Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 08 de Dezembro de 2019. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 187 de Janeiro de 2019


SAúDE

Verão é época de diversão, mas exige cuidados com as crianças


As férias de verão são um momento de alegria e diversão para os pequenos, mas de muita
cautela e cuidado por parte dos pais. A atenção deve ser redobrada no cuidado com crianças e
adolescentes neste período em que eles estão voltados ao lazer. Com a exposição constante ao
sol, a correria na beira das piscinas, os saltos na água, as brincadeiras e os mergulhos, as
crianças estão expostas a choques, quedas e machucados.

O médico e associado da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), José Paulo
Ferreira, alerta que os pais não devem impedi-los de brincar, mas recomenda uma atenção
especial.

- Não há problema em relação ao tempo que a criança fica na água e nem ao contato com o
cloro. Em piscinas bem tratadas, não oferece risco a pele dos pequenos. É necessário evitar,
sim, o excesso de exposição ao sol. Ele é um fator agressor que prejudica e pode machucar a
pele das crianças. Protegendo-se do sol, reaplicando o protetor no período correto, utilizando
chapéu e camisetas longas, é possível se divertir. Após a água, é importante um banho e um
creme hidratante para pele – explica o médico.

Como nas férias e nos dias quentes as crianças costumam ficar o dia todo na piscina, é normal
que façam as refeições rapidamente e logo queiram voltar a água. O pediatra chama atenção
para seja priorizada alimentação saudável e leve.

- Existia muito folclore a respeito disso, principalmente na época de nossos avós, no entanto,
a verdade é que o que se recomenda é evitar comidas pesadas, que deixem o organismo
lento, e aguarde-se um pouco para voltar a correr, brincar e a fazer esforços físicos. Com um
alimento saudável e leve, não há necessidade de esperar um longo tempo para voltar a água e
dar seguimento a diversão – orienta o pediatra.

Fora da água, a dica é estar atento a brincadeiras de empurra-empurra, pega-pega, entre
outros, pelo risco de acidentes. Também é importante lembrar os pais de nunca deixarem os
pequenos desassistidos, e sempre conseguir manter um contato visual com ele, para que caso
ocorra algum problema ele seja rapidamente auxiliado. ...

Diagnóstico tardio da hanseníase pode impossibilitar cura da doença


O último domingo de janeiro (27/01) está reservado para o Dia Nacional de Combate e
Prevenção da Hanseníase, uma forma de chamar atenção, alertar para a necessidade de se
prevenir e derrubar estigmas sobre o assunto. A doença, que tem cura e não é hereditária,
tem como principal agravante a dificuldade que médicos e profissionais da saúde possuem
para identificar a doença de forma precoce.

O médico dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção
RS (SBD-RS), Rodrigo Vettorato, explica quais são os primeiros sintomas da hanseníase e
como identificá-los.

- É importante observar a presença de manchas na pele (manchas claras, escuras ou
avermelhadas) com alteração de sensibilidade (o individuo não sente, ou sente pouco, calor
frio ou dor nas lesões) – salienta o médico.

Rodrigo também aponta a importância da prevenção, de identificá-la com antecedência e
saber diferenciar os sintomas da doença com os de outra patologia.

- É fundamental o diagnóstico precoce da doença. Se diagnosticado precocemente, o
tratamento é tranquilo e não deixa sequelas. O problema é o diagnóstico tardio, quando o
paciente já apresenta deformidades ou incapacidades sensitivo-motoras (lembrar que a
hanseníase é uma doença principalmente dermatológica e neurológica). Com diagnóstico
precoce, o tratamento é curativo e interrompe a cadeia de transmissão – finaliza Rodrigo
Vettorato.

A hanseníase é uma doença contagiosa causada pela transmissão do Bacilo de Hansen,
através da respiração. Ela se manifesta em diversos sintomas, como através de lesões na pele,
ausência de sensibilidade à dor e ao tato em qualquer parte do corpo.

Embora os casos estejam diminuindo, o Brasil ainda concentra 12% dos casos da doença no
mundo inteiro, são mais de 15 casos por 100 mil habitantes. Por isso, a hanseníase é caso de
saúde pública e tem tratamento gratuito em todo o Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em maio, a Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS, promove o 41° Simpósio
Nacional de Dermatologia Tropical da SBD - Derma Trop, que tem em sua programação, entre
outros assuntos a hanseníase. O evento ocorre dias 30 e 31 de maio e 1° de junho no Hotel
Deville Prime, em Porto Alegre)

Fonte: PlayPress ...

Por que a hanseníase não pode mais ser um tabu


O desconhecimento e as informações desencontradas sobre a hanseníase acabam dificultando
o trabalho de médicos e profissionais da saúde no combate e na prevenção à doença.
Transmitida pelo Bacilo de Hansen, contagiosa, mas curável, a hanseníase sofre com
associações equivocadas desde seu surgimento, com referências desde o século 6 A.C, até os
dias atuais.

O médico dermatologista e associado da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS),
Rodrigo Vettorato, explica como eram feitas afirmações erradas a respeito da patologia no
passado.

- A hanseníase é uma doença muito antiga e muito estigmatizada. Antigamente acreditava-se
que a doença era associada à impureza, pecado e transmitida pelo contato interpessoal direto
e até sexual. Por muitos séculos, os pacientes eram isolados do convívio com a sociedade. Até
meados do século passado, no Brasil, por exemplo, os pacientes eram confinados em
leprosários mantidos afastados dos familiares e amigos que não tinham a doença – conta o
médico.

Com o avanço da ciência e dos estudos, foi possível perceber de que forma a doença era
contraída e como as conclusões a seu respeito estavam equivocadas.

- A hanseníase não se transmite pelo simples contato pessoal, e sim, pelas secreções
(propágulos) eliminadas por via oral. É preciso um convívio prolongado com a pessoa doente
para haver a contaminação que ocorre através da absorção pela mucosa nasal,
principalmente. Além disso, mais de 90% a população tem imunidade contra a doença.
Portanto, ela só ocorre em indivíduos geneticamente predispostos e em convívio prolongado
com indivíduos sem tratamento. Já nos primeiros dias de tratamento não há mais
possibilidade de transmissão da doença – conta o dermatologista.

Para evitar esse tipo de situação, o médico alerta para a importância das campanhas de
prevenção, mesmo a doença sendo considerada “erradicada” no Rio Grande do Sul.

- Com o passar do tempo, a preocupação com a doença diminuiu. Como consequência, as
pessoas, inclusive os médicos (principalmente os mais novos), esquecem ou não aprendem a
diagnosticar. Nestes casos, convém ressaltar a importância das campanhas que tem como
objetivo lembrar a população da existência da hanseníase – finaliza.

A campanha Janeiro, que tem o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS
(SBD-RS), reserva o mês para atividades que auxiliem na disseminação de conhecimento
sobre a hanseníase e seu tratamento. No último domingo do mês (27/01) é celebrado o Dia
Nacional do Combate e Prevenção da Hanseníase. ...

AMRIGS atenta para debate sobre abertura de novos cursos de medicina


A criação de novos cursos de medicina tem sido uma preocupação permanente da Associação
Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) diante da necessidade de que sejam oferecidas
condições para a manutenção da excelência no ensino da especialidade médica. Em medida
recente o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) ajuizou a ação
contra abertura de curso de Medicina em Ijuí. A iniciativa foi bem recebida pela AMRIGS que
vê na prática de abertura de novos cursos o risco sério de perda da qualidade do ensino na
profissão.

- Nossa contrariedade não tem relação com a ampliação do número de vagas para os
estudantes, mas sim com as condições oferecidas para o aprendizado. Por sua natureza, o
médico lida com vidas e se faz indispensável que todo o processo de aprendizagem seja de
excelência, não sendo, jamais, admitido que sejam criadas condições medianas para o
desenvolvimento profissional daqueles que cuidarão da saúde da população no futuro -
afirmou o presidente da AMRIGS, Alfredo Floro Cantalice Neto.

Para a entidade médica, o desafio é trabalhar o crescimento sustentável e de qualidade, já que
a grande quantidade de alunos demanda a contratação de professores e funcionários
altamente qualificados, salas adequadas para prática de anatomia e hospitais de ensino bem
estruturados para o desenvolvimento prático dos temas que os estudantes aprendem na
teoria.

O Despacho do Juiz da 4ª Vara Federal de Porto Alegre, Bruno Brum Ribas, fixou prazo de
cinco dias para que a União e a Unijuí se manifestem sobre a ação. O documento argumenta
que a região de Ijuí já se encontra com excesso de profissionais na área e contempla próximo
a ela as Faculdades de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria, da Universidade de
Passo Fundo e da Universidade de Erechim, distantes cerca de 200 km da cidade sede da
UNIJUÍ.

Fonte: PlayPress ...

Saiba quais os erros mais comuns na aplicação do protetor solar


Sol e calor são os ingredientes perfeitos para um verão ideal. No entanto, as altas
temperaturas contribuem para um aumento na radiação solar. A exposição excessiva ao sol
pode causar problemas sérios à saúde. O tema faz parte das ações da campanha “Saúde
Preventiva: Pratique essa ideia”, desenvolvida pela Associação Médica do Rio Grande do Sul
(AMRIGS).
A médica dermatologista, associada da AMRIGS e membro da Sociedade Brasileira de
Dermatologia - Secção RS, Vanessa Maria Mendes Martins Pinto, alerta que, embora as formas
de prevenção já sejam conhecidas, é preciso executá-las da forma correta.

- O principal erro, em relação à proteção solar, é usar uma quantidade muito pequena de
protetor. O correto seria uma colher de chá em cada braço, uma colher de chá para rosto,
orelhas e pescoço, duas colheres de chá em cada perna e em cada lado do tronco. Dá para
perceber que quase ninguém usa essa quantidade. Outro erro é não reaplicar o produto a cada
2 ou 3 horas – alerta a médica.

Relacionado a 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, o câncer de pele não
melanoma é o mais comum no país e no Rio Grande do Sul. Ao ser detectado precocemente,
apresenta grandes chances de cura, assim como o câncer de pele melanoma. Apesar de maior
gravidade, se a doença for detectada em seu estágio inicial, as chances de sobrevida
aumentam.

Como apontam os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa de novos casos
de câncer de pele melanoma para 2018 foi de 6.260, sendo 2.920 em homens e 3.340 em
mulheres. Já o não melanoma pode ter chegado a 165.580 novos registros. Neste caso,
porém, deve atingir mais homens (85.170) do que mulheres (80.140).

A orientação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é hidratar-se, evitar grande
exposição ao sol das 10h às 16h. Após este horário, usar chapéus, roupas e óculos escuros e
estar atento aos dias nublados, uma vez que mesmo sem o sol visível, o corpo segue exposto
aos raios solares. ...

Fraude na Saúde de Canoas: MP denuncia oito pessoas por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro


A Promotoria de Justiça de Canoas e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado (Gaeco) – Núcleo Saúde ofereceram denúncia à 4ª Vara Criminal de Canoas contra
oito pessoas pelos crimes de participação em organização criminosa, peculato e lavagem de
dinheiro cometidos em virtude dos Termos de Fomento assinados junto à prefeitura de Canoas
pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) para a gestão do
Hospital de Pronto Socorro de Canoas, Hospital Universitário, duas Unidades de Pronto
Atendimento (Caçapava e Rio Branco) e quatro Unidades de Atendimento Psicossocial
(Recanto dos Girassóis, Travessia, Amanhecer e Novos Tempos). A denúncia, apresentada na
quarta-feira, 19, é assinada pelos promotores de Justiça de Canoas João Paulo Fontoura de
Medeiros e Marcelo Dossena Lopes dos Santos.

Cássio Souto dos Santos, Michele Aparecida da Câmara Rosin, Diego dos Santos Bastos,
Marcelo Bósio e Brayan Souto dos Santos foram denunciados por peculato (ocorrido em 53
oportunidades) e lavagem de dinheiro (em 14 ocasiões). Já Eduardo Gonçalves de Oliveira da
Silva e Márcio de Oliveira Leite são denunciados por peculato e lavagem de dinheiro (em seis
oportunidades para cada crime). Joice de Oliveira Dornelles incorreu em dez vezes no crime de
peculato. Todos devem responder pelo crime de constituir organização criminosa.

AS CONDUTAS

Conforme a denúncia do MP, Cássio Souto dos Santos era o líder da organização criminosa.
Composta também por Diego dos Santos Bastos (diretor superintendente regional), Michele
Aparecida da Câmara Rosin (então diretora financeira e atual diretora presidente) e Marcelo
Bósio (controller nacional), Brayan Souto Santos (que também foi diretor presidente), Eduardo
Gonçalves Oliveira da Silva (gerente de projetos), Márcio de Oliveira Leite (diretor operacional
e membro do conselho executivo), Joice de Oliveira Dornelles (membro do conselho executivo
e sócia da Blue Eyes Assessoria e Gestão em Saúde Ltda”, além de e ex-integrante da
Secretaria da Saúde do Município de Canoas). A organização criminosa era destinada à
obtenção, direta ou indiretamente, de vantagens mediante a prática de infrações penais de
peculato e de lavagem de dinheiro.

Os denunciados, se valendo das empresas Blue Eyes Assessoria & Gestão em Saúde, Michele
Aparecida da Câmara Rosin Me, Lopes e Bastos Ltda, Souto Consultoria, entre outras,
passaram a desviar recursos públicos em seu próprio benefício ou em benefício de outros. Os
denunciados pagaram por supostas aquisições cujos produtos não foram entregues – total ou
parcialmente – no Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), no Hospital Universitário
(HU) de Canoas, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava e Rio Branco e nos
Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS) Recanto dos Girassóis, Travessia, Amanhecer e
Novos Tempos.

Michele Aparecida da Câmara Rosin era diretora financeira à época da assinatura dos Termos
de Fomento n.º 01/2016 e n.° 02/2016 e atual diretora presidente, e exercia juntamente com
os denunciados Cássio Souto dos Santos, Diego dos Santos Bastos e Marcelo Bósio o comando
coletivo da organização criminosa. Michele Rosin foi justamente quem atestou a capacidade
técnica do Gamp durante o processo de chamamento público realizado pelo Executivo
Municipal de Canoas. Cabia a Diego dos Santos Bastos atuar – levando-se em consideração
sua formação médica – no intuito de dar aparência lícita ao empreendimento criminoso.
Brayan Souto Santos era “testa de ferro” de Cássio Souto dos Santos e cabia a ele, ao permitir
o uso formal de seu nome junto ao Gamp, dar aparência de regularidade à constituição da
Pessoa Jurídica e a ocultar quem verdadeiramente possuía voz de comando perante todo o
Grupo. Como diretor presidente, assinou, como forma de dar aparência lícita à organização
criminosa, diversos documentos em nome do Gamp.

Márcio de Oliveira Leite, diretor operacional e membro do Conselho Executivo do Grupo,
efetuava, diretamente ou por intermédio da interposta empresa Mol Apoio Administrativo Eireli
(EPP), de sua titularidade, a lavagem de uma parcela do dinheiro que, oriundo dos Termos de
Fomento n.º 01/2016 e n.º 02/2016, tinha de chegar às contas bancárias dos denunciados ou
às das empresas que lhes pertencessem ou que eram por eles administradas. Eduardo
Gonçalves Oliveira da Silva, membro do Conselho Executivo, fazia o mesmo através da
empresa E G de Oliveira da Silva, de sua titularidade.
...




Edição n° 187 - Janeiro de 2019

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