Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 22 de Setembro de 2019. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 193 de Julho 2019


SAúDE

50 mil pessoas por ano devem receber tratamento contra a hepatite C no Brasil


Nas vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado no dia 28 de
julho, o Ministério da Saúde alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença.
Atualmente, mais de 500 mil pessoas convivem com o vírus C da Hepatite e ainda não sabem,
já que se trata de uma doença silenciosa que geralmente não apresenta sintomas até que
atinja maior gravidade. Nesta segunda-feira (22), em Campo Grande (MS), o ministro da
Saúde, Luiz Henrique Mandetta, divulgou o novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais
como parte da estratégia de prevenção das atividades do Julho Amarelo, que visa prevenir as
hepatites A, B, C, D e E. Na ocasião, houve ainda um ato de vacinação contra a doença no
âmbito do Movimento Vacina Brasil, do qual o cantor Michel Teló é embaixador e participou da
ação.

"Queremos aumentar o número de testagem e já estamos ampliando a expectativa de
tratamento para 50 mil tratamentos por ano. Até 2030, com vacina e tratamento pretendemos
ter números praticamente zero de hepatite no Brasil. Desses casos que foram tratados, vamos
evitar cânceres de fígado, insuficiências hepáticas, transplantes e outras complicações. Agora,
precisamos aumentar a testagem”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que
lembrou ainda que é preciso tratar ainda mais pessoas e, com isso, "eliminar a sombra da
hepatite no Brasil".

Desde janeiro deste ano, foram enviados para todos os estados 24 mil tratamentos completos
para hepatite C. A expectativa é que cerca de 50 mil pessoas com infecção pelo vírus C sejam
tratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda neste ano.

Para incentivar a busca pelo diagnóstico e tratamento da doença, em outubro de 2017, o
Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios pactuaram o plano de eliminação
da hepatite C até 2030. Anualmente, o Ministério da Saúde envia aos estados cerca de nove
milhões de testes rápidos para o diagnóstico desta condição.

Neste ano, o Governo Federal realizou a maior compra já realizada no Brasil para o tratamento
da hepatite C, com um dos menores preços do mundo. Em 2019, o Ministério da Saúde já
adquiriu 42.947 tratamentos sofosbuvir/ledipasvir e sofosbuvir/velpatasvir. Outros sete mil
tratamentos estão em processo de aquisição. A medida é mais uma ação em prol da
eliminação da hepatite C no Brasil até 2030.

Desta forma, todos as pessoas diagnosticadas com hepatite C têm a garantia de acesso ao
tratamento, independente do dano no fígado, assegurando universalização do acesso previsto
desde março de 2018. Essa ação coloca o Brasil como protagonista mundial no combate a
hepatite C segundo o site do Ministério da Saúde.

Entretanto, segundo apurou o Jornal Eco do Jacuí, no Rio Grande do Sul não é bem assim que
acontece. Centenas de pessoas aguardam pelo tratamento onde o acesso é dificultado pela
burocracia e pelo excesso de exames e requisições que são pedidas. Quando o paciente
consegue reunir todos os documentos necessários, geralmente a validade da receita já está
vencida. Sem contar com o fato de que uma pessoa que já fez o tratamento com a medicação
antiga que era disponível (interferon Peguilado) e não obteve a cura, agora precisa fazer
novamente todos os exames (os mesmos que já foram apresentados e comprovados no
tratamento anterior). ...

Especialistas cobram solução para falta de medicamentos para hepatite C


Participantes de reunião na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara
relataram dificuldade no acesso de pacientes a medicamentos contra a hepatite C – a
única das hepatites virais que tem cura em 95% dos casos.

O representante do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira
de Integração dos Povos, Pedro Villardi, cobrou do governo uma postura firme em
relação às empresas que produzem os medicamentos usados para o tratamento da
doença e que detêm o monopólio da patente.

Antonio Augusto/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre as hepatites virais no Brasil
Debatedores reclamaram que pacientes dependem de o governo atuar com firmeza
junto às empresas que produzem os medicamentos
"Não vai existir erradicação da hepatite C até 2030 se a gente não enfrentar as
empresas transnacionais, se não enfrentar os privilégios que as patentes impõem e se
gente não reduzir de forma importante os preços desses tratamentos", afirmou.

A representante do Fórum das Ongs-Aids do estado de São Paulo, Lucrécia Lopes,
afirmou que os pacientes não podem ficar à mercê da ganância da indústria por lucros
cada vez maiores.

"Esses medicamentos foram comprados por um pregão que teve no final do ano
passado. Eles estão sendo entregues agora e por volta do mês de abril termina essa
entrega. Ainda não é suficiente; nós precisamos de mais medicamentos", reclamou.

Gerson Ferreira, do Ministério da Saúde, informou que há um empenho por parte da
pasta tanto na identificação quanto na continuidade do tratamento desses pacientes.

"O licenciamento compulsório é uma alternativa caso a gente tenha desabastecimento,
tenha dificuldades de sustentabilidade do programa. Porque o que a gente precisa é ter
medicamento em quantidade suficiente e qualidade", disse ele.

Fiscalização
O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) afirmou que a cabe ao Congresso fiscalizar as
ações do Poder Executivo para garantir que programas de atendimento à população não
sejam descontinuados mesmo com o corte no orçamento.

"Além de garantir o acesso ao tratamento, a gente precisa garantir o acesso à vacina
que existe para as hepatites A e B que previne que a pessoa fique com essas doenças.
Cuidando da doença e cuidando de potenciais transmissores."

O representante do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, Nereu Henrique,
também defendeu que o Brasil recupere seus índices de cobertura vacinal para garantir,
além do tratamento das hepatites virais, a prevenção dessas doenças. ...

Horário ampliado de visitas na UTI não afeta segurança de pacientes críticos e beneficia familiares, diz estudo


Por muito tempo, a restrição do contato entre o paciente grave e seu mundo afetivo foi
considerado um preço a ser pago por uma assistência hospitalar mais organizada e com
menores riscos de piora no estado de saúde. Contudo, o projeto UTI Visitas – conduzido
pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre/RS – demonstrou justamente o
contrário. Em parceria com o Ministério da Saúde, dentro do Programa de Apoio ao
Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), o estudo identificou que a maior
permanência dos familiares ao lado dos pacientes é, além de segura, uma importante
ferramenta que auxilia no tratamento.

As conclusões obtidas pelo estudo UTI Visitas – Efeitos da Visita Familiar Flexibilizada em
Unidades de Terapia Intensiva Adulto foram tão significativos que alcançaram
reconhecimento internacional. Um dos periódicos científicos mais tradicionais e
relevantes do mundo, o Jornal da Associação Americana de Medicina (JAMA) publicou os
resultados do projeto.

“Agora podemos afirmar com todo o rigor científico algo que o instinto de proximidade e
fortalecimento dos laços afetivos em momentos difíceis já nos dizia. A visita familiar na
UTI é segura e boa para pacientes e familiares”, comemora o médico intensivista Regis
Goulart Rosa, líder e responsável técnico do UTI Visitas. Para ele, o projeto contribuirá
para o debate baseado em evidência a respeito das políticas de visitação, podendo
influenciar a prática assistencial em UTIs ao redor do mundo.

Efeitos da visita ampliada

A partir de 36 UTIs adulto de hospitais públicos e filantrópicos brasileiros, o estudo
avaliou a eficácia e a segurança de um modelo de visita familiar flexibilizada para até 12
horas por dia. A iniciativa foi comparada com o modelo usual restritivo de visitação
adotado anteriormente nas mesmas unidades, onde a média de tempo permitido era de
uma hora e meia.

A primeira constatação positiva foi a alta adesão das UTIs aos processos mínimos do
modelo de visita ampliada. O acréscimo do tempo de permanência dos familiares para
uma média de cinco horas diárias demonstrou que é possível a adoção da prática em
todo o sistema de saúde.

Com a maior presença de familiares junto aos pacientes, o risco de eventos indesejáveis
não aumentou. “Não houve diferença entre a visita flexibilizada e a visita restritiva
quanto à ocorrência de infecções nos pacientes, desorganização dos cuidados
assistenciais, conflitos entre visitantes e profissionais de saúde ou ocorrência de burnout
(uma forma de estresse ocupacional) entre os profissionais de UTI”, afirma o líder do
projeto. A pesquisa também desmistificou a percepção de desorganização dos cuidados,
argumento tradicionalmente utilizado para restringir as visitas.

Estatísticas coletadas em diversas instituições demonstram que familiares de pacientes
críticos apresentam níveis elevados de estresse, ansiedade e depressão. E que cerca de
30% dos casos acabam desenvolvendo os transtornos após a alta hospitalar. Graças ao
modelo de visita flexibilizada, a ocorrência dos sintomas foi reduzida pela metade,
gerando maior satisfação da família em relação aos cuidados e ao suporte emocional
prestado pela equipe médica.

“O estudo UTI Visitas concluiu que passar mais tempo com o paciente internado é um
remédio potente, barato e sem efeitos adversos capaz de proteger a saúde mental dos
familiares”, destaca Rosa.

Hospitais participantes

No total, foram avaliados 1685 pacientes, 1060 familiares e 737 profissionais de 36 UTIs
representativas das cinco regiões do Brasil. Integraram o estudo os seguintes hospitais:



• Hospital de Urgências de Goiânia (GO)

• Hospital Geral de Nova Iguaçu (RJ)

• Hospital Santa Cruz (RS)

• Hospital Montenegro (RS)

• Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS)

• Hospital Ana Nery (RS)

• Hospital Tacchini (RS)

• Hospitais do Complexo Hospitalar da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto
Alegre (RS): Pavilhão Pereira Filho, Santa Rita, Dom Vicente Scherer (RS)

• Hospital Mãe de Deus (RS)

• Fundação de Saúde Pública São Camilo de Esteio (RS)

• Hospital Nossa Senhora da Conceição (RS)

• Hospital da Cidade de Passo Fundo (RS)

• Hospital Universitário do Oeste do Paraná (PR)

• Hospital do Câncer de Cascavel UOPECCAN (PR)

• Hospital Dona Helena (SC)

• Hospital das Clínicas da UFMG (MG)

• Santa Casa de Misericórdia de São João Del Rei (MG)

• Hospital Regional do Baixo Amazonas (PA)

• Hospital Geral Cleriston Andrade (BA)

• Instituto Nobre de Cardiologia Incardio (BA)

• Hospital Universitário Alcides Carneiro UFCG (PB)

• Hospital Alberto Urquiza Wanderley (PB)

• Hospital Universitário Lauro Wanderlei UFPB (PB)

• Hospital Universitário da UFPI (PI)

• Hospital Agamenon Magalhães (PE)

• Hospital Universitário de Petrolina – Universidade Federal do Vale do São Francisco
(PE)

• Hospital Geral de Clínicas de Rio Branco (AC)

• Hospital do Coração HCor (SP)

• Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto FAEPA (SP)

• Hospital Regional Dr. Deoclecio Marques de Lucena (RN)

• Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (RN)

• Fundação Hospital Adriano Jorge (AM)

• Hospital Geral do Estado Dr. Oswaldo Brandão Vilela (AL)

...

Férias com alimentação saudável para as crianças


Estar em férias pode significar para muitos adultos relaxar e sair um pouco da rotina, o que
inclui uma dieta desequilibrada. Para quem tem filhos, no entanto, ficar mais tempo em
contato com as crianças pode ser a chance de ensinar e promover novas experiências com
lanches saudáveis.

- O mais importante é transformar a alimentação dos pais, pois eles dão o exemplo. Comer
mais peixes; cereais; frutas, pelo menos duas vezes ao dia e verduras e legumes,
diariamente. Os adultos precisam fazer lanches saudáveis e, assim, ensinar e acostumar as
crianças com essas comidas – afirma a presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do
Sul (SPRS) e gastroenterelogista, Cristina Targa Ferreira.

A médica lembra que, hoje em dia, mais do que nunca, a nutrição é conhecida como umas das
ferramentas mais importantes para formar indivíduos saudáveis. Sabe-se que as deficiências
nutricionais levam a um crescimento e desenvolvimento inadequados e precipitam o
surgimento das doenças. Frutas, legumes e verduras são ricos em vitaminas, minerais e
fibras, e devem estar presentes todos os dias nas refeições, pois contribuem para uma boa
saúde e protegem contra o aparecimento de várias doenças. As fibras, presentes nesses
alimentos, são muito importantes para o desenvolvimento e a manutenção de uma microbiota
saudável.

- A microbiota são nossas bactérias protetoras, que vivem em nosso organismo e que são
responsáveis pelo equilíbrio imunológico. Além disso, eles contém antioxidantes naturais. Com
frutas, legumes e verduras, as refeições ficam mais nutritivas e podem tornar os pratos mais
saborosos e coloridos. A variedade de produtos que compõem esse grupo é tão grande, que é
possível encontrar alimentos doces, salgados, amargos e cítricos. Pode-se fazer as
preparações de diferentes maneiras, em pratos variados. É tanta variedade que certamente
haverá algo que agrade aos diferentes paladares – completa Cristina.

O recado mais importante é que a família seja o exemplo. Comer frutas, legumes, verduras
são essenciais e, além disso, evitar os produtos industrializados e processados. Existem
maneiras de fazer pratos apetitosos, com ingredientes saudáveis: comidas coloridas,
divertidas e isso deve ser feito desde o nascimento da criança. Segundo a médica, deve-se
começar com leite materno exclusivo até os 6 meses e depois iniciar as frutas, os legumes e
as verduras. A introdução alimentar é de fundamental importância e deve ser conduzida com
alimentos feitos em casa e saudáveis.

Há substâncias que não podem ser produzidas pelo organismo e, por isso, devem ser ingeridas
através de alimentos. São chamados de nutrientes essenciais, que englobam vitaminas,
alguns aminoácidos, algumas gorduras e ácidos graxos. Para que o corpo funcione de maneira
saudável, é necessário que os nutrientes sejam ingeridos equilibradamente para manter um
bom funcionamento e uma boa saúde.

Ideias criativas podem ser adotadas para incentivar o consumo de frutas, verduras e legumes.
A médica sugere fazer pratos divertidos e coloridos, que misturem sabores e tornem esses
ingredientes mais apetitosos. Também é recomendável deixar a criança brincar com os
alimentos, fazer comidas e ajudar no preparo, sempre sob a supervisão do adulto. ...

Estado paga R$ 110 milhões a municípios e hospitais na área da saúde


O governo do Estado realizou nesta sexta-feira (28/6) o pagamento de uma
competência dos programas municipais desenvolvidos pelas prefeituras no valor de R$
40 milhões.

Também nesta sexta, o Estado pagou R$ 70 milhões de incentivo aos hospitais, estando
em dia com esses compromissos. No total, foram pagos R$ 110 milhões por intermédio
da Secretaria da Saúde (SES). Com essa medida, fica mantida a regularidade nos
repasses do exercício de 2019.

No dia 11 de junho, o governo já havia depositado na conta dos municípios gaúchos o
valor da primeira parcela da dívida com as prefeituras referente aos exercícios de 2014 a
2018.

O primeiro pagamento, no valor de R$ 14,5 milhões, quitou toda a dívida empenhada
com 385 municípios entre os anos de 2014 e 2017.

As 15 parcelas restantes quitarão a dívida do exercício de 2018 com prefeituras e
hospitais municipais, que totaliza cerca de R$ 200 milhões.

Os valores são, entre outros fins, relativos a repasses para a execução de programas
como Equipes de Saúde da Família (ESF), Política de Incentivo da Assistência Básica,
Redes de Urgência e Emergência (Samu), Assistência Farmacêutica Básica e Primeira
Infância Melhor (PIM).

A atual gestão assumiu o Estado com um passivo de R$ 1,1 bilhão na área da Saúde,
incluindo prefeituras, hospitais e fornecedores de medicamentos referente ao período de
2014 a 2018. Deste total, R$ 488 milhões estão empenhados.

Texto: Ascom SES ...




Edição n° 193 - Julho 2019

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