Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 17 de Fevereiro de 2018. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 176 de Fevereiro 2018


ARTIGO

Plágio no Enem mostra que precisamos melhorar o ensino da escrita - e a correção da prova


O recente episódio de plágio no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) evidencia pelo
menos dois grandes problemas da educação básica brasileira. O primeiro é que não
preparamos nossos jovens para a escrita original, criativa, que compile ideias inéditas. O
segundo é que não temos tecnologia suficiente para mapear a falta de originalidade da
escrita na principal avaliação do ensino médio brasileiro da atualidade.

O caso de plágio no Enem aconteceu em Salvador/BA. Como amplamente divulgado pela
imprensa, um aluno teria copiado a sinopse inteira de um livro na redação, que aparece
no segundo dia de provas. O tema sobre o qual os alunos tinham de dissertar era
educação para surdos - assunto difícil, como de costume no Enem, e que exige soluções
criativas e muita reflexão para inclusão na educação daqueles que, hoje, ainda ficam de
fora.

O plágio no exame nacional é a ponta de um iceberg maior e mais profundo do que
sequer imaginamos. Nossos alunos não são treinados para a escrita original, para
desenvolver ideias criativas, para pensar em soluções e para concatenar as propostas
em frases e parágrafos que façam sentido e que convençam o leitor. Sem essa
habilidade, considerada essencial para o século 21 pela maioria dos especialistas, muitos
acabam se valendo da cópia de trechos ou de textos inteiros - como aconteceu,
ilicitamente, em Salvador.

Por sorte, um dos corretores da prova plagiada tinha lido recentemente a obra copiada e
provavelmente se recordava de trechos. Deve ter consultado a internet e chegou ao
veredito: era uma cópia. É assim que a maioria dos professores no país ainda identifica
trechos de plágio nos trabalhos dos alunos. Esforçam-se, muitas vezes inutilmente, para
tentar trazer da memória trechos que possam ter sido copiados; buscam na internet
partes do texto que estão exageradamente bem escritas, que destoam do restante do
material ou que parecem ter sido traduzidas. Nesse esforço exaustivo, algumas vezes
encontram a cópia, outras não.

Se o corretor não tivesse conhecimento da obra em questão, e sem tecnologia que ajude
a identificar o plágio na correção do Enem, o aluno de Salvador teria passado com boa
nota? O governo já usa tecnologia na correção das questões da prova - é a chamada
TRI, que identifica o padrão do aluno e dá menos pontos para questões que foram
"chutadas", por exemplo. Assim, a nota no Enem nunca é proporcional ao número de
acertos - e pode passar de mil pontos.

O fato é que já existem tecnologias suficientemente consolidadas que poderiam auxiliar
os professores e melhorar a chamada escrita original dos alunos ao longo do processo
educativo. São os chamados softwares antiplágio, utilizados pelas principais
universidades e escolas de Ensino Médio, no Brasil e do mundo. Os mais completos
permitem que os alunos, de escola ou de universidade, submetam seus trabalhos na
plataforma e recebam um relatório de similaridade, antes mesmo de entregá-los ao
professor. Assim, o aluno treina a escrita, o encadeamento de ideias, além de refletir
sobre problemas e soluções. Trata-se de um estudante que, ao chegar em um exame
como do Enem, não precisa ilicitamente copiar um trecho de um livro, pois ele próprio
poderá ser um futuro autor de um livro que traga uma ideia original.

O Enem acerta ao exigir que alunos escrevam na prova (o restante do exame é
composto por questões que se distribuem em quatro áreas do conhecimento, como
linguagens e ciência da natureza). Universidades e programas como o FIES, de
financiamento estudantil, também vão na direção correta ao exigirem uma nota mínima
na redação. Agora, as escolas precisam se mobilizar mais intensamente para trabalhar a
escrita original dos alunos - e, de outro lado, o governo também precisa garantir que os
alunos com escrita original de verdade recebam as maiores notas na redação.


Mariana Rutigliano*
* Gerente de marketing da Turnitin, plataforma de tecnologia voltada para educação

...

Os riscos da atual alienação social e política


É nosso dever, como cidadãos, trabalhar para a construção de uma sociedade mais
humana, promovendo a justiça, a paz, a solidariedade, o fortalecimento dos mais fracos
e diminuindo as desigualdades sociais. Mas, ainda vemos graves injustiças, opressões
que sufocam a liberdade e impedem milhões de pessoas de terem uma vivência mais
equitativa e mais fraterna.



É certo que muita coisa mudou. É notável identificar milhares de pessoas se
movimentando, por meio de ONGs, associações e institutos, trabalhando em prol do
desenvolvimento sustentável, mais humano e igualitário. Porém, igualmente é certo que
isso ainda parece ser ocorrer de modo esporádico, de uns poucos, que querem se
dedicar a uma causa. Essas ações deveriam ser de todos nós; uma atitude de vida!


Não que essas atitudes fossem suficientes para a necessária transformação de nossa
sociedade. Lamentavelmente, não são. Uma sociedade como a nossa, politicamente
estruturada como uma democracia representativa, só se transforma por força dessa
mesma sociedade.


Apenas os agentes públicos, democraticamente eleitos pelo povo podem, e devem,
tomar medidas que irão ao encontro das legitimas aspirações do povo. Sob este aspecto,
o que vemos?



Apesar dos avanços, a falta de participação comunitária impede o cidadão de desfrutar
seus direitos fundamentais. E qual a nossa responsabilidade sobre isso? Será que não
estamos criando em nossas escolas, faculdades, empresas, grupos de discussão, uma
mentalidade profundamente utilitarista? Que deve viver apenas para ganhar, acumular,
empreender em benefício próprio e depois, se sobrar algo, doar ou distribuir?
Prevalecendo a cultura do "primeiro eu" e depois, talvez, o bem comum.


Será que a nossa sociedade não mudaria para melhor se testemunhos de justiça,
fraternidade, caridade, amor ao próximo, ajuda aos necessitados fossem priorizados em
lugar da ambição, poder, ganância, acúmulo e egoísmo? Será que as empresas não
ganhariam mais, e não teriam resultados mais sustentáveis, se participassem
socialmente, por meio de ações concretas de melhorias para o ser humano e para o
meio-ambiente?

O fato é que hoje estamos voltados para a prática do individualismo, com uma grande
alienação social - eu apenas vivo, porém não pertenço a nada – o importante é ter e não
ser. Cada um que cuide de si. Estamos a caminho de um caos social.


A transformação deve ser um trabalho de todos. Afinal, uma sociedade é apenas o
reflexo dos seus membros e os governantes (igualmente um reflexo) desta sociedade.


Celso Luiz Tracco é economista e escritor, autor do livro Às Margens do Ipiranga - a
esperança em sobreviver numa sociedade desigual.





...

Ser empresário é arriscar para realizar


Investir em uma formação adequada, e estar encantado com a possibilidade de mudar a
sua vida e a de outras pessoas, pode não ser tudo o que você necessita para despertar
os sentidos que faltam para uma carreira de sucesso. É claro que ninguém nasce
conhecendo todas fórmulas para alcançar seus objetivos, mas é importante conhecer
cada vez mais técnicas e construir a carreira dos sonhos.

Esperar o momento ou as condições certas para contratar alguma agência de
publicidade ou profissional de marketing para lançar a sua carreira na internet, alguém
que venda o seu processo de coaching pode ser mais perigoso do que arriscar colocar o
seu trabalho em prática, pois é capaz de atrasar toda a sua trilha até o sucesso.

Não seja tão perfeccionista. Não espere eternamente pelo ideal: ele pode nunca chegar
e você continuará parado sem viver o seu propósito.

Recebo, constantemente, mensagens de coaches perguntando o que eu fiz para ter uma
carreira em ascensão em apenas um ano. Foram mais de 500 mil visualizações de
vídeos, palestras para público de mais de 600 pessoas, mais de 80 clientes de coaching
pagantes, contratos com multinacionais e um ecossistema de clientes que me permite
acessar novas oportunidades diariamente.

Não foi fácil realizar isso tudo. Na verdade, em muitos momentos foi aflitivo. Eu tive que
pagar o preço, correr o risco e sabe como tudo começou? Com uma decisão inicial no dia
em que eu cheguei no meu escritório de arquitetura e arranquei a fachada.

E a partir desse momento a única opção era fazer essa decisão dar certo. Foram muitas
tentativas, muitos erros, acertos, erros novamente, mas é na prática que as coisas
começam a se concretizar. Cada novo cliente captado me fortalecia, me ensinava a ver
novos caminhos e possibilidades. Ao ver o que o processo do meu trabalho provocava na
vida deles, o poder de transformação do coaching me fez querer mais. Uma vez que
alcancei o objetivo inicial, voltei a estagnação.

Parar não era uma possibilidade, então eu tomei a minha segunda melhor decisão: fazer
mentoria. No entanto, este é um caminho difícil de se percorrer sozinha. Para chegar
aonde eu queria precisei de dois dias de imersão que mudaram a minha visão sobre o
negócio. Sim, coach é uma empresa, um tipo de negócio e estratégias são necessárias.

Com a mentoria, passei a acertar mais do que errar, comecei a ter melhores resultados
e vi meus objetivos próximos de serem alcançados. Clientes começaram a vir até mim,
fui convidada a realizar mais palestras, meus vídeos ganharam engajamento orgânico e
cada vez mais eu estava mudando vidas com o processo de coaching, além do fato que
minha conta bancária agora condizia com aquilo que eu estava realizando.

A minha empresa alcançou quase meio milhão em um ano, tenho uma equipe
qualificada que soma conhecimentos, sou capaz de investir em minha empresa e não
preciso mais fazer tudo sozinha como no início. E acredite, eu ainda acesso o meu
mentor, sempre que novos desafios surgem.

Renata Tolloti *
A coach ministra treinamentos, mentoria de negócios, cursos e também atua como
palestrante. Trabalha mostrando para as pessoas que elas são capazes de ter a vida que
elas merecem, com mais amor, sonhos, risos e realizações. Formada em Coaching
Integral Sistêmico, Coaching Business, Coaching For Money, Coaching Executive,
especialização em High Business Permanece e Perfil e Comportamento Humano, pela
Florida Christian University. Mais informações pelas redes socais
http://facebook.com/coachrenatatolotti Instagram: @coachrenatatolotti ...




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