Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 27 de Maio de 2018. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 177 de Março 2018


ARTIGO

O potencial do turismo de aves na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul


Ainda é possível escutar diferentes sons de belíssimas aves na Região Carbonífera do Rio Grande do Sul, graças a esta região abrigar ainda vastos trechos de matas preservadas, como florestas ciliares e campos nativos do bioma pampa, que configuram belezas cada vez mais raras na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Na mata de galeria do Arroio dos Ratos e de arroios e sangas adjacentes, ainda é possível avistar facilmente bandos de aracuãs, o periquito tiriba-de-testa vermelha e gralhas-picaça se alimentando das frutas nativas; A bela exposição de cores do macho de surucuá-variado e da mariquita; E não raro tucanuçus, jacuaçus, bandos de gralha-azul e do papagaio-charão ameaçado de extinção.
Contudo, muito pouca é a exploração do turismo ecológico na Região Carbonífera, não diferente de outras regiões do Estado. Enquanto isso, belas paisagens naturais vão dando lugar a silvicultura do eucalipto e pinus, como também da monocultura de soja, fumo, arroz e outras. Culturas estas que agridem cruelmente o solo e a água da Região, como com a extração dos nutrientes do solo empobrecendo-o, e a poluição dos arroios e córregos da região por insumos químicos que ocasionam a mortalidade e contaminação da fauna aquática, principalmente de animais detritívoros a exemplo dos bagres, como o pintado e o jundiá, consumidos cotidianamente pela população local. Além disso, os insumos químicos agrícolas impactam na cadeia ecológica de insetos polinizadores, como das abelhas, definhando suas populações, resultando com isso, principalmente, na perda de produtividade dos sistemas agroflorestais, economia base da agricultura familiar na região.
Diante de tudo isso, vale aprender como outras regiões do Estado e do país se tornaram polos turísticos, para que não instantaneamente sonhe-se em sobreviver economicamente através deste modelo, mas que possa surgir como um processo de (re)valorização social, ambiental e incorporando-se gradativamente na renda de famílias locais. E este tipo de trajeto, baseado na economia familiar deve ser alicerçado principalmente pelo poder público, mediante políticas públicas, que visem o financiamento econômico e suporte técnico e científico a projetos demandantes.
E tão somente, neste sentido a Região poderá ampliar horizontes, se inserindo gradativamente ao mapa do turismo brasileiro, como para aos adeptos da ornitofilia, prática de observação de aves silvestres, que se amplia cada vez mais no país.

Juliano de Oliveira Nunes*
Biólogo e Professor, ONG Instituto Bugio Ruivo, avenida Ângelo Collovini, n°2781, Distrito Parque Eldorado, Eldorado do Sul, RS, BR.
Fotografia: R. Campos, 24/VIII/2016

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Coluna da OAB


OAB/RS cobra o cumprimento da Cartilha de Orientação para Pagamento de RPV’s e Precatórios

Atendendo um pleito da OAB/RS, o TRF4 emitiu um ofício ao Banco do Brasil, reforçando a importância do cumprimento da Cartilha de Orientação para Pagamento de RPV’s e Precatórios. A demanda partiu do presidente da seccional gaúcha, Ricardo Breier, que oficiou, diante do descumprimento por parte do Banco do Brasil, o fracionamento do pagamento entre a parte e seu advogado no momento do recebimento da requisição previsto na Cartilha. “Os segurados que encontrarem dificuldades podem buscar atendimento nos canais de ouvidoria que foram repassados pelos bancos, a fim de solucionar, pontualmente, os problemas que vêm sendo enfrentados”, afirmou Breier. O TRF4 emitiu uma resposta, informando que os materiais de divulgação das orientações foram recentemente encaminhados às instituições bancárias - Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – reforçando a importância de que seja dada ampla divulgação a todas as agências bancárias e não apenas aos postos localizados junto à Justiça Federal.

Novas sedes: Pelotas, São Gabriel e Quaraí

A diretoria da OAB/RS vem acompanhando, de perto, o andamento das obras realizadas pela gestão 2016/2018. Até agora, a entidade finalizou cerca de 10 obras que já estavam em andamento antes da atual gestão 2016/2018. Na quarta-feira (21), O diretor-tesoureiro, André Luis Sonntag Sonntag, visitou as sedes da subseção de Pelotas, São Gabriel e Quaraí. A subseção de Pelotas será a primeira a receber o novo modelo construtivo, em termos de inovação e sustentabilidade. “Esse tipo de construção industrializada e modular garante que as sedes tenham melhor qualidade, menor custo e durabilidade maior”, pontua.

Os Rumos Atuais da Publicidade de Consumo

A Comissão de Defesa do Consumidor (CEDC) da OAB/RS, em parceria com a Comissão do Jovem Advogado (CEJA) da OAB/RS e com a Comissão do Idoso (CEI) da OAB/RS, realiza o evento: Os Rumos Atuais da Publicidade de Consumo, nesta terça-feira, 27 de março, no auditório do 14º andar da seccional gaúcha (Rua Washington Luiz, 1110) a partir das 19h. Inscrições gratuitas: http://portaldoaluno.oabrs.org.br

Ainda dá tempo: Curso Imposto de Renda para Advogados

O prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda de 2018 vai até às 23h59 do dia 30 de abril. Pensando nas dúvidas que muitos advogados têm em relação ao preenchimento do programa da Receita Federal, a Escola Superior de Advocacia ESA/RS promove, nesta terça-feira, dia 27 de março, o minicurso “Imposto de Renda para Advogados”. Será no auditório da OAB/RS, (Rua Washington Luiz, 1110, 2º andar – Porto Alegre) às 19h, e estará disponível também na modalidade EaD. O investimento é de 1kg de alimento não perecível. Inscrição: http://portaldoaluno.oabrs.org.br

Circuito de Corridas dos Advogados RS

As inscrições da etapa Estado do RS Porto Alegre, do Circuito de Corridas dos Advogados RS, já estão abertas. A prova encerrará o primeiro circuito estadual promovido pela Caixa dos Advogados do RS (CAA/RS) no dia 22 de abril. A largada será às 9h no Parque Marinha do Brasil. O prazo para as inscrições termina no dia 15 de abril. Participe! www.caars.org.br/circuitodecorridas
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O benefício assistencial e a presunção absoluta de miserabilidade


O benefício assistencial ao idoso e ao portador de deficiência previsto na Lei nº 8.742/93
foi objeto de importante decisão judicial, neste início de 2018, junto ao Tribunal Regional
Federal da 4º Região. O LOAS ou amparo social, como também é conhecida esta
prestação, é devido a idosos e deficientes que comprovarem não possuir condições de
prover seu próprio sustento, ou tê-lo suprido pela sua família. Tem como objetivo
garantir condições mínimas de vida para pessoas idosas e deficientes em condição de
miserabilidade.
Para fazer jus ao benefício, o aspirante à prestação assistencial deve possuir idade
mínima de 65 anos e ser portador de deficiência. Especificamente com relação ao critério
socioeconômico, a renda familiar per capita não pode ser superior a 1/4 do salário
mínimo nacional. A decisão do Tribunal Regional Federal da 4º Região analisou se a
renda per capita inferior a ¼ do salário mínimo, que está prevista no art. 20, §3º, da Lei
8.742/93 gera, para fins de concessão do benefício, uma presunção relativa ou absoluta
de miserabilidade.
A jurisprudência dos tribunais diverge sobre este tema há alguns anos. Em especial
porque o Supremo Tribunal Federal, no ano de 2013, declarou a inconstitucionalidade do
critério de renda (1/4 salário mínimo nacional) previsto nesta legislação, porém não
trouxe indicativo de qual o critério deveria ser adotado.
Assim, há posicionamentos no sentido de que a presunção decorrente da renda mínima
per capita pode ser afastada quando o conjunto probatório do processo, examinado
globalmente, demonstrar que existe renda não declarada, ou que o requerente do
benefício tem suas necessidades amparadas adequadamente por outra pessoa. Por outro
lado, há entendimentos que permitem com que não se precise analisar de forma
exaustiva a situação particularizada de cada cidadão. Bastaria o preenchimento dos
requisitos legais para fazer jus ao benefício.
A matéria chegou ao TRF4 justamente para dirimir o conflito de entendimentos sobre o
assunto, e o posicionamento do tribunal foi no sentido de que o critério da renda de ¼
do salário mínimo para fins de reconhecimento do direito a percepção do benefício
assistencial gera presunção absoluta de miserabilidade.
Dessa forma, o benefício não deverá deixar de ser concedido ao postulante por razões
de índole subjetivas, tais como condições da casa em que reside, coabitação com
pessoas que possuam renda, mas que não se enquadrem no grupo familiar, dentre
outras hipóteses. Não raras vezes, se denegava o pedido do benefício em face das
condições dos móveis da casa, os quadros que guarnecem a parede, o tamanho da
televisão, as condições do jardim.
Trata-se de uma decisão de elevado grau de importância dentro do Direito
Previdenciário, especialmente porque o benefício assistencial refere-se ao contingente
populacional de sensível condição social. Todavia, torna-se fundamental o conhecimento
dos requisitos para fazer jus ao benefício, pois, somente assim, será viável afastar
relativizações que não estejam em consonância com a legislação.
Com a decisão do TRF4 foi fixada a tese de que o limite mínimo previsto no art. 20, §
3º, da Lei 8.742/93 ('considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa com
deficiência ou idosa a família cuja renda mensal per capita seja inferior a 1/4 do salário-
mínimo') gera, para a concessão do benefício assistencial, uma presunção absoluta de
miserabilidade.
O benefício assistencial possui previsão na Constituição Federal e integra a Seguridade
Social. Aquele que postula seus benefícios não pede favor, mas sim um direito
reconhecidamente devido às pessoas em condições de miserabilidade. Nesse sentido, a
interpretação dada pelo Poder Judiciário Federal da 4º Região ao tema permitirá maior
racionalidade na análise dos casos concretos.

Alexandre S. Triches *
* Especialista em Direito Previdenciário
OAB/RS nº 65.635
http://www.alexandretriches.com.br


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Notícias da OAB/RS


Conquista histórica: advogados agora podem ser beneficiários do IPE Saúde

Uma luta de mais de dez anos se tornou realidade para a advocacia gaúcha. Em uma sessão realizada na terça-feira (13), a Assembleia Legislativa aprovou a emenda de autoria do deputado estadual Edu Olivera (PSD), que incluiu os advogados inscritos na OAB/RS como beneficiários do IPE Saúde. “Temos muito a comemorar. Agradecemos a sensibilidade dos deputados, pois entenderam que é justa a demanda da categoria”, vibrou o presidente da OAB/RS, Ricardo Breier. A aprovação ocorreu com 45 votos favoráveis e seis contrários. Desde cedo, na terça-feira (13), Breier ficou em contato com os deputados estaduais, posicionando o pleito de milhares de advogados gaúchos. “Não faltaram esforços ao longo da última década. Foram reuniões, encontros, discussões, inclusive com o nosso Colégio de Presidentes, levantando essa bandeira”, destacou Breier. Em breve, teremos mais informações da regulamentação do ingresso da advocacia no IPE Saúde.

Conquista histórica II

A inclusão dos advogados inscritos na OAB/RS ocorreu durante a votação do PLC 212/2017, que tratou de mudanças do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul – IPE Saúde. As novas regras mudaram os atuais modelos de concessão de aposentadorias e de atendimento à saúde, que passarão a ser administrados por duas autarquias distintas, o IPE Prev e o IPE Saúde. “Essa caminhada começou a ser pavimentada ainda na primeira gestão do nosso atual presidente da OAB Nacional, Claudio Lamachia. Em 2008, por exemplo, esse tema já vinha sendo debatido dentro da nossa entidade. Temos que registrar esse esforço conjunto das diretorias anteriores, que construíram esse ambiente para a aprovação desta emenda”, frisou o presidente da OAB/RS, Ricardo Breier.

II Congresso Internacional de Mediação da OAB/RS

A mediação surge como uma alternativa para alcançar a solução de conflitos, de maneira extrajudicial, por meio de um convite à reflexão e negociação. Agora, a mediação é realidade ou uma utopia? É justamente para encontrar respostas ou levantar novas questões sobre o tema que a OAB/RS promove o II Congresso Internacional de Mediação nos dias 11 e 12 de junho. O evento, que ocorre na seccional gaúcha, vai trazer profissionais de diversos países para os debates, entre eles Estados Unidos, França, Argentina e Espanha. Na programação, entre os temas abordados, estão: Mediação no ensino jurídico; Mesa redonda: Visão da mediação no direito do trabalho; Mesa redonda: Administração Pública e a Mediação; e Justiça restaurativa, Mediação no Contexto Jurídico.

Curso Imposto de Renda para Advogados

O prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda 2018 vai até às 23h59 do dia 30 de abril. Pensando nas dúvidas que muitos advogados têm em relação ao preenchimento do programa da Receita Federal, a Escola Superior de Advocacia ESA/RS promove, no dia 27 de março, o minicurso “Imposto de Renda para Advogados”. Será no auditório da OAB/RS, (Rua Washington Luiz, 1110, 2º andar – Porto Alegre) às 19h, e estará disponível também na modalidade EaD. O investimento é de 1kg de alimento não perecível. Inscrição: http://portaldoaluno.oabrs.org.br ...

A jovem mulher no mercado de trabalho


Não é de hoje que falamos sobre o espaço conquistado pelas mulheres no mercado de trabalho e esse assunto volta inevitavelmente à tona no mês em que lembramos o Dia Internacional da Mulher, seja por meio de celebrações ou de luta. E estamos longe de ter um assunto batido ou esgotado, pois ainda há espaço para aprimorar esse tema dentro das empresas, principalmente quando falamos dos desafios de uma faixa etária que poucas organizações estão preparadas para receber: os jovens. E acolher a jovem mulher, então, torna-se uma dinâmica ainda mais trabalhosa.

Isso, porque essa menina traz consigo todas as transformações pelas quais o gênero está passando. E se o local de trabalho não atende a certas expectativas, não há criação de vínculo profissional. E para conseguir manter e alcançar posições de liderança, é importante que o profissional receba incentivo e apoio desde o início da sua jornada de trabalho – independente do gênero.

No McDonald's, o plano de carreira é apresentado no primeiro dia: de atendente a treinador e passando a gestor em diversos níveis. Atualmente, mais de 57% dos atendentes da nossa rede são mulheres jovens no início de carreira, com idades entre 16 a 25 anos, um baita orgulho. São elas que realizam o atendimento dos mais de 2 milhões de clientes que visitam os nossos restaurantes diariamente.

Também estamos atentos às questões de vulnerabilidade das jovens, que podem acabar engravidando sem planejamento. Para que isso não seja tabu ou motivo para interromper a carreira – muito pelo contrário – nosso programa gestante foi desenvolvido para garantir que a futura mamãe passe por esse período de maneira tranquila.

O projeto, voltado tanto as colaboradoras do escritório quanto do restaurante, prevê o acompanhamento da funcionária por uma equipe médica durante toda a gestação, absorve os custos das despesas médicas com consultas e exames e, nos restaurantes, cuida para que a gestante exerça atividades sem risco para bebê. Um programa com essa amplitude se faz necessário quando uma empresa decide, verdadeiramente, acolher jovens mulheres para o seu quadro de funcionários.

A capacitação, incentivo e desenvolvimento de carreira são fundamentais para fazer com que cada vez mais mulheres sejam reconhecidas no mercado de trabalho. Possibilitar emprego para a mulher jovem e oportunidade de crescimento refletem diretamente no crescimento da própria empresa.

Marcelo Nóbrega*
*Diretor de Recursos Humanos do McDonald's Brasil ...

O crescimento qualitativo da mão de obra e consciência feminina


Nos últimos 50 anos, as mulheres têm travado uma grande luta e obtido bons resultados na busca por igualdade no mercado de trabalho, com uma significativa mudança cultural em curso, sob a ótica de direitos adquiridos. O empoderamento feminino está, felizmente, minimizando preconceitos coletivos e dando espaço para o gênero se afirmar. Segundo dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, a participação feminina em diferentes ocupações, passou de 40,85%, para 44%, nos últimos nove anos.

No próximo Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, vale lembrar que ainda falta muito para que elas sejam vistas com a merecida igualdade. Claro que houve substancial melhora, mas parte do mercado ainda enxerga a profissional com muitas restrições, principalmente aquelas que já são mães e querem ter outros filhos.

Enquanto a consciência coletiva é moldada, de forma lenta, a mulher pode encontrar em si mesma a solução. A resposta pode estar no autoconhecimento. É sempre possível agregar os desafios pessoais ao profissional e ser multitarefa, mas convém lembrar que ter a habilidade de fazer múltiplas atividades, simultaneamente, não significa excelência. Sob este aspecto é preciso muito treinamento, autoconfiança, e compartilhamento de responsabilidades, afinal, as tarefas familiares não são obrigações exclusivas delas.

Não acredito também ser humanamente possível dar conta de tudo e penso que é preciso abrir mão de algumas coisas para poder ser feliz. Reservar um tempinho até mesmo para não fazer nada é importante para poder dar conta daquilo que se escolheu para cada fase da vida e daquilo que considera importante para o crescimento e realização pessoal

Como um aparte necessário, cito dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad), de 2016, que revela que enquanto 89,8% das mulheres realizavam atividades domésticas, esta proporção era de 71,9% entre os homens. O tempo dedicado a esses serviços também mostrou diferença entre os sexos. A média de horas dedicadas ao serviço doméstico no Brasil era de 16,7 horas por semana, mas as mulheres trabalhavam o dobro do que os homens em casa, 20,9 horas semanais, em média, contra apenas 11,1 horas para os homens.

Na minha atuação como coach de vida e carreira, proponho sempre uma reflexão sobre o que se deseja alcançar, as técnicas necessárias e a colaboração possível para este objetivo. É preciso conhecer e respeitar cada fase, sem estabelecer metas intangíveis. A chave é escolher o que almeja que seja feito por você mesma e delegar o restante, por pelo menos uma parte do tempo. Dividindo a vida em fatias, é possível aproveitar o sabor de todas as partes que realmente importam. Escolher do que abrir mão é tão importante quanto escolher o que priorizar.

Seja qual for a opção, o fato é que a mulher vem conquistando um lugar que sempre pertenceu a ela. Mesmo que o desafio seja grande, o empoderamento será permanente.

Léo Alves *
* Empresário, coach de vida e carreira e autor do livro Abismo – Quando o Fim se torna recomeço. ...

Idioma não pode ser fator decisivo para quem pretende mudar de pais


Começo do ano visitei alguns países da Europa como Espanha, Portugal e Inglaterra e, no final de 2017, também viajei para Reykjavík, na Islândia, para acompanhar um cliente que investe, entre outras frentes, na exploração de energia geotérmica. Fiquei impressionado com a estrutura e a proposta do empreendimento. Apostar em fontes renováveis não é o futuro e sim o presente.

Diante deste cenário inovador, me deparo com a mentalidade do governo brasileiro em relação a expansão das usinas hidroelétricas. De forma a degradar constantemente o meio ambiente, seguem alagando terrenos acabando com moradias e reservas trazendo grande impacto ambiental. É triste olhar quanta besteira acontece no Brasil, não consigo acreditar que um político sério, competente, que pode viajar e conhecer outras realidades não saiba que esse tipo de situação existe.

Mas eu tenho uma boa notícia para quem acredita na sustentabilidade. Em breve, estarei no Brasil para ministrar uma palestra sobre o tema, com o intuito de difundir essa tecnologia que permite usar os recursos naturais de forma consciente. Além de respeitar o meio ambiente, vai gerar uma série de oportunidades para novos negócios, que contemplarão brasileiros ou outras nações.

São painéis muito semelhantes aos da Tesla, usados na captação de energia solar para telhas. Apenas o telhado que é um pouco diferente porque é usado em lugares onde o frio é intenso, e por isso é adaptado para aproveita a mesma energia solar para fazer o aquecimento da casa. Paredes, pisos, acabamentos e até o banheiro, não sofrem com a alteração da temperatura graças a essa captação de energia limpa.

Já durante a minha ida para Portugal, encontrei alguns brasileiros que optaram por morar lá e perguntei a todos o motivo da escolha e a resposta sempre é a mesma, "porque é mais fácil". Sinto em dizer, mas às vezes, não é. Não se iluda com a questão do idioma. Busque informações muito concretas, com profissionais que conheçam aquele determinado mercado, a região, características e principalmente a legislação. Somente com esta análise será possível apontar alternativas de investimentos e novos negócios.

Eu conversei com 12 brasileiros. Desses, dois estão muito bem, leia-se classe média, um pouquinho para cima. E os outros dez estão de classe média para baixo ou até um pouco menos. Metade deles me disseram que estão felizes, a outra disse que estão pensando em ir para outros lugares.

Portugal é uma oportunidade ou Europa é uma oportunidade, para quem tem condição de ir até a Europa? É, é sim. Mas a economia é muito diferente.

Analisando o país, concluo que lá seria um "Brasil que deu um pouco mais certo". E não espere encontrar elementos que denotam uma economia pungente como prédios arrojados, tecnologias inovadoras ou carros sofisticados, como se vê nos Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Japão, e no Canadá. É algo totalmente diferente.

A mudança de pais deve anteceder a três passos: conversa com a família, consulta um profissional e planejamento. Estudar a economia é fundamental, afinal, esse fator que vai influenciar no resultado da sua empresa, lembre-se que além da adaptação, é preciso se preocupar como ira sustentar você e a sua família. E o tão sonhado visto só vem quando tudo isso caminha de forma correta e ordenada.

Há uns quatro anos, um casal de brasileiros veio até o meu escritório com a ideia de se mudar para Barcelona. Estudamos todos os impactos e ajustes que precisariam ser feitos para tirar aquele sonho do papel e por em prática. Em conjunto, criamos um plano estruturado, apresentando todas as possibilidades de negócios e quantidade a ser investida. A cada seis meses, nos reunimos via Skype para debater sobre as etapas concluídas e o que ainda precisava ser feito. Com cautela e planejamento, eles embarcaram para Espanha ano passado.

Essa preparação é importantíssima para qualquer pessoa que pense em sair do seu país. Caso contrário, o risco de depender do governo é grande e parasitar em um sistema do qual está tentado usufruir para melhorar de vida, não vai dar certo.

Daniel Toledo*
* Advogado, sócio fundador da Loyalty Miami e consultor de negócios. Para mais informações, acesse: http://www.loyalty.miami ou entre em contato por e-mail contato@loyalty.miami ou pelo +1 (305) 988.2283. O especialista também possui um canal no youtube com mais de 50 mil seguidores - http://www.youtube.com/watch?v=VZJ6mFSNT9Q&list=RDVZJ6mFSNT9Q com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender nos estados unidos. E empresa agora possui sede em Portugal e na Espanha. ...

Os diferenciais das empresas do Vale do Silício


No Vale do Silício, apresentar somente uma ideia brilhante não vale nada. O que conta,
é demonstrar a ideia já em execução, qual será o seu impacto e como se dará a sua
viabilização. Qualquer negócio que você queira criar, deve começar a resolver um
problema para alguém. Quanto maior o problema, maior sua empresa poderá ser. O
dinheiro é o último item deste processo. Primeiro tenha o projeto, execute, capilarize e
só então busque investimentos para globalizar.

Um dos segredos desse lugar brilhante é compartilhar. A medida que fazem isso,
recebem como moeda de troca o conhecimento, inclusive com os concorrentes. E, por
esse motivo, escutam todo mundo, mas sempre levando em consideração a intuição,
que nada mais é do que a junção de momentos e aprendizados que se adquirem ao
longo da vida, algo fundamental para a tomada de qualquer decisão.

Em um ambiente colaborativo, quanto mais compartilhamentos e ajuda ao próximo, as
chances de crescimento aumentam de forma significativa. Basta olharmos para as
chamadas empresas disruptivas. Esse "rompimento com o mercado tradicional" acontece
quando são oferecidos melhores serviços por menores preços, assim como já ocorre com
o Netflix, Uber, Airbnb eWhatsApp. Por isso que a "rebeldia" (querer fazer diferente),
conhecimento e capital são os três pilares fundamentais que possibilitarão novas
alternativas de consumo.

O mundo está mudando em uma velocidade nunca antes experimentada. Pesquisas
indicam que cerca de 65% das crianças da educação básica hoje trabalharão em
profissões que ainda não existem. Pense como isto pode impactar diretamente todas as
referências de empregos bem-sucedidos que a população em geral leva consigo.

A empresas tradicionais que se cuidem. Essas, devem se preparar cada vez mais para
ofertar e criar uma fantástica experiência. Sem um envelope sedutor, o consumidor não
o considerará "prime" e com apenas alguns "cliques", vai para o concorrente.

A perenidade tão sonhada e desejada só virá se o gestor souber os caminhos da
fidelização, item fundamental para sobreviver em um mundo em que cada vez mais a
diferença no relacionamento com o seu cliente se torna fator de decisão para a aquisição
produto ou serviço.

E quem faz a mágica acontecer? A orquestra tocar em harmonia? As companhias
prosperarem? O colaborador. Mantenha a equipe engajada, dê voz e ouvidos afinal as
pessoas gostam e precisam ser ouvidas. Assim como os grandes nomes do Vale do
Silício, invista em capital humano, não apenas com técnicas de atendimento e sim, no
comportamento fazendo com que eles estejam prontos para exceder as expectativas dos
seus clientes.

Soma-se a isto uma cultura forte, construída através de um DNA muito bem definido e,
principalmente, disseminado entre todos. Encontrar e manter novos talentos tem se
tornado um desafio para os gestores. Para superá-lo, algumas empresas estão
apostando no intraempreendedorismo, que permite que o colaborador tenha projetos
pessoais paralelos para se inspirar. Acredito e recomento fortemente. Particularmente,
não acredito em separação de vida pessoal e profissional. Hoje, nossas "vidas" estão
conectadas, e essa mescla é uma tendência e, melhor, propicia resultados
extraordinários!

Se essa totalização de fatores não acontecer, não adianta investir milhões em marketing
e ter muitos clientes no curto prazo. Essa empresa, possivelmente, morrerá em breve. É
preciso tirar verba de marketing e investir em fidelização, pois somente assim, a
empresa terá resultados sustentáveis e crescimento no médio e longo prazos!

Por Alexandre Slivnik *
*Autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É reconhecido
oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades
extraordinárias. É sócio-diretor do IBEX – Institute for Business Excellence, instituição
sediada em Orlando / FL (EUA), sócio-diretor do Instituto de Desenvolvimento
Profissional (IDEPRO), diretor-executivo da Associação Brasileira de Treinamento e
Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e
Desenvolvimento (CBTD). Tem especialização em HARVARD – Graduate School of
Education.

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Um retrato do combate à corrupção no Brasil


Iniciativas que fomentam o compliance devem ser valorizadas porque servem de
incentivo às empresas e trazem referências de como é trabalhado o combate à
corrupção corporativa no Brasil, atualmente. Neste sentido, temos exemplos: o Empresa
Pró-Ética, promovido pelo Ministério de Transparência e Controladoria-Geral da União, e
o estudo "Transparência em relatórios corporativos", publicado pela Transparência
Internacional (TI). Um destaque positivo e comum nestas duas iniciativas é o trabalho
de promoção por medidas éticas, que é muito bem realizado por companhias do setor de
energia, um contraponto saudável a outros segmentos que ainda demonstram pouca
mobilização quando o assunto é mitigar ações antiéticas.

O estudo publicado pela Transparência Internacional no fim de janeiro traz conclusões e
recomendações importantes às empresas que atuam no Brasil. Umas delas é o
fortalecimento de Programas de Compliance com foco na prevenção e no combate à
corrupção. Além disso, a análise sinaliza uma nova mentalidade no mercado, apontando
uma progressão no que tange à aderência por questões de normativos, canal de
denúncias e treinamentos. Constatação que, por sinal, está alinhada a pesquisas
recentes sobre compliance divulgadas na imprensa. Tais levantamentos comprovam a
maturidade destes programas através da presença destes elementos na maioria das
empresas ouvidas para compor a pesquisa.

Por outro lado, vale ressaltar que o programa de compliance é composto por oito passos
e todos eles precisam ser devidamente trabalhados nas empresas. O próprio estudo da
TI traz um recorte em termos de exigência dos elementos para um programa de
compliance efetivo. Por exemplo, na parte de mapeamento de riscos de compliance e
gestão de riscos de terceiros com a utilização de ferramentas de due diligence,
pesquisas recentes mostram que ainda há espaço para evolução.

Mesmo no caso dos códigos de ética e das políticas de compliance, há oportunidade de
reforçar sua permeabilidade na cultura organizacional alinhado ao mote do levantamento
da TI de que o compliance não pode ficar apenas no papel, sendo parte integrante do
dia-a-dia das empresas. Um bom termômetro neste caso seria a utilização de uma
auditoria de cultura de compliance, prática ainda incipiente no Brasil.

O que chama a atenção no estudo é que quase metade das empresas não
demonstraram monitoramento do programa e apoio expresso da alta liderança. Isto
permite concluir que não há uma visão estruturada e formal por parte das organizações
para verificar se o programa de compliance funciona de fato. Além disto, é essencial
incorporar elementos de gestão nos Programas de Compliance e também dar a devida
relevância ao tema, colocando na ordem de pauta prioritárias de conselhos e diretorias,
nas metas e nos exemplos diários da alta liderança.

*Jefferson Kiyohara *
*Líder da prática de riscos & compliance da Protiviti, consultoria global especializada em
Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e
Gestão da Segurança. ... ...




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