Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 17 de Agosto de 2018. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 175 de Janeiro 2018


GERAL

Free Way tem novo recorde de tráfego em um único dia


A Free Way recebeu nesta terça-feira (2) o maior tráfego na rodovia em um único dia na
região litorânea. Passaram pela praça de pedágio de Santo Antônio da Patrulha, no
sentido Capital, 92,5 mil veículos. O maior tráfego nesta região em um único dia havia
sido registrado no sábado de Carnaval de 2017, com 84 mil veículos em direção às
praias. Apesar do alto número de veículos, não houve nenhum óbito nem acidentes
graves. O movimento de ida para o Réveillon já tinha representado recorde, com o
maior tráfego em um feriado estendido na história da Free Way: 226 mil veículos em
quatro dias.

Considerando o período de quinta a terça-feira (28/12 a 2/1), a Triunfo Concepa
atendeu a 2,1 mil ocorrências – aumento de 9% em comparação ao Réveillon passado.
Destas, 463 foram registradas apenas no dia 2 de janeiro. Importante destacar que se
considera ocorrência qualquer tipo de atendimento prestado pela concessionária. Neste
feriado, 70% do total de atendimentos foi feito a motoristas com veículos em pane.
Apenas 2% das ocorrências se referem a acidentes, totalizando 50 casos, dos quais
nenhum resultou em vítimas graves ou óbitos. A maior parte foram colisões traseiras e
saídas de pista, tipos de acidentes normalmente relacionados com falta de atenção.

Outro recorde registrado foi o de tempo de uso do acostamento como faixa adicional:
foram 35 horas contínuas – o maior tempo de utilização havia sido no retorno do
Carnaval de 2017, com 13 horas de utilização. Para a concessionária, há diversos fatores
que podem ter impactado no alto fluxo; desde o cenário econômico e climático, às
condições da via e valores das tarifas. “Sabemos que ultimamente muitas pessoas têm
optado pelo turismo no próprio Estado nas festas de fim de ano. Além disso, na Free
Way o motorista sabe que pode contar com serviço de atendimento médico e auxílio
mecânico 24 horas, condições de infraestrutura favoráveis e tarifas reduzidas”, analisa o
gerente de Engenharia e Operações da Triunfo Concepa, Fábio Hirsch. O tempo médio de
auxílio mecânico na via é de dez minutos, e o de atendimento médico, de cinco minutos.
A Free Way foi classificada, recentemente, como ótima em quase toda sua extensão pela
Pesquisa CNT de Rodovias e as tarifas foram reduzidas em 49% desde que o contrato da
concessão foi estendido sem prever obras.

Números reforçam importância de motoristas manterem a revisão do veículo em dia

Para o coordenador de Tráfego da concessionária, Cristiano Kowalski, o alto índice de
panes (70%) mostra que há muitos motoristas que se arriscam sem revisar os veículos.
“Com mais pontos de arranca e para mesmo antes de se chegar na Free Way, os
veículos podem ter superaquecimento. Atuamos prontamente para remover os veículos
da pista e desobstruir o tráfego, mas mesmo ocorrências simples, quando ocorrem em
um cenário de tráfego muito intenso, causam lentidão”, explica. A volta do feriado
apresentou trânsito muito carregado, com pontos de lentidão, desde o fim da manhã de
1º de janeiro até a noite desta terça-feira (2).

...

Contrabando de cigarros paraguaios aumenta e provoca prejuízos para sociedade


O mercado ilegal de cigarros alcançou, recentemente, índices alarmantes, apesar dos
esforços das autoridades repressoras no combate a esse tipo de crime. O Brasil fecha
2017 com 48% do mercado de cigarros dominado por marcas ilegais, que entram pelas
fronteiras brasileiras e trazem, de carona, o tráfico de drogas e armas e a violência para
as cidades. Atacar o contrabando é uma medida extremamente efetiva para a
recuperação econômica e colabora duramente para o fim do tráfico e do crime nas
cidades.

As armas, drogas e os cigarros contrabandeados não nascem aqui. Eles atravessam
juntos a fronteira com o Paraguai e chegam à sociedade pelas mãos dos criminosos.
Quem ganha é o crime organizado e quem perde são os brasileiros. Além da
criminalidade, essas práticas ilegais também geram perda na arrecadação de impostos,
fomentam o desemprego, impactam a competitividade das empresas no Brasil e
prejudica a saúde dos consumidores.

Os cigarros contrabandeados oriundos do Paraguai possuem elevadas concentrações de
elementos tóxicos, com valores de até 11 vezes superiores aos encontrados em cigarros
legais brasileiro, segundo estudo da Universidade de Ponta Grossa. Ou seja, os cigarros
paraguaios não seguem as diretrizes estabelecidas pela Anvisa e pela Vigilância Sanitária
e, mesmo assim, são comercializados livremente por todo pais.

O aumento do contrabando tem acontecido por uma combinação de fatores: aumento de
impostos, crise econômica e fragilidade das fronteiras. A faixa de fronteira brasileira
corresponde a 27% do território nacional e o Brasil conta com mais de 1,7 milhão de
quilômetros de rodovias que dão acesso a praticamente todo território nacional e aos
países vizinhos, por isso, a necessidade de aumentar a fiscalização, inibir o ingresso e a
distribuição desses produtos.

O Brasil tem mais de 24 mil quilômetros de fronteiras, sendo que os 1,7 milhões de
quilômetros de rodovias dão acesso a praticamente todo território nacional e aos países
vizinhos e a estrutura para controle de fronteiras e rotas muito é precária. Relatório do
TCU de 2015 apontou a carência de agentes, frotas, infraestrutura, tecnologia e,
principalmente, inteligente para inibir o ingresso de armas, drogas e contrabando.

Outro fator é a alta carga tributária. Os impostos representam 80% do valor de um
maço de cigarros, enquanto no Paraguai, os impostos pagos pelos fabricantes de
cigarros são de apenas 16%. Sendo assim, é possível afirmar que a redução no
contrabando de cigarros se transformaria em um aumento significativo na arrecadação
de impostos.

Com isso, também verificamos que a estratégia tributária da Política Nacional de
Controle do Tabaco não está cumprindo seu principal objetivo, que seria o de diminuir o
consumo, mas sim está fomentando o comércio de cigarros ilegais no país, posto que a
indústria nacional, devido a política tributária instaurada, não consegue concorrer com o
mercado ilegal.

O presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e do Fórum Nacional
Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), Edson Vismona, explica que as marcas
paraguaias chegam a custar menos da metade do preço mínimo estabelecido por lei no
Brasil. "O déficit causado pelo contrabando é altíssimo. A indústria legal é penalizada
com os altos impostos e os comerciantes não estão conseguindo sobreviver à
concorrência desleal. O país deixa de arrecadar recursos que poderiam ser investidos em
outras áreas, inclusive na segurança", explicou Vismona.

Qual o Brasil que nós queremos? Não podemos mais conviver com a ilegalidade como se
fosse parte normal de nossas vidas. O Brasil que nós queremos para o futuro não aceita
mais esta situação. É preciso que toda a sociedade se una em torno de um objetivo
comum: a restauração do país que nós queremos, respeitando a ética e a lei, hoje e
para as gerações que ainda estão por vir.

"Combater o contrabando que tanto afeta e traz prejuízos para todo país é lutar a favor
da vida e da dignidade do cidadão brasileiro, do desenvolvimento, de novos empregos
para sociedade e mais segurança", concluiu Vismona.
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Edição n° 175 - Janeiro 2018

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