Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 18 de Novembro de 2018. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 181 de Julho 2018


SAúDE

Desafios na implantação de práticas integrativas e plantas medicinais no SUS é tema de painel


O tema “Desafios da implantação das práticas integrativas e plantas medicinais no SUS”
foi debatido durante a 12ª Reunião Técnica Estadual Sobre Plantas Bioativas, na tarde
dessa quinta-feira (26), na Univates, em Lajeado.

Houve unanimidade entre os painelistas: a necessidade de se associar o conhecimento
tradicional, transmitido por várias gerações, com a validação por meio de pesquisas e
dados científicos. Além disso, a sensibilização de profissionais de saúde, a capacitação
de agricultores, o engajamento de gestores públicos e outras questões podem contribuir
para a evolução do debate sobre o tema.

O representante da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Roger Remy Dresch, foi
enfático ao ressaltar o aumento do número de brasileiros que buscam tratamentos à
base de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos no Sistema Único de Saúde
(SUS). O número mais que dobrou entre 2013 e 2015, crescendo 161%.

“Nesse sentido, a busca por diferentes abordagens terapêuticas das PICs também pode
contribuir para a legitimação da fitoterapia na rede pública de saúde, sendo esta uma
prática terapêutica de excelência, complementar e, ainda, contra hegemônica”, afirmou
Dresch.

Experiências como a do município de Vale Real, apresentada no mesmo painel pela
secretária de Saúde, Carem Müller, partiu de um questionário realizado com a população
no ano de 2014, que permitiu validar o uso de plantas medicinais e de fitoterápicos no
SUS pela administração municipal. Hoje, no local, há um horto em formato de relógio do
corpo humano, em que são plantados guaco, camomila e espinheira-santa.

“Por que apelar diretamente para um medicamento se há uma alternativa natural
disponível?”, questionou Carem. “São comportamentos que podem ser modificados aos
poucos”, acrescentou.

O painel foi completado com o relato da integrante da Comissão de Práticas Integrativas
e Complementares do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Susana Gasparri, e do
farmacêutico da Secretaria de Saúde (Sesa) de Lajeado, José Luís Batista.

Susana falou dos desafios para as PICs, destacando a importância de ações de
implantação de hortos medicinais, de educação permanente para profissionais de saúde,
da humanização do atendimento e dos modelos de “Farmácia Viva” que estão sendo
implantados no país. Já Batista destacou as ações em fitoterapia que acontecem no
município por meio da Farmácia-Escola.

Organizada pela Emater/RS-Ascar, Univates e Secretaria de Desenvolvimento Rural,
Pesca e Cooperativismo (SDR), a 12ª Reunião Técnica Estadual Sobre Plantas Bioativas
segue até este sábado (28), na Univates e no Jardim Botânico de Lajeado.

A programação completa pode ser acessada no site www.univates.br/evento/12a-
reuniao-tecnica-estadual-sobre-plantas-bioativas. ...

É verdade que primos, quando casam, podem enfrentar problemas ao gerar filhos?


Primos que casam, ou pessoas que não sabiam que eram parentes, casam e têm filhos.
O medo de que a criança nasça com alguma deformação é grande, mas nem sempre
existe risco de que isso ocorra. O médico geneticista da Sociedade Brasileira de Genética
Médica (SBGM), Hector Yuri Conti Wanderley, explica que, se ambos pais tiverem o
mesmo gene defeituoso, há uma maior chance de ter um filho com uma condição
genética.

- A forma mais comum de relacionamento consanguíneo é entre primos e, em algumas
sociedades e culturas, pode representar uma proporção significativa dos casamentos.
Qual é o risco empírico de um casal consanguíneo ter um filho ou filha com alguma
doença genética? Se os pais não são aparentados, a chance de ter uma criança com
defeito congênito ou deficiência intelectual gira em torno de 2% e 3% a cada gestação.
Se os pais são primos, a chance é um pouco maior, gira em torno de 5% e 6%. Isto
ocorre devido ao aumento da chance de ambos terem uma mesma mutação
autossômica recessiva, presente na família – destaca.

Em geral, quando os pais são consanguíneos, eles não têm maiores chances de ter uma
criança com condições genéticas. No entanto, haverá uma maior probabilidade de uma
criança apresentar condições que são devidas a herança complexa, nessas situações
uma série de genes diferentes agem em conjunto ou há uma interação entre genes e o
meio ambiente. São exemplos de condições que podem se apresentar com padrão de
herança complexa a espinha bífida, a fenda labial e algumas formas de doença cardíaca
congênita.

O médico alerta que é importante que os casais consanguíneos, que estão planejando
um filho, busquem aconselhamento genético com um especialista em genética médica.

- Alguns relacionamentos são mais complexos, envolvendo várias gerações onde os pais
estão intimamente relacionados. O conhecimento especializado do médico geneticista ao
realizar o aconselhamento genético é fundamental para estimar qualquer possível
impacto no risco do casal e propor o manejo adequado – relata.

Conti Wanderley explica que a ferramenta mais simples e abrangente utilizada no
aconselhamento genético para casais consanguíneos é obter uma história familiar
médica por meio de um heredograma que cobre de três a quatro gerações. Quando uma
condição genética conhecida ou suspeita é identificada em um feto ou recém-nascido de
uma união consanguínea, a avaliação genética pode também ser aprimorada. ...

Descredenciamento de equipes de saúde preocupa AMRIGS


Os atendimentos na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) assim como
iniciativas para intervir em situações que colocam em risco a saúde, como tabagismo,
má alimentação e falta de exercícios físicos, podem estar comprometidos. Isso porque,
recentemente, o Ministério da Saúde, através de uma portaria, descredenciou equipes
de Estratégia Saúde da Família (ESF) em municípios onde as mesmas ainda não estavam
implantadas.

A situação é acompanhada pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) que,
apesar de estar preocupada com o atendimento da população, vê a ocasião como uma
oportunidade de melhorar a gestão de recursos. O receio, de acordo com o diretor do
Exercício Profissional da entidade, Marcos Vinícius Ambrosini Mendonça, está na
incerteza de que novos credenciamentos serão feitos posteriormente.

- Estamos atentos, pois não temos garantia que novas equipes serão credenciadas de
fato, até porque no ano passado, o valor repassado pelos governos foi baixo. Então, é
preocupante, sim, fazer esta limpa. Defendemos que o processo seja feito com rigor,
buscando oferecer maior qualidade no atendimento médico e garantindo a saúde da
população – comenta Mendonça.

Ao mesmo tempo em que a situação traz preocupação, ela também é vista como uma
oportunidade de reestruturar o repasse de valores e oportunizar que novos municípios
possam instalar uma ESF.

- Diversos municípios estavam aptos a ter uma ESF, mas não estavam implantados,
muitos destes aguardando o credenciamento devido à política de limitação de gastos.
Aqueles que ainda não haviam finalizado o processo de implantação foram
descredenciados. É uma chance de organizar os gastos e dar oportunidade para quem
quer – explica Mendonça.

O ESF é um programa do Governo Federal e conta com repasses de valores dos Poderes
Executivos das três esferas: federal, estadual e municipal. Para receber a verba, é
preciso que a equipe esteja implantada, sendo essa uma responsabilidade das
prefeituras. ...

Sociedade de Pediatria defende direito da criança ser atendida pelo médico pediatra


A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) posicionou-se de forma
absolutamente contrária a implantação do Protocolo de Enfermagem na Atenção
Primária à Saúde (APS) – Saúde da Criança. A proposta foi feita pela Secretaria de
Saúde de Porto Alegre. Pela medida, estariam sendo feitas atribuições exclusivas de
médicos, como pediatras, por exemplo, para profissionais que não são médicos.

- Se for realizada uma pesquisa com os pais, temos a convicção de que a imensa
maioria gostaria que seu filho fosse atendido por um pediatra. A criança tem o direito de
ser atendido pelo médico e o médico da criança, é o pediatra – afirma o médico da
Sociedade de Pediatria do RS, Silvio Baptista.

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul encaminhará nos próximos dias uma
consulta ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), sobre a
legalidade da medida, pois no entendimento da SPRS, contraria a Lei do Ato Médico. O
problema é que pelo protocolo proposto, os enfermeiros estariam fazendo diagnóstico e
tratamento de doenças, o que é vetado pela legislação.

- No documento que contém aproximadamente vinte páginas consta que o profissional
não médico faria consultas de puericultura (revisão) e até acompanhamento de doenças,
vindo apenas a encaminhar para o médico pediatra, quando houver suspeita de doença,
ou seja, o médico passa a depender do diagnóstico da enfermeira. Essa prática não pode
ser comparada a proposição de três anos de Residência que está em fase de implantação
– completa.

O médico ressalta, ainda, que a decisão de encaminhar ou não o paciente para o
médico, designada a outros profissionais, é negar o direito da criança de consultar com
especialistas da área. ...

Mortes por Aids caem no RS, mas autoridades insistem na prevenção


Mesmo 35 anos depois de o cientista francês Luc Montagnier isolar o vírus do HIV/Aids
pela primeira vez em laboratório, a discussão sobre a doença ainda é muito necessária.
Isso inclui as famílias, as escolas, os meios de comunicação, as organizações não
governamentais e, claro, o poder público. Com este enfoque, foi realizada nesta quarta-
feira (11) a segunda reunião do Grupo de Trabalho da Unaids 2018, com o A epidemia e
a resposta ao HIV no Rio Grande do Sul. Pela primeira vez, o encontro ocorreu fora de
Brasília, no Distrito Federal.

O GT Unaids (Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/Aids) é um dos
braços do Unaids, o programa da ONU que busca soluções para combater a enfermidade
no mundo inteiro. Com a colaboração de parceiros globais, nacionais e regionais, a meta
é acabar com a epidemia da Aids até 2030.

Secretário da Saúde lembrou que o RS foi 1º estado a assinar carta mundial de luta
contra o HIV
Secretário da Saúde lembrou que o RS foi 1º estado a assinar carta mundial de luta
contra o HIV - Foto: Juliana Baratojo/Especial Palácio Piratini
A diretora da Unaids no Brasil, Georgiana Braga Orillard, falou da importância de
compartilhar ações e experiências que estão dando certo. "Essa troca de informações é
fundamental para termos mais sucesso e atingirmos nossas metas. O enfoque tem que
ser nas populações mais vulneráveis e, especialmente, nos jovens. Temos que falar com
eles, na linguagem deles", explicou.

O secretário da Saúde, Francisco Paz, lembrou que o Rio Grande do Sul foi o primeiro
estado brasileiro a assinar a Declaração de Paris, em dezembro de 2015. O documento
estabelece metas que são conhecidas como 90-90-90, até 2020. Significa que 90% das
pessoas que vivem com o HIV façam o teste; que 90% destas estejam em tratamento
antirretroviral; e que, destas, 90% tenham carga viral indetectável.

Até o momento, segundo a SES, o RS tem o seguinte balanço: dos 90% pacientes
diagnosticados, 66% fizeram o teste. Destes, 72% estão em tratamento antirretroviral.
E, destes, 90% tem carga viram indetectável.

Tendência de queda

Entre janeiro de 2007 e janeiro de 2017, foram notificados 194.217 casos de infecção
pelo HIV no Brasil, sendo que 40.275 foram na Região Sul e 18.901 no Rio Grande do
Sul. Em relação à mortalidade (com dados de 2016), a média nacional é de 5,2 óbitos
para cada 100 mil habitantes. Na Região Sul, são 6,7 óbitos para cada 100 mil
habitantes. E, no Estado, 9,6 óbitos para cada 100 mil habitantes. O número de mortes
ainda é alto, mas há uma tendência de queda: só no RS, a taxa de mortalidade caiu
17,2% entre 2006 e 2016.

Para o secretário Paz, a redução é importante, mas também exige um alerta contínuo:
"Não podemos descuidar. Isso inclui a sociedade, os municípios, o governo estadual, o
governo federal, enfim, todos. Vários fatores precisam ser combatidos. Precisamos de
educação e de mobilização constantes. A descoberta da medicação que reduz a
mortalidade não significa que a doença é menos grave. As pessoas não podem descuidar
e deixar de se proteger porque existe medicação", disse.

Também participaram da reunião o governador José Ivo Sartori e representantes de 15
cidades gaúchas: Alvorada, Porto Alegre, Viamão, Guaíba, Canoas, Esteio, Sapucaia do
Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Rio Grande, Santana do Livramento,
Uruguaiana, Gravataí e Cachoeirinha. ...

Câncer de mama: qual a importância do diagnóstico precoce?


Mais comum entre as mulheres, o câncer de mama responde por cerca de 30% dos
tumores registrados a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José
Alencar Gomes da Silva (Inca). Apesar da pouca divulgação, o tipo também afeta os
homens, representando apenas 1% do total de diagnósticos. Ainda segundo o Inca, são
esperados 59.700 novos casos neste ano.

O médico oncologista Márcio Almeida, da Aliança Instituto de Oncologia ressalta que a
principal arma contra a doença é o diagnostico precoce. "Quanto mais cedo, maiores as
chances de cura, a sobrevida e a qualidade de vida do paciente, além de mais favoráveis
à relação efetividade/custo", explica.

De acordo com Almeida, o objetivo é a detecção de lesões pré-cancerígenas ou do
câncer quando ainda localizado no órgão de origem, sem invasão de tecidos vizinhos ou
outras estruturas. Ele destaca que a principal diferença, em relação à descoberta tardia,
é o tratamento.

Quando descoberto no início, o tratamento pode ser mais brando, apenas cirúrgico, sem
a necessidade de sessões de quimio e radioterapia, além de o paciente ter chance de
conseguir controlar a doença, com maior chance de cura, aponta o oncologista.

"Já no diagnóstico tardio, pode ser necessário cirurgias maiores, mutilantes, com
necessidade de quimioterapia mais intensa e tóxica e radioterapias, podendo gerar mais
sequelas, sofrimentos e pior qualidade de vida, ou até nem adiantar mais a cirurgia, pois
a doença já não oferece mais a chance de cura, apenas de controle", complementa.

Como a mulher pode saber se tem câncer de mama?
Conforme Almeida, a principal forma para se descobrir a doença é a prevenção e a busca
constante por informação. "A mulher se informando dos riscos que ela corre sobre os
principais cânceres na mulher, associado à consulta medica com especialistas, além do
acesso e realização de exames para rastreamento e diagnostico precoce", comenta.

Autoexame
Para fazer o autoexame da mama é preciso seguir três passos: se observar em frente ao
espelho, palpar a mama em pé e repetir a palpação deitada. Esse exame deve ser feito
uma vez por mês, todos os meses, três a cinco dias após a menstruação ou em uma
data fixa, para mulheres que não menstruam, detalha o médico. ...

Genética cumpre papel importante no diagnóstico do autismo


O aumento do número de casos da doença no Brasil e no mundo torna cada vez
relevante o trabalho do médico geneticista. O primeiro diagnóstico do chamado
Transtorno do Espectro Autista é clínico, mas a investigação genética é relevante no
encaminhamento posterior do paciente. Segundo o Diretor de Ética Médica da Sociedade
Brasileira de Genética Médica (SBGM), Rodrigo Fock, não há uma única condição clínica e
sim uma soma de fatores que levam a suspeita por parte do médico. As variações são
relevantes, podendo ter um paciente sem comunicação nenhuma e elevado isolamento
social até quadros leves que são conhecidos, hoje, como de “bom rendimento”.

- O diagnóstico é clínico, ou seja, não há nenhum exame que vai indicar o diagnóstico
de autismo no paciente. A genética entra no auxílio do diagnóstico etiológico, ou seja, da
causa. Atualmente dos indivíduos que possuem espectro autista, 40% tem alguma
alteração genética – explica.

Um estudo realizado em 2018 pelo CDC (Center of Deseases Control and Prevention),
órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, revelou que uma criança a cada 59 nasce
com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os dados revelam um aumento no número
de casos de autismo em todo mundo. Até há alguns anos, a estimativa era de um caso
para cada 150 crianças. No Brasil existem aproximadamente dois milhões de autistas.

- Estima-se que cerca de 20% dos indivíduos com autismo possuem alterações de
microdeleção ou microduplicação do (quantidade de) material genético. Esse grupo é
muito importante e expressivo – completa Rodrigo.

Por conter dados comportamentais, a investigação do espectro autista é feita em sua
maioria a partir dos dois anos de vida. Além do geneticista, o médico pediatra é
fundamental, pois costuma ser o primeiro a ter o contato com o paciente desde os
primeiros dias de vida e pode acompanhar o pleno desenvolvimento. A partir dos
primeiros sintomas identificados, o psiquiatra infantil e o neurologista pediátrico também
são muito importantes para o diagnóstico. ...




Edição n° 181 - Julho 2018

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