicial não há risco de evoluir para casos mais graves. O tratamento é disponível na rede pública. Porto Alegre tem uma particularidade que alguns médicos em seus consultórios particulares são capacitados pela vigilância e podem atender pacientes através de seu convênio, porém com encaminhamento de forma gratuita”, completou a médica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), foram 312 mil novos casos registrados nos últimos dez anos, o que coloca o Brasil na segunda posição no ranking mundial da doença, atrás apenas da Índia. ...

AMRIGS realiza encontros em Caxias do Sul com foco na saúde e defesa profissional


Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) cumprirá uma série de visitas e encontros na cidade de Caxias do Sul. A iniciativa tem como objetivo colocar a entidade como parceira e protagonista de atos que qualificam o atendimento da população e que fortaleçam a classe médica na cidade e região.

Além de contato com a imprensa local, o turno da manhã contará com uma visita ao Hospital Unimed. No início da tarde o presidente da AMRIGS, Dr Gerson Junqueira Jr participa de audiência com o prefeito municipal de Caxias do Sul, Adiló Di Domenico (PSDB). Após, acontece visita à Faculdade de Medicina da UCS e visita às obras da sede da Associação Médica de Caxias do Sul. Também acompanham a diretora de Integração Social da AMRIGS, Dilma Maria Tonoli Tessari e o diretor de Patrimônio e Eventos, João Luiz Cavalieri Machado.

Agenda Amrigs/Caxias do Sul

2 de fevereiro de 2021

10h – Rádio São Francisco SAT – Encontro com Dra. Dilma
11h – Hospital Unimed
12h – Almoço
14h – Visita de cortesia ao prefeito Adiló Di Domenico (PSDB)
16h – Visita à Faculdade de Medicina UCS – Recepção pelo Dr. Asdrúbal
17h – Visita às obras da sede da Associação Médica de Caxias do Sul ...




Edição n° 212 - Fevereiro 2021

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