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Edicão n° 174 de Dezembro 2017


ARTIGO

Violência: Prevenir antes de combater


Mais de 61 mil assassinatos foram registrados no Brasil em 2016 – o equivalente a sete
homicídios por dia. Essa triste estatística não deve mudar nos números de 2017. Trata-
se de uma barbárie que afeta todo o país, com índices ainda piores entre a população
mais pobre e jovens negros. A insegurança tornou-se rotina, impondo o medo ao nosso
dia a dia, destruindo famílias e interrompendo futuros.

Enfrentar esse quadro deve ser uma prioridade do país. Hoje, temos muitas ações em
desenvolvimento por diversos órgãos, que atuam isoladamente em nível nacional,
estadual e municipal. No entanto, precisamos somar essas forças em um programa
comum, trabalhando-as de forma articulada, com foco na prevenção.

Esse é o objetivo do Plano Nacional de Prevenção à Violência, que apresentei
recentemente na Câmara Federal. O projeto prevê ações ao longo de uma década, com
diretrizes elaboradas a partir de um amplo debate no Congresso Nacional – que
resultará em ações estratégicas, metas, prioridades e adoção de indicadores sobre o
tema.

Outra ação que desenvolvemos foi a Frente Parlamentar Mista de Prevenção à Violência,
iniciativa que reúne mais de 250 deputados e senadores de todas as correntes
partidárias, além de uma ampla rede de agentes sociais. Vamos percorrer o Brasil
conhecendo e discutindo caminhos para o futuro, a partir de exemplos e experiências
positivas.

Resultados práticos só ocorrerão com a união de esforços em todas as áreas. Aqui no
Estado, mostramos que isso era possível com o Programa de Prevenção da Violência
(PPV), realizado em nosso governo. Por meio de ações integradas, com reforço na
segurança, investimento em saúde, educação e assistência social, reduzimos as taxas de
criminalidade em 50 dos bairros mais violentos do Rio Grande do Sul. Entre 2007 e
2010, o número de latrocínios caiu quase 40%, enquanto o de roubo de veículos teve
queda de cerca de 30%.

Antes mesmo de ser combatida, a epidemia da violência precisa ser prevenida. Todos os
setores e movimentos da sociedade devem estar envolvidos nesse trabalho. Agindo de
forma estratégica e coordenada, poderemos vislumbrar o fim desta rotina de medo, com
o início de uma cultura de paz.


Yeda Crusius *
*Deputada federal e presidente da Frente Parlamentar Mista de Prevenção à Violência

dep.yedacrusius@camara.leg.br

...

Programas de benefícios: o respiro no orçamento para quem precisa de remédios no Brasil


No atual momento do país, tratar da saúde é algo caro. Os planos e convênios sobem a
cada ano, o serviço público não atende a demanda da população e os medicamentos
pesam no bolso. No começo de 2017, o governo autorizou o aumento de até 4,76% nos
produtos vendidos nas farmácias. Apesar de o Ministério da Saúde alegar que esse foi o
menor acréscimo da década dentro desse segmento, quem sofre com doenças crônicas
sente cada moeda gasta com a inflação. Afinal, estamos falando de uma despesa mensal
fixa na vida de alguns brasileiros.

Apesar de pouco conhecidos pela sociedade, uma saída para baratear esse custo são os
programas de benefícios, que chegam a abater até 70% do valor original da mercadoria.
Chamados também como PBM, dão acesso aos remédios de uso contínuo e de alto valor,
incentivando os pacientes a não abandonarem o tratamento. Por regras da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as indústrias são proibidas de fazer
propaganda dessas iniciativas, pois a prática é considerada um incentivo à compra de
medicamentos. Por isso, as pessoas sabem que têm direito ao desconto apenas por meio
dos médicos ou dos farmacêuticos, no momento da compra.

O GoPharma, aplicativo que funciona com base na geolocalização e aponta as farmácias
mais próximas do usuário, também mostra diversos programas de benefícios de
laboratórios. Outra vantagem é apontar quais locais têm parcerias com esses
programas, quanto cedem de redução e quais redes são credenciadas. É importante
ressaltar que os clubes têm regras que podem variar de acordo com cada produto, com
descontos progressivos ou o famoso "pague 2 e leve 3", o que chamamos de caixa
adicional, entre outros.

Ao total são treze programas de benefícios que permitem adesão diretamente no
GoPharma, porém o intuito dos desenvolvedores é fazer com que esse número cresça
cada vez mais. No entanto, mesmo no caso de programas que ainda não permitem o
cadastro via GoPharma, ainda assim é possível localizar as redes de farmácias
credenciadas, para maior comodidade dos usuários.

A plataforma também traz informações sobre os estabelecimentos, como a localização
de farmácias quem possuem delivery, se há estacionamento, sala de aplicação,
atendimento 24 horas, telefone e horário de atendimento – com o app, inclusive, é
possivel traçar a rota mais fácil até a farmácia.

Por Fernando Cascardo*
*Fernando Cascardo é sócio-diretor do Grupo InterPlayers, desenvolvedora do app
GoPharma - um canal completo, com recursos de localização de farmácias, guia de
serviços e informações, de busca de produtos, além de um serviço de auto adesão e
acesso aos programas de benefícios disponibilizados pela indústria farmacêutica. O app
já conta com mais de 40 mil farmácias cadastradas em 90% dos municípios brasileiros,
além de mais 4 mil produtos – números que devem crescer exponencialmente ao longo
de 2017. ...

Impactos da gravidez cada vez mais tarde


Muitas mulheres optam por adiar os planos de maternidade para um momento da vida
em que já tenham alcançado seus objetivos profissionais, financeiros e até pessoais.
Essa opção pode resultar em dificuldades para engravidar. Cada mulher nasce com uma
quantidade predeterminada de óvulos. Esse número diminui progressivamente com o
avançar da idade, sendo que essa perda se acelera a partir dos 35 anos. Após os 40, a
diminuição se torna mais crítica, até atingir a menopausa. Esses marcos de idade, do
ponto de vista quantitativo, dependem principalmente de fatores genéticos. Mulheres
que nascem com maior número de óvulos chegarão à menopausa mais tarde, e aquelas
que tiverem um número menor, poderão chegar a essa fase de forma precoce.
Outro fator que influencia fortemente o potencial ovariano é a qualidade dos óvulos.
Independente do número de óvulos, é inevitável a perda qualitativa a partir dos 35
anos. A qualidade influencia em fatores como a chance de engravidar ou de vir a ter um
aborto, por exemplo, assim como a taxa de fertilização. Dessa forma, os fatores que
garantem a fertilidade ovariana são o número de óvulos (chamado de reserva ovariana)
e a sua qualidade, que é determinada unicamente pela idade, independentemente dos
hábitos de vida da mulher. Assim, o melhor momento para engravidar é em idade
jovem, já que os potenciais quantitativos e qualitativos estão preservados.
Quando uma mulher opta pelo plano de gestação mais tarde, a chance de algum desses
fatores estar comprometido, dificultando a gestação, é maior. Além disso, aquelas que
nascem com um número de óvulos menor, ou que tiveram a sua reserva prejudicada por
alguma condição de saúde (cirurgia com retirada de parte dos ovários, quimioterapia
etc.) podem apresentar um quadro de falência ovariana precoce (ou menopausa
prematura). Nesses casos, a única opção que viabiliza uma gestação é a recepção de
óvulos de uma paciente doadora.
No Brasil, a doação é permitida, porém não dispomos de bancos de óvulos. Assim, para
que uma paciente receba óvulos doados, necessita de uma doadora. Quem doar deve,
obrigatoriamente, estar se submetendo a um tratamento de fertilização in vitro por
algum fator de infertilidade que não envolva os ovários.
A relação doadora-receptora é anônima. Os profissionais da clínica de reprodução são os
responsáveis por viabilizar o procedimento, preservando aspectos de compatibilidade,
como características físicas e tipo sanguíneo. A doadora deve também passar por uma
triagem rigorosa, com avaliações ginecológica, genética, psicológica, assim como de
saúde em geral, garantindo que a doação e o tratamento sejam feitos com segurança.
Os óvulos coletados durante o tratamento serão compartilhados entre os dois casais, em
número idealmente igual, e após serão fertilizados com o sêmen de seus receptivos
parceiros. Ainda vale ressaltar que a paciente doadora não pode doar ilimitadamente,
controle que também é garantido pela clínica onde será submetida ao tratamento.
No Brasil, a lista de pacientes receptoras é bem maior do que a de doadoras, o que
torna a espera bastante longa (em média, de um a dois anos). Em outros países onde a
doação é permitida, existem bancos de óvulos congelados, garantindo um acesso mais
rápido. Dessa forma, alguns casais optam pelo tratamento fora do Brasil. A Espanha,
que tem experiência e renome nessa área, costuma ser o destino da maioria dos casais
brasileiros que fazem essa opção.
O programa de doação de óvulos (assim como de esperma) no nosso país ainda
necessita evoluir bastante para garantir um melhor acesso aos casais que precisam
desse recurso. Nesse sentido, há bastante discussão dos pontos de vista ético e
burocrático, e as clínicas de reprodução estão cada vez mais se estruturando para
propiciar melhores opções para esses pacientes, já que são elas que viabilizam o
tratamento.
Para as mulheres que planejam adiar a maternidade, pode ser válido fazer avaliações
periódicas do seu potencial ovariano, na tentativa de evitar uma possível dificuldade no
futuro. O congelamento de óvulos, para posterior fertilização, pode se tornar uma opção
válida em alguns casos.

Ana Luiza Berwanger*

*ginecologista do Fertilitat - Centro de Medicina Reprodutiva

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5 passos para prevenir o Alzheimer


Nesse mês de Novembro, o dono da Microsoft, fez um aporte de 100 milhões de dólares
em estudos que procuram a cura para o Alzheimer. No Brasil já são mais de 1,2 milhão
de casos, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer. No mundo este número
sobe para 35 milhões de pessoas. A doença acontece pela atrofia lenta e progressiva do
cérebro, causando demência e perda da memória. É ocasionada por dois tipos de dano
neuronal: acúmulo de proteína beta-amiloide e emaranhado de proteína tau no cérebro.
Sabe-se que tem influência genética, porém não é um atestado que o indivíduo
desenvolverá a doença. Práticas diárias e estilo de vida podem ajudar no combate e
desenvolvimento da patologia.

É fato que não há cura e que os medicamentos existentes ajudam a preservar o que
restou da capacidade cognitiva, todavia alguns estudos provaram que boa alimentação,
exercícios físicos, e novos conhecimentos, como aprender um novo idioma, podem ser
uma boa trinca para as pessoas de todo o mundo minimizarem as chances de
contraírem a enfermidade. Jean Carper, jornalista americana, cita esses três hábitos em
seu livro – 100 dicas simples para prevenir o Alzheimer e a perda de memória- uma
coletânea de pesquisas científicas sobre o tema.




A indústria cinematográfica americana também já expôs no filme – Para sempre Alice- o
quanto a doença evolui rápida e o drama vivido pela família e a paciente. A película
rendeu a Julianne Moore o Oscar de melhor atriz em 2015 e nos faz refletir sobre a
gravidade da doença ao mostrar a perda de memória, movimentos, e o impacto dos
relacionamentos da personagem.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Hospital Geral de Massachussetts e a Escola
de Medicina de Harvard, publicada no respeitado periódico Neurology, estimular o
cérebro não evita o Alzheimer, mas retarda os sintomas. Já que a moléstia não tem
vacina e nem remédio, ainda, para cura, retardar o aparecimento da doença é um
avanço. Pensando nisso, Augusto Jimenez, psicólogo e CEO da rede Minds Idiomas,
implantou neste ano novas técnicas de aprendizado nas turmas com idade avançada.
"Treinamos os professores para ensinar inglês para as pessoas que têm acima de 60
anos com técnicas como dança-terapia e Mindfulness. Assim, os alunos (as) aprendem
uma nova língua de forma mais orgânica e estimulam a mente. Reduzindo, dessa forma,
a chance de desenvolver o Alzheimer", explica Augusto.

Para ajudar indivíduos a manter a mente ativa, mudar alguns hábitos e minimizar as
chances do aparecimento precoce do Mal de Alzheimer, Augusto Jimenez, psicólogo da
Minds Idiomas, cita 5 mudanças para a sua rotina:

1) Monte quebra-cabeças

Um estudo publicado na revista Archives of Neurology mostrou que quem tem o hábito
de montar quebra-cabeças têm menos presença da beta-amilóide em seus cérebros,
proteína responsável pelo Mal de Alzheimer.

2) Beba 2 litros de água

Essa dica parece a mais óbvia, porém a mais difícil de manter. Quando o indivíduo
atinge os 60 anos têm pouco mais de 50% de água no corpo. É preciso se hidratar e
essa situação se agrava porque mesmo desidratados, as pessoas podem não sentir
vontade de beber água. Isso acontece porque os mecanismos internos podem não
funcionar muito bem e por isso é preciso incorporar o hábito. Sem líquido, as
capacidades cognitivas ficam comprometidas e pode potencializar o desenvolvimento de
doenças, entre elas o Alzheimer.

3) Aprenda algo novo todos os dias

A reserva cognitiva é infinita e estudos mostram que mesmo uma mente já com
Alzheimer pode continuar funcionando devido aos conhecimentos adquiridos no decorrer
da vida. Por isso, aprenda algo novo todos os dias. Vale cozinhar, palavras – cruzadas,
ler ou\e aprender uma nova língua.

4) Deixe o medo de lado: faça os testes de Alzheimer

Outra dica que parece óbvia, porém que poucos praticam é ir ao médico e pedir os
testes de compatibilidade da doença. O diagnóstico pode ser feito de forma simples por
meio de testes não invasivos e de fácil execução. 18 anos antes dos primeiros sintomas
é possível descobrir se vai contrair o Alzheimer. Por isso, deixar o medo de lado e se
prevenir é o melhor caminho.

5) Coma peixe, verduras e beba uma taça de vinho

O ômega 3 do peixe ajuda a prevenir a doença, verduras folhosas como o espinafre e o
vinho podem retardar a perda da memória. Tornar o consumo desses alimentos e
bebida, em porções pequenas, mas diárias, pode rejuvenescer a idade cognitiva de uma
pessoa em até cinco anos. Se alimente com itens saudáveis! ...




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