Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 23 de Janeiro de 2018. Página Inicial | Contato
SEÇÕES
Artigo
Educação
Eldorado do Sul
Especial
Geral
Guaíba
Produtos e Serviços
Região Carbonífera
Saúde
Flagrante na Foto
Anunciantes
LINKS
Portal Eldorado
Lantec
Envie sua Mensagem

Você é o visitante n°
13861518


Edicão n° 175 de Janeiro 2018


ARTIGO

Vamos falar a verdade sobre o agro?


O agronegócio é a grande fonte de prosperidade do Brasil. Os números falam por si só:
entre janeiro e setembro do ano passado, foi responsável pela geração de R$ 70 bilhões
de riqueza. Enquanto a indústria e os serviços se retraíram, a agropecuária cresceu
14,5%. Um padrão de crescimento chinês. No mesmo período, as exportações do setor
atingiram US$ 74 bi, ajudando nossa balança comercial a fechar no azul.

Apesar de tudo isso, o agro é alvo de difamação. Tentam, por exemplo, pintar o
produtor como latifundiário e afirmam a existência de monopólios e grandes
concentrações fundiárias. Ora, existem no Brasil mais de 5 milhões de estabelecimentos
agrícolas, e mesmo os maiores agricultores não têm poder de controlar os preços do
mercado. O setor é altamente competitivo e equilibrado.

Também repetem o clichê da “exploração da mão de obra”. Nada mais mentiroso: um
quinto da nossa força de trabalho está relacionada ao agronegócio. São indústrias de
equipamento e maquinário, produtoras de insumos, empresas de logística, consultoria,
geoprocessamento, entre muitas outras. Mesmo quem não participa dessa cadeia é
beneficiado pela eficiência do campo: o preço da cesta básica caiu 50% em valores reais
entre 1975 e 2011.

A principal crítica é a de que o agronegócio destruiria o meio ambiente – quando, na
verdade, o produtor é quem mais cuida da natureza. De acordo com a Embrapa, 38%
das áreas de vegetação nativa preservada estão em propriedades privadas – o que
equivale a mais da metade das terras destinadas à agropecuária. Segundo o Banco
Mundial, 66% do nosso território é preservado, ficando bem à frente da União Europeia
(25%), China (17%) e Estados Unidos (14%). Com tecnologia de ponta, aumentamos a
eficiência muito acima da área cultivada.

A vocação do Brasil é alimentar o mundo. Em uma geração, poderemos fornecer
alimentos para um quarto da população global, usando menos de 1,7% da superfície da
Terra. O primeiro passo para chegarmos lá é refutar as mentiras, estabelecer a verdade
e incentivar quem tem feito o nosso país avançar.



Mateus Bandeira*
*Ex-presidente do Banrisul e ex-secretário de Planejamento do Rio Grande do Sul ...

Construtivismo Lógico na Alfabetização


A Comissão de Educação da Câmara Federal na síntese do Seminário que realizou, já em
2003, afirmava que:
“Dentre os graves problemas que afetam a qualidade da educação no Brasil,
nenhum é maior do que o da alfabetização das crianças.”

Por outro lado, a Revista Veja de 26/04/2006, informava que: “O péssimo
desempenho do Brasil nas avaliações nacionais e estrangeiras que medem a capacidade
de leitura e de escrita dos estudantes levou o MEC a questionar oficialmente a eficiência
do modelo de alfabetização mais aplicado no país.”

Assim sendo, nesta missão que venho desenvolvendo para romper com o círculo
vicioso desta infeliz realidade acima mencionada e provando que existe uma solução há
vários anos sendo aplicada e que mostrou ser eficiente, pois em média de quatro meses,
qualificadamente podemos instrumentalizar os alfabetizandos, com imensas vantagens
para os cidadãos em formação, imensuravel economia de dinheiro público e de ações
pedagógicas nas escolas, neste início de 2018 tomei a iniciativa de enviar mensagem
individual para cada um dos membros responsáveis pela Educação Básica do
- Conselho Nacional da Educação
- Conselho Estadual da Educação
- para à Direção da Comissão de Educação da Câmara Federal
- para a Direção da Comissão de Educação do Senado Federal
- para os membros ligados à Educação da UNESCO no Brasil
e, também, para o nosso Ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho

A manifestação é quase um brado implorando para que abram os olhos para uma
proposta de alfabetização através do Construtivismo Lógico que inicia a qualificação da
educação regular na base da mesma. Como prova enviei o nome das escolas e das
Professoras Alfabetizadoras que aplicaram ou estão aplicando o programa e cujos
resultados simplesmente entusiasmam. Os alfabetizandos ficam magnetizados pelo
prazer da leitura, faz com que as Professoras se sintam realizadas em sua missão e
todos ganham com a mudança pedagógica tão necessária para qualificar os nossos
cidadãos e dar reais perspectivas para um futuro melhor para o nosso país. É a lógica
das modernidades que nos cercam sendo aplicada na área pedagógica da alfabetização.

Agenor Basso
Alfabetizador e Bacharel em Direito pela UFRGS
(51) 3419.47.08 9.96.08.32.79
Rua Ercília Sgorla Luza, 209
Bairro Santa Catarina
95.030-775 Caxias do Sul RS
RG-7030328591

...

Contrabando bate recorde


Em 2017 o Brasil conquistou mais um triste recorde: o país se tornou o maior mercado
mundial de cigarros ilegais, que hoje respondem por cerca de 48% de todos os cigarros
vendidos. Este não é um problema recente nem exclusivo do país, mas há apenas 6
anos o volume total deste mercado girava em torno de 20%. Nenhum outro setor da
economia, legal ou ilegal, apresentou crescimento semelhante no mesmo espaço de
tempo.

Entre os principais motivadores deste crescimento está o exagero na dosagem de
medidas que tinham como objetivo reduzir o consumo de cigarros no Brasil, mas que
tiveram o efeito perverso de estimular o crescimento do mercado ilegal. O aumento de
impostos promovido em anos recentes criou o cenário perfeito para a entrada de
organizações criminosas neste mercado, que chega a ser tão ou mais lucrativo do que o
tráfico de drogas, mas com riscos infinitamente menores, já que as penas para quem for
flagrado contrabandeando cigarros são muito curtas.

O Brasil já viveu momentos semelhantes no passado, e conseguiu solucionar o
problema. Quem não se lembra da realidade do setor de informática entre os anos
oitenta e 90? Para o consumidor comum, e mesmo para muitas empresas, a única forma
de adquirir um computador moderno a preços acessíveis era buscar o mercado informal,
na forma dos famosos 'PCs Frankenstein', montados por empresas que traziam
ilegalmente os componentes do Paraguai.

Um estudo do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf),
mostra que mudanças na política tributária do setor promoveram a redução no volume
de computadores contrabandeados apreendidos ao mesmo tempo em que expandiram a
produção e a comercialização de produtos legais no Brasil. Entre 2005 e 2016, as
apreensões caíram de cerca de 10 milhões de unidades para cerca de 3 milhões de
unidades. No mesmo período, a produção nacional de computadores saltou de menos de
3 milhões de unidades para cerca de 13 milhões de unidades.

O cigarro passa hoje por um momento semelhante ao dos produtos de informática nas
décadas de 1980 e 90. Mas com diversos agravantes. Um dos principais é o
desmantelamento da exitosa política nacional de redução de consumo, já que cigarros
contrabandeados não seguem nenhuma das normas de controle de consumo
estabelecidas por lei, como a política de preço mínimo e a obrigatoriedade de que maços
tragam informações e imagens sobre prejuízos à saúde.

Com impostos que podem chegar a até 80% em alguns estados, os fabricantes
brasileiros têm de conviver com o Paraguai, país que taxa o setor em apenas 16%, uma
das menores cargas tributárias sobre o cigarro do planeta. Vendidos livremente nas
cidades brasileiras a preços inferiores aos R$ 5,50 estabelecidos em lei, em muitas
localidades essas marcas são campeãs de venda. E por mais incrível que pareça hoje a
marca líder de mercado no brasil é a Eight, fabricada pela Tabacalera del Este, empresa
de propriedade do presidente paraguaio Horacio Cartes.

A entrada de cigarros ilegais no Brasil não acontece de forma isolada. É comum lermos
matérias na imprensa sobre a apreensão de cargas de cigarros acompanhadas de
volumes menores de drogas e armamentos, que vão alimentar o crescimento na
violência urbana que tem sido a regra em todo o país nos últimos anos.

Precisamos nos livrar do problema do contrabando, não só de cigarros, mas em todas as
suas frentes. O Brasil que nós queremos para o futuro não pode mais conviver com esta
realidade que prejudica a saúde dos brasileiros, retira recursos financeiros dos governos,
contribui para a escalada na violência e estimula o desemprego no país. É hora de agir!

Luciano Barros *

* Presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras




...

A conclusão da Duplicação da BR 116 e a necessidade de unidade regional


No encontro realizado em Brasília no dia 19.12 entre os deputados federais Afonso
Hamm, Cajar Nardes e Henrique Fontana, com a presença da senadora Ana Amélia
Lemos, o anfitrião, secretário executivo do Ministério dos Transportes, Fernando Melro
Filho, diante da solicitação dos parlamentares para remanejamento na ordem de R$ 100
milhões para as obras de conclusão da duplicação da BR 116, indicou que o caminho
deverá ser o estabelecimento de um consenso entre os integrantes da bancada gaúcha
no Congresso Nacional avalizando este pleito, ou mesmo a coleta de assinaturas em
documento que será encaminhado pelos presentes para obtenção de signatários que
representem a maioria da composição legislativa gaúcha no parlamento nacional para a
possibilidade do deferimento da solicitação em tela.

Saliento este acontecimento como uma nova demonstração, em minha ótica, de que
somente uma ampla e continuada mobilização de caráter suprapartidário que unifique a
ação política e institucional dos atores sociais relevantes deste território, com destaque
para os seus parlamentares de âmbito estadual e federal, prefeitas e prefeitos,
vereadores, líderes empresariais, entidades da sociedade civil, meios de comunicação e
a comunidade em geral, poderá alavancar a força política necessária para que, diante do
quadro de significativos contingenciamentos do orçamento público brasileiro, a luta pela
conclusão da duplicação da BR 116 possa ter êxito num breve espaço de tempo. Há
consenso no entendimento de que se trata da obra atual de infraestrutura mais
importante em curso no nosso estado, na rodovia campeã nacional em acidentalidades
com colisões frontais, corredor de exportação da produção primária, aspectos estes que
reforçam a relevância da atuação coletiva para garantir a sua conclusão, ainda que,
infelizmente, se perceba alguns comportamentos que caminham na direção de certo
isolamento.

Novamente expresso estes argumentos, pois considero que se fosse possível alcançar
este grande objetivo através de esforços individuais ou de uma específica agremiação
partidária, isto já teria ocorrido. Ou seja, parece-me evidente que todas as forças
políticas, líderes que atuam na região, possuem um elevado nível de certeza de que a
conclusão da obra é imprescindível. Porém, para tanto, necessariamente vamos precisar
alterar uma tradição que caracteriza a nossa região, de alta fragmentação e reduzida
capacidade de integração, pois estamos diante de um cenário econômico recessivo, com
o país convivendo com o cume da contradição da lógica macroeconômica de infinitas
necessidades para limitados recursos, onde o nosso objetivo precisa ser hierarquizado
no âmbito do orçamento geral da União, está, como uma obra de grande relevância em
relação a outras prioridades do Rio Grande do Sul e dos demais estados da federação.

Portanto, para 2018 necessitamos focar a nossa estratégia na mobilização conjunta,
permanente, realização de reuniões de trabalho com participação de todos os
envolvidos, criando espaços de intervenção do conjunto da sociedade para exigir a
priorização desta obra, buscando promover iniciativas inovadoras, criativas, que nos
permitam a capacidade exitosa de, conjuntamente, disputar a priorização desta obra no
contexto de todas as demais que são geridas no âmbito do Ministério dos Transportes e
do DNIT. Desta forma, é muita bem-vinda a iniciativa dos parlamentares citados no
início deste texto. Vamos precisar nos dedicar a auxiliar a coleta de assinaturas neste
documento no retorno dos trabalhos legislativos, assim a Frente Parlamentar em Defesa
da Conclusão da Duplicação da BR 116 da Assembleia Legislativa se posicionará pela
convergência e pela unidade de esforços para esta realização.



Zelmute Marten
Jornalista
Mestre em Desarrollo Sustentable - Universidad de Lanús / Argentina
Chefe de Gabinete - deputado estadual Zé Nunes

...

2017: o ano da fibra óptica no Mercado de Provedores de Internet



O ano de 2017 termina com uma sensação positiva. É cedo para considerar o Brasil
totalmente livre da crise, mas notamos tendências nos mais diversos segmentos da
economia, que possivelmente proporcionarão um crescimento sólido nos próximos anos.
No setor das telecomunicações, um fenômeno nítido pôde ser observado ao longo dos
últimos meses e gera grandes expectativas em relação ao futuro: estamos falando do
aumento nas instalações de fibras ópticas para ampliar o acesso à banda larga,
sobretudo nas casas atendidas por provedores de internet.

Em todas as regiões do país, provedores estão substituindo redes sem fio por essa
tecnologia, capaz de oferecer uma conexão extremamente rápida e preparada para
aplicações de IoT (Internet of Things), por exemplo. Dados da Anatel mostram que, em
dois anos, entre 2015 e 2017, o total de acessos mensais por meio de fibra saltou mais
de 630%, de 128 mil para 936 mil entre os provedores. Esse volume representa 34,5%
do uso total de internet por fibra no Brasil, um avanço também impressionante (em
2015, essa porcentagem era de apenas 13%).

Ou seja, cada vez mais, a fibra tem chegado ao interior do país e periferias das grandes
cidades. A maior participação dos provedores nessa estatística é um indicativo claro de
que as melhores tecnologias estão chegando a locais de acesso mais difícil e onde a
internet historicamente carece de qualidade. É uma notícia a ser celebrada: ainda temos
um longo caminho a ser percorrido, mas a estrutura para melhores conexões tem
evoluído justamente nos locais mais "esquecidos" do Brasil.

Dentro do nosso território, existem dois países distintos: em 248 municípios
(equivalente a 5% do total de localidades, mas com 50% da população), três grandes
operadoras fornecem serviços de internet (cerca de 75% dessas conexões com
velocidade acima de 2 Mbps). Já no outro extremo, em 95% das cidades, onde vive a
outra metade de brasileiros, apenas 38% das redes de internet funcionam acima de 2
Mbps, segundo dados da consultoria Teleco. Essa parcela negligenciada e não atendida
pelas maiores operadoras depende bastante dos provedores – e são essas pessoas que
estão se beneficiando dos maiores investimentos em fibra óptica.

Se contarmos todas as tecnologias, os provedores proporcionam conexões, hoje, a cerca
de 15% dos brasileiros. Somados, esses acessos foram 3,9 milhões no último mês de
outubro. São números que não param de aumentar: a parcela de participação das
menores empresas no mercado tem crescido exponencialmente, ainda que as grandes
operadoras não estejam perdendo usuários. A justificativa é a grande quantidade de
cidadãos que ainda estão excluídos digitalmente ou utilizam internet extremamente
precária.

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), do
último mês de novembro, quase 40% dos lares no Brasil não estão conectados à
internet. É urgente que essas pessoas sejam incluídas, ampliando o acesso ao
conhecimento e impulsionando o crescimento da economia. Em 2018, certamente
seguiremos evoluindo nesse sentido, mas sempre é possível melhor ainda mais, caso o
governo e as agências reguladoras cumpram seu papel de permitir que esses pequenos
provedores atuem em um ambiente de concorrência justo, sem favorecimento às
grandes operadoras. Quem tem a ganhar é o Brasil.



A Associação Brasileira de Internet e Telecomunicações (ABRINT) tem atuação nacional
e representa provedores regionais de internet em discussões junto ao governo, órgãos
regulatórios e entidades afins. Provedores são majoritariamente empresas de pequeno e
médio portes. Segundo o Ministério das Comunicações, há pelo menos um provedor em
operação em todas as cidades do país. Para o LACNIC, juntos, eles formam a quarta
maior empresa de comunicação do Brasil.


Basílio Perez *
* Presidente da ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e
Telecomunicações) ... ...




Edição n° 175 - Janeiro 2018

Selecionar Edição
  • Edição n° 175
  • Edição n° 174
  • Edição n° 173













  • Av. Roque J. O. Giacomelli, nº 542, Pq. Eldorado - Eldorado do Sul - Fone (51) 3481 1821