Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 23 de Julho de 2018. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 181 de Julho 2018


SAúDE

Sociedade de Pediatria defende direito da criança ser atendida pelo médico pediatra


A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) posicionou-se de forma
absolutamente contrária a implantação do Protocolo de Enfermagem na Atenção
Primária à Saúde (APS) – Saúde da Criança. A proposta foi feita pela Secretaria de
Saúde de Porto Alegre. Pela medida, estariam sendo feitas atribuições exclusivas de
médicos, como pediatras, por exemplo, para profissionais que não são médicos.

- Se for realizada uma pesquisa com os pais, temos a convicção de que a imensa
maioria gostaria que seu filho fosse atendido por um pediatra. A criança tem o direito de
ser atendido pelo médico e o médico da criança, é o pediatra – afirma o médico da
Sociedade de Pediatria do RS, Silvio Baptista.

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul encaminhará nos próximos dias uma
consulta ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), sobre a
legalidade da medida, pois no entendimento da SPRS, contraria a Lei do Ato Médico. O
problema é que pelo protocolo proposto, os enfermeiros estariam fazendo diagnóstico e
tratamento de doenças, o que é vetado pela legislação.

- No documento que contém aproximadamente vinte páginas consta que o profissional
não médico faria consultas de puericultura (revisão) e até acompanhamento de doenças,
vindo apenas a encaminhar para o médico pediatra, quando houver suspeita de doença,
ou seja, o médico passa a depender do diagnóstico da enfermeira. Essa prática não pode
ser comparada a proposição de três anos de Residência que está em fase de implantação
– completa.

O médico ressalta, ainda, que a decisão de encaminhar ou não o paciente para o
médico, designada a outros profissionais, é negar o direito da criança de consultar com
especialistas da área. ...

Mortes por Aids caem no RS, mas autoridades insistem na prevenção


Mesmo 35 anos depois de o cientista francês Luc Montagnier isolar o vírus do HIV/Aids
pela primeira vez em laboratório, a discussão sobre a doença ainda é muito necessária.
Isso inclui as famílias, as escolas, os meios de comunicação, as organizações não
governamentais e, claro, o poder público. Com este enfoque, foi realizada nesta quarta-
feira (11) a segunda reunião do Grupo de Trabalho da Unaids 2018, com o A epidemia e
a resposta ao HIV no Rio Grande do Sul. Pela primeira vez, o encontro ocorreu fora de
Brasília, no Distrito Federal.

O GT Unaids (Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/Aids) é um dos
braços do Unaids, o programa da ONU que busca soluções para combater a enfermidade
no mundo inteiro. Com a colaboração de parceiros globais, nacionais e regionais, a meta
é acabar com a epidemia da Aids até 2030.

Secretário da Saúde lembrou que o RS foi 1º estado a assinar carta mundial de luta
contra o HIV
Secretário da Saúde lembrou que o RS foi 1º estado a assinar carta mundial de luta
contra o HIV - Foto: Juliana Baratojo/Especial Palácio Piratini
A diretora da Unaids no Brasil, Georgiana Braga Orillard, falou da importância de
compartilhar ações e experiências que estão dando certo. "Essa troca de informações é
fundamental para termos mais sucesso e atingirmos nossas metas. O enfoque tem que
ser nas populações mais vulneráveis e, especialmente, nos jovens. Temos que falar com
eles, na linguagem deles", explicou.

O secretário da Saúde, Francisco Paz, lembrou que o Rio Grande do Sul foi o primeiro
estado brasileiro a assinar a Declaração de Paris, em dezembro de 2015. O documento
estabelece metas que são conhecidas como 90-90-90, até 2020. Significa que 90% das
pessoas que vivem com o HIV façam o teste; que 90% destas estejam em tratamento
antirretroviral; e que, destas, 90% tenham carga viral indetectável.

Até o momento, segundo a SES, o RS tem o seguinte balanço: dos 90% pacientes
diagnosticados, 66% fizeram o teste. Destes, 72% estão em tratamento antirretroviral.
E, destes, 90% tem carga viram indetectável.

Tendência de queda

Entre janeiro de 2007 e janeiro de 2017, foram notificados 194.217 casos de infecção
pelo HIV no Brasil, sendo que 40.275 foram na Região Sul e 18.901 no Rio Grande do
Sul. Em relação à mortalidade (com dados de 2016), a média nacional é de 5,2 óbitos
para cada 100 mil habitantes. Na Região Sul, são 6,7 óbitos para cada 100 mil
habitantes. E, no Estado, 9,6 óbitos para cada 100 mil habitantes. O número de mortes
ainda é alto, mas há uma tendência de queda: só no RS, a taxa de mortalidade caiu
17,2% entre 2006 e 2016.

Para o secretário Paz, a redução é importante, mas também exige um alerta contínuo:
"Não podemos descuidar. Isso inclui a sociedade, os municípios, o governo estadual, o
governo federal, enfim, todos. Vários fatores precisam ser combatidos. Precisamos de
educação e de mobilização constantes. A descoberta da medicação que reduz a
mortalidade não significa que a doença é menos grave. As pessoas não podem descuidar
e deixar de se proteger porque existe medicação", disse.

Também participaram da reunião o governador José Ivo Sartori e representantes de 15
cidades gaúchas: Alvorada, Porto Alegre, Viamão, Guaíba, Canoas, Esteio, Sapucaia do
Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Rio Grande, Santana do Livramento,
Uruguaiana, Gravataí e Cachoeirinha. ...

Câncer de mama: qual a importância do diagnóstico precoce?


Mais comum entre as mulheres, o câncer de mama responde por cerca de 30% dos
tumores registrados a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José
Alencar Gomes da Silva (Inca). Apesar da pouca divulgação, o tipo também afeta os
homens, representando apenas 1% do total de diagnósticos. Ainda segundo o Inca, são
esperados 59.700 novos casos neste ano.

O médico oncologista Márcio Almeida, da Aliança Instituto de Oncologia ressalta que a
principal arma contra a doença é o diagnostico precoce. "Quanto mais cedo, maiores as
chances de cura, a sobrevida e a qualidade de vida do paciente, além de mais favoráveis
à relação efetividade/custo", explica.

De acordo com Almeida, o objetivo é a detecção de lesões pré-cancerígenas ou do
câncer quando ainda localizado no órgão de origem, sem invasão de tecidos vizinhos ou
outras estruturas. Ele destaca que a principal diferença, em relação à descoberta tardia,
é o tratamento.

Quando descoberto no início, o tratamento pode ser mais brando, apenas cirúrgico, sem
a necessidade de sessões de quimio e radioterapia, além de o paciente ter chance de
conseguir controlar a doença, com maior chance de cura, aponta o oncologista.

"Já no diagnóstico tardio, pode ser necessário cirurgias maiores, mutilantes, com
necessidade de quimioterapia mais intensa e tóxica e radioterapias, podendo gerar mais
sequelas, sofrimentos e pior qualidade de vida, ou até nem adiantar mais a cirurgia, pois
a doença já não oferece mais a chance de cura, apenas de controle", complementa.

Como a mulher pode saber se tem câncer de mama?
Conforme Almeida, a principal forma para se descobrir a doença é a prevenção e a busca
constante por informação. "A mulher se informando dos riscos que ela corre sobre os
principais cânceres na mulher, associado à consulta medica com especialistas, além do
acesso e realização de exames para rastreamento e diagnostico precoce", comenta.

Autoexame
Para fazer o autoexame da mama é preciso seguir três passos: se observar em frente ao
espelho, palpar a mama em pé e repetir a palpação deitada. Esse exame deve ser feito
uma vez por mês, todos os meses, três a cinco dias após a menstruação ou em uma
data fixa, para mulheres que não menstruam, detalha o médico. ...

Genética cumpre papel importante no diagnóstico do autismo


O aumento do número de casos da doença no Brasil e no mundo torna cada vez
relevante o trabalho do médico geneticista. O primeiro diagnóstico do chamado
Transtorno do Espectro Autista é clínico, mas a investigação genética é relevante no
encaminhamento posterior do paciente. Segundo o Diretor de Ética Médica da Sociedade
Brasileira de Genética Médica (SBGM), Rodrigo Fock, não há uma única condição clínica e
sim uma soma de fatores que levam a suspeita por parte do médico. As variações são
relevantes, podendo ter um paciente sem comunicação nenhuma e elevado isolamento
social até quadros leves que são conhecidos, hoje, como de “bom rendimento”.

- O diagnóstico é clínico, ou seja, não há nenhum exame que vai indicar o diagnóstico
de autismo no paciente. A genética entra no auxílio do diagnóstico etiológico, ou seja, da
causa. Atualmente dos indivíduos que possuem espectro autista, 40% tem alguma
alteração genética – explica.

Um estudo realizado em 2018 pelo CDC (Center of Deseases Control and Prevention),
órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, revelou que uma criança a cada 59 nasce
com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os dados revelam um aumento no número
de casos de autismo em todo mundo. Até há alguns anos, a estimativa era de um caso
para cada 150 crianças. No Brasil existem aproximadamente dois milhões de autistas.

- Estima-se que cerca de 20% dos indivíduos com autismo possuem alterações de
microdeleção ou microduplicação do (quantidade de) material genético. Esse grupo é
muito importante e expressivo – completa Rodrigo.

Por conter dados comportamentais, a investigação do espectro autista é feita em sua
maioria a partir dos dois anos de vida. Além do geneticista, o médico pediatra é
fundamental, pois costuma ser o primeiro a ter o contato com o paciente desde os
primeiros dias de vida e pode acompanhar o pleno desenvolvimento. A partir dos
primeiros sintomas identificados, o psiquiatra infantil e o neurologista pediátrico também
são muito importantes para o diagnóstico. ...




Edição n° 181 - Julho 2018

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