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Edicão n° 213 de Março de 2021


ARTIGO

Um percurso de vitórias e lutas


Há um ano, ninguém sabia exatamente a provação a que o coronavírus submeteria a todos nós. Nunca, nós mulheres, fomos testadas em nossos limites desta forma. Não por sermos maioria entre os infectados no Rio Grande do Sul – 54% das ocorrências –, mas fundamentalmente pelas transformações que teríamos que promover. Batalhar para manter o emprego. Batalhar para cuidar da saúde. Batalhar para cuidar da família sem aulas e, algumas vezes, sem apoio.

Se as lutas das mulheres sempre mereceram saudação, em março merecem ainda mais. Do direito ao voto à participação no mercado de trabalho, passando pelo acesso à educação e pela maior representatividade na vida política, a jornada sempre teve as marcas da determinação e da coragem. No mês da mulher, é preciso reafirmar o compromisso em defesa das mulheres. Num cenário em que somos mais de 51% da população brasileira, atuar em favor de políticas públicas para além das pautas essenciais, como acesso à creche para os filhos, segurança para família e equidade de renda, são primordiais para o Brasil que queremos.

E não se trata de luta de gênero e sim de respeito, construção e desenvolvimento social e econômico.

Como secretária de Política para as Mulheres da Frente Parlamentar em Defesa da Vida e da Família, tenho defendido programas e políticas governamentais destinadas à proteção dos direitos à vida, da família, da criança e do adolescente. Uma família forte é base para o respeito a todos e ajuda a fortalecer uma sociedade mais humana.

Na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, tenho trabalhado para promover o exercício da cidadania, ampliando mecanismos e redes de proteção. Para combater a violência, fui coautora da Lei 13.880/ 2019, que prevê a apreensão de arma de fogo registrada ou sob posse do agressor em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Ajudei ainda a liderar a aprovação da Lei 13.882/2019, que garante prioridade para vítimas de violência doméstica matricularem seus filhos em escolas próximas de onde vivem. Nossas bandeiras têm na ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, uma grande parceira.

Ao defender políticas para mulher, revigoramos o entendimento do papel da democracia e sua atuação junto à liberdade, à quebra de estereótipos e de barreiras. Estamos fazendo nossa parte! Vamos juntos, com fé e empatia, construir caminhos para avançar como sociedade justa e solidária!

Liziane Bayer*

*Deputada federal (PSB/RS) ...

Todos somos responsáveis


É insano o argumento de que os governos culpam as pessoas pela contaminação em razão da Covid-19. É preciso muito desconhecimento das informações públicas, ainda mais no Rio Grande do Sul, onde se prima pela transparência, para pensar que o agente público transfere responsabilidade, até porque, no assunto pandemia, a responsabilidade é de todos.

O Estado agiu e age para enfrentar uma doença de fácil transmissão, com ciclos de aumento exponencial de casos e percentual considerável de pacientes demandando UTIs, o que coloca a rede de saúde em risco permanente de colapso. O Rio Grande do Sul se preparou de inúmeras maneiras. Criou um sistema que acompanha diariamente a estrutura hospitalar e, ainda antes do primeiro caso, definiu um plano de contingência em fevereiro de 2020.

Para proteger vidas e mitigar impactos na economia, desenvolvemos uma estratégia mista, modulada e pactuada, equilibrando a prioridade da vida com a retomada econômica, com o modelo de Distanciamento Controlado com base no histórico do comportamento do vírus e mediante monitoramento de indicadores para a tomada de decisão. É uma ferramenta que aplica medidas conforme o comportamento da doença no território, um mecanismo versátil, ponderado e coletivo.

O governo investiu na ampliação da capacidade de testagem e qualificou a rede de atendimento. Durante 2020, o governo ampliou a capacidade hospitalar em UTI em 122% e, neste momento, trabalha em conjunto com a rede hospitalar e os municípios para abrir mais 250 leitos para a população. Quanto às vacinas, embora não haja disponibilidade no mercado, o governo articula com empresa e já formalizou interesse na complementação do Programa Nacional de Imunizações.

A soma de todas as ações permitiu a redução de danos, não a eliminação completa dos prejuízos. Foi um longo aprendizado, que se materializou em um esforço diário de técnicos do governo e colaboradores externos. Neste período, o governo cumpriu o seu papel fundamental, o de estar ao lado das pessoas, de uma maneira absolutamente empática.


Arita Bergmann *

*Secretária da Saúde
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Edição n° 213 - Março de 2021

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