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Edicão n° 209 de Novembro 2020


Com nove novas regiões em alto risco, RS chega a 15 bandeiras vermelhas no mapa preliminar da 10ª rodada
11/07/2020

O cenário de disseminação do coronavírus e da ocupação de leitos cresce no Estado. Na
décima rodada preliminar do Distanciamento Controlado, o Rio Grande do Sul tem 15
regiões com risco alto, ou seja, estão na bandeira vermelha. Essas regiões representam
84,2% da população gaúcha (9.535.519 habitantes). Na rodada definitiva do mapa
anterior, eram seis regiões em vermelho, equivalente a 52,9% da população (5,9
milhões de habitantes). As bandeiras definitivas serão divulgadas na segunda-feira
(13/7).

A análise preliminar dos índices de propagação do vírus e de ocupação dos leitos trouxe,
novamente, as regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa,
Palmeira das Missões e Pelotas em bandeira vermelha. Essas áreas já haviam sido
classificadas como alto risco na rodada anterior.

As regiões de Taquara, Santo Ângelo, Cruz Alta, Santa Rosa, Erechim, Passo Fundo,
Caxias do Sul, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul evoluíram de bandeira laranja para
vermelha nesta rodada.

Santa Maria, Ijuí, Uruguaiana, Bagé e Lajeado são as cinco regiões que permaneceram
na bandeira laranja.

Embora nenhuma região do Estado tenha sido classificada com risco altíssimo (bandeira
preta), tampouco houve classificação de risco baixo (bandeira amarela). Nesta rodada,
inclusive, nenhuma região apresentou melhora nos índices.

O mapa preliminar da décima rodada foi divulgado pelo governo no fim da tarde desta
sexta-feira (10/7) e está disponível em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br. No
prazo de 36 horas após a publicação do mapa preliminar, que se encerra às 6h de
domingo (12/7), os municípios que quiserem apresentar recursos sobre as classificações
podem preencher o formulário neste link: https://forms.gle/9HsVNQb7DSn5Fimy9.
Aqueles que se enquadrarem na Regra 0-0 e podem adotar protocolos de bandeira
laranja não precisam protocolar recurso.

Na segunda-feira (13/7), o Gabinete de Crise analisará os dados enviados e rodará o
mapa novamente e, à tarde, divulgará as bandeiras definitivas, que serão vigentes de
14 a 20 de julho.

Regra 0-0

Dos 391 municípios que compõem as áreas com bandeira vermelha, 218 cidades não
tiveram registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de morador nos 14 dias
anteriores ao levantamento. Por isso, se adequam à chamada Regra 0-0 e podem adotar
protocolos previstos na bandeira laranja por meio de regulamento próprio.

Basta que mantenham atualizados os registros nos sistemas oficiais e adotem, por meio
de decreto, regulamento próprio, com protocolos para as atividades previstas na
bandeira laranja. São 1.280.848 pessoas (11,3% do total do RS) nesta condição.

Vale lembrar que essas 218 cidades que se classificam na Regra 0-0 e podem adotar
protocolos de bandeira laranja não precisam protocolar recurso.

SITUAÇÃO GERAL

O número de novos registros de hospitalizações por Covid-19, nos últimos sete dias,
comparado à semana anterior, apresentou aumento de 6%, passando de 729 para 770.
A quantidade de internados em UTI por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
cresceu 11%, passando de 582 para 647. O mesmo se observa com o número de
internados em leitos clínicos para Covid-19, que passou de 554 para 693 internações –
crescimento de 25%.

Para as internações em UTI confirmadas para Covid-19, o aumento chegou a 21%,
passando de 418 para 504. O agravamento também é observado no número de casos
ativos na última semana, que atingiu 5.126, frente aos 4.281 da semana anterior. Por
fim, com relação ao número de leitos de UTI livres para atender a Covid-19 no último
dia, o quantitativo reduziu 9% entre as semanas, passando de 653 para 594.

O agravamento do indicador de capacidade de atendimento (número de leitos de UTI
livres para cada leito ocupado por pacientes Covid-19), mensurada no Estado como um
todo, segue em ritmo acelerado, obtendo alerta máximo. Na rodada anterior, o indicador
obteve bandeira vermelha e, nesta semana, a mensuração atingiu situação de bandeira
preta.

O indicador da Mudança da Capacidade de Atendimento, também mensurado para o
Estado, passou de bandeira amarela para vermelha, resultado da redução de número de
leitos de UTI livres para atender a Covid-19 no último dia em relação à quinta-feira
anterior.

Esses dois indicadores permitem acompanhar a capacidade de resposta da rede
hospitalar para atender a população que necessita deste nível de atenção (alta
complexidade). No entanto, é um indicador diretamente relacionado ao avanço da
doença no Estado, uma vez que quanto maior o número de casos ativos, maior o
número de pacientes que necessitarão de hospitais e maior o risco de pressão no
sistema de saúde.

Mesmo com todas as ações de ampliação de leitos de UTI no Estado, o avanço na
evolução da Covid-19 sinaliza risco alto de pressão ao sistema de saúde e a necessidade
de se ampliar ainda mais a conscientização da população em seguir os protocolos de
distanciamento, a fim de que se possa seguir nas ações de ampliação da rede e,
principalmente, garantindo o acesso adequado a leitos hospitalares e de UTI.

BANDEIRA VERMELHA E TRAVA DE SEGURANÇA

As regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e de Capão da Canoa permanecem
em bandeira vermelha pela quarta semana consecutiva. Mesmo que estivessem com
mensuração de bandeira de menor risco, amarela ou laranja, as quatro regiões teriam
que cumprir as medidas da vermelha, devido à aplicação da trava de segurança – duas
semanas consecutivas na vermelha.

As regiões de Passo Fundo e Santo Ângelo, se mantida a bandeira vermelha após as
análises de recursos, também estarão inseridas na trava de segurança na próxima
semana, pois terão obtido bandeira vermelha por dois períodos alternados, dentro do
prazo de 21 dias.

Para as regiões de Palmeira das Missões e Pelotas, também se mantidas em bandeira
vermelha após o período de recursos, estarão inseridas na trava de segurança. Essas
regiões terão obtido duas semanas consecutivas de bandeira vermelha e, portanto, na
próxima rodada deverão cumprir novamente as restrições de bandeira vermelha, mesmo
que os indicadores regionais apontem para restrições menos severas.

Desse modo, essas oito regiões Covid – Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão
da Canoa, Passo Fundo, Santo Ângelo, Palmeira das Missões e Pelotas – poderão incidir
na regra prevista no modelo de Distanciamento Controlado de que, uma vez classificada
na bandeira final vermelha, por dois períodos consecutivos ou alternados, dentro do
prazo de 21 dias, somente poderão ser reclassificadas para bandeira menos restritiva
após preencherem os requisitos para tal reclassificação por pelo menos dois períodos
consecutivos de mensuração, visando garantir a segurança da população da região.

QUEM PIORA

As regiões de Taquara, Erechim, Passo Fundo e Caxias do Sul, que tiveram apuração de
bandeira vermelha na semana anterior, mas que, após avaliação dos recursos, foram
situadas em bandeiras laranja, retornam novamente para a vermelha, com médias
ponderadas mais elevadas que anteriormente.

As regiões de Santo Ângelo, Cruz Alta, Santa Rosa, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do
Sul, que estavam em bandeiras laranja, passaram para bandeira vermelha. As
mudanças decorrem da contínua piora dos indicadores de propagação e de capacidade
do sistema de saúde, tanto regionais quanto macrorregionais.

QUEM MELHORA
Na décima rodada do modelo de Distanciamento Controlado, nenhuma das 20 regiões
Covid-19 apresentou melhora em sua bandeira final.
1. MACRORREGIÃO METROPOLITANA
Após a definição de bandeira vermelha na última rodada para quatro das cinco regiões
Covid da macrorregião Metropolitana – destaque para região de Taquara, que obteve
bandeira laranja após os recursos –, a situação de agravamento permanece. Nesta
semana, novamente as cinco regiões obtiveram bandeira final vermelha, na mensuração
prévia aos recursos. A região de Taquara apresentou situação de bandeira vermelha,
pois além da pressão advinda do agravamento na macrorregião, apresentou piora em
seus indicadores regionais. Assim, toda a macrorregião metropolitana obteve apuração
de bandeira vermelha, com o alerta importante de que as cinco regiões apresentaram
elevação da sua média ponderada final.

Com as hospitalizações e ocupação de leitos clínicos e de UTI para confirmados Covid-19
aumentando, a macrorregião Metropolitana atingiu a totalidade em bandeira vermelha e
o risco permanece elevado.

Os números de internados por SRAG em UTI, de pacientes Covid-19 em leitos clínicos
(confirmados) e de pacientes Covid-19 em leitos de UTI (confirmados) tiveram
novamente aumentos entre as duas semanas.

Com relação a SRAG, enquanto há sete dias havia 339 internados, a quantidade de
pacientes subiu 13%, passando para 383. No caso de leitos clínicos, o número de
pacientes passou de 333 para 477, aumento de 43%. E com relação aos internados por
Covid-19 em leitos de UTI, o aumento foi de 24%, passando de 248 para 307 pacientes.

Além dos indicadores que mensuram a velocidade do avanço na macrorregião, os
relacionados à capacidade de atendimento também se agravaram. O percentual de
pacientes confirmados para Covid-19 em leitos de UTI, com relação aos leitos livres,
continuou aumentando. Enquanto na semana passada havia 1,05 leito de UTI livre para
cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, nesta semana o indicador passou para
0,75.

No comparativo do número de leitos livres de UTI no último dia para atender a Covid-19
entre as duas quintas-feiras, verifica-se redução no número de leitos de UTI livres,
passando de 260 para 231.

Com isso, enquanto o indicador de variação de internados por SRAG obteve bandeira
laranja e os indicadores de variação de pacientes Covid-19 em leitos de UTI e de leitos
clínicos obtiveram bandeira vermelha, os indicadores de capacidade de atendimento e de
mudança na capacidade de atendimento, mensuradas pela macrorregião, obtiveram
bandeira preta e laranja, respectivamente.

1.1 PORTO ALEGRE
Além da situação agravada pelos indicadores da macrorregião, o número de
hospitalizações confirmadas para Covid-19 registrado nos últimos sete dias apresentou
crescimento de 12% entre as duas semanas, passando de 227 para 254. Com isso, o
indicador apresentou bandeira laranja. Porém, destaca-se que a quantidade de novas
hospitalizações em proporção da população ainda é elevada, refletindo na bandeira preta
para o indicador de incidência na região.

Ainda, observa-se crescimento nas variáveis dos três indicadores de avanço da doença.
O número de internados em UTI por SRAG no último dia variou de 225 para 264 entre
as duas semanas. O indicador de internados em UTI confirmados para Covid-19 cresceu
24%, passando de 170 para 210. Por último, o indicador de internados em leitos clínicos
Covid-19 variou de 219 para 356 – aumento expressivo de 63%.

O indicador que mede o Estágio da Evolução, resultante da razão entre ativos e
recuperados apresentou piora, passando para avaliação de risco alto (vermelho). Com
isso, observa-se que, entre as últimas duas rodadas, o número de casos ativos na última
semana passou de 842 para 1.451. O de Projeções de Óbitos e de hospitalizações, na
última semana em relação a 100 mil habitantes, se mantiveram em avaliação de risco
máxima (preta).

1.2 CANOAS
A região de Canoas obteve a média ponderada final de 2,30. Os registros de
hospitalizações confirmadas para Covid-19 cresceram 8% entre as duas semanas,
passando de 64 para 69 hospitalizações. Frente à semana anterior, que havia crescido
mais de 50%, o resultado foi positivo, inclusive alterando a bandeira do indicador de
preta para laranja. Porém, o número de hospitalizações ainda é bastante elevado,
requerendo forte atenção. A situação de bandeira final vermelha acompanha a tendência
de agravamento, pois se trata da velocidade do avanço da pandemia e dos efeitos que
podem permanecer por mais semanas.

Da mesma forma, o número de internados em UTI por SRAG no último dia passou de 42
para 47 entre as duas semanas. Para o indicador de internados em UTI confirmados
para Covid-19, o crescimento foi de 13%, variando de 32 para 36. Com relação ao
número de pacientes Covid-19 em leitos clínicos o aumento foi de um paciente
(passando de 46 para 47 internados).






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