Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 26 de Fevereiro de 2020. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 200 de Fevereiro 2020


Do pedido de socorro à chegada da ambulância
01/01/2020

Dando continuidade às reportagens sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
(Samu), hoje apresentaremos um passo a passo do trabalho que acontece desde o
chamado ao 192 até a chegada da ambulância ao local e o atendimento ao paciente.

Qualquer cidadão dentro da área de cobertura do Samu RS que passar por uma situação
de urgência ou emergência médica pode discar 192 para receber apoio de uma equipe
socorrista preparada para atender todo tipo de ocorrências. São profissionais de diversas
áreas médicas, além de rádio-operadores, condutores, administrativos e gestores que
compõem o Samu no Estado.
Iniciando o chamado

Quando alguém liga para o 192, a chamada é atendida por um Telefonista Auxiliar de
Regulação Médica, conhecido por Tarm. Esse funcionário coleta as informações básicas
do solicitante e do paciente e pergunta qual é a urgência. A prioridade, neste primeiro
momento, é entender a localização exata e a gravidade do chamado. “Uma das
primeiras perguntas que o telefonista faz é qual é o município, pois somos uma
regulação estadual e atendemos chamadas de vários pontos do Estado. Quanto mais
completo é o endereço, mais rápido a ambulância consegue chegar ao local da
ocorrência”, explica a enfermeira reguladora Claudia Oliveira da Rosa, da Coordenação
Estadual das Urgências. Ao realizar a ligação através do aplicativo para smartphones
Chamar 192, os dados pré-cadastrados pelo solicitante, como nome, idade, sexo e
localização via georreferenciamento, irão automaticamente para a tela do computador
do Tarm.

Regulação
A chamada, então, é transferida para um profissional de saúde, que pode ser um médico
ou um enfermeiro regulador, dependendo do tipo de ocorrência. Nesta etapa, o
atendimento é por ordem de prioridade e não por ordem cronológica. Ou seja, quanto
mais grave a situação registrada pelo Tarm, mais rápido o profissional prosseguirá o
atendimento.

O médico ou enfermeiro avalia a situação. Há casos com menos gravidade que podem
ser levados ao hospital mais próximo ou a alguma Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
por meios próprios ou casos em que não há a necessidade de atendimento médico
naquele momento. Se for constatada a necessidade de envio da ambulância, é o médico
regulador quem define os procedimentos a serem adotados em relação a cada paciente,
de acordo com protocolos do Samu.

Deslocamento da ambulância
O profissional na Central de Regulação faz o acionamento da ambulância diretamente da
tela do computador ao smartphone da equipe socorrista.

O deslocamento da equipe é monitorado pela Central de Regulação através de GPSs nas
ambulâncias e nos telefones. “Os rádio-operadores são os controladores da frota”,
explica Claudia.

Atendimento do paciente na cena
Após a realização da avaliação da vítima e dos primeiros socorros, as equipes passam as
informações para a Central de Regulação, por meio do smartphone. O médico regulador
na Central recebe essas informações e define os próximos procedimentos e para onde
levar o paciente. Se há médico socorrista na cena, ele tem autonomia para tomar as
decisões necessárias.

A enfermeira Claudia exemplifica: “O paciente pode precisar de oxigênio, imobilização,
soro, algum medicamento. O médico faz o encaminhamento, e a equipe segue as
recomendações.” A enfermeira reguladora Magda Regina Door, do Núcleo de Educação
em Urgência do Samu RS acrescenta: “Às vezes a equipe faz todo o atendimento na
cena, o que pode demorar um pouco. A função do Samu não é meramente transportar o
paciente do local da ocorrência para um hospital, mas atender a situação com todos os
recursos possíveis.”

Fechamento do chamado
O médico regulador segue mantendo contato com a equipe socorrista até o fim da
ocorrência, quando a ambulância deixa o paciente no seu destino, seja em algum
hospital ou outro serviço de saúde, ou mesmo em casa.






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