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Edicão n° 198 de Dezembro 2019


Uma Lei para alertar sobre os riscos do uso excessivo de telas na infância
08/10/2019

Assim como a indústria do cigarro passou a ser obrigada a alertar sobre os riscos do
tabagismo com dizeres nas embalagens, fabricantes de celular poderão, em breve, ter a
obrigação de dispor de um alerta nos seus equipamentos. O objetivo é informar os
males que o uso excessivo de telefones celulares, televisão e tablets causam no
desenvolvimento da criança.

A iniciativa é da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) e a proposta será
apresentada em forma de Projeto de Lei pelo deputado estadual Pedro Pereira. A
intenção é fazer um projeto de lei para que, em todas as embalagens de dispositivos
eletrônicos vendidos, tenha uma etiqueta com a recomendação de um uso moderado -
principalmente durante a infância. A medida permitirá orientar a sociedade sobre os
perigos do uso excessivo e indicar qual é o tempo máximo ideal que as crianças podem
ficar expostas a essas tecnologias.

O anúncio oficial do Projeto de Lei será feito no primeiro dia de atividades do 39º
Congresso Brasileiro de Pediatria (CBP) que acontece de 9 a 12 de outubro na FIERGS,
reunindo cerca de sete mil participantes, em Porto Alegre (RS).

Justificativa

Os benefícios e prejuízos das tecnologias é um foco de atenção de todos os profissionais
que lidam com as questões da saúde durante a infância e a adolescência. Estudos
científicos comprovam que a tecnologia influencia comportamentos através do mundo
digital, modificando hábitos na infância que podem causar prejuízos e danos à saúde
física e mental dos jovens, com impacto em diversos aspectos.

A neurociência comprovou, através de exames de Ressonância Magnética, que o uso
excessivo de telas prejudica o desenvolvimento cerebral das crianças. Por isso, elas não
devem ser expostas de forma precoce a dispositivos eletrônicos.

Por outro lado, o celular tornou-se uma alternativa fácil aos pais, já que poupa o esforço
que eles fariam com brincadeiras ou contando histórias, por exemplo. Tendo acesso a
vídeos, cores e canções que ajudam na distração das crianças, os responsáveis
passaram a usar esse artifício desde muito cedo, em bebês de poucos meses, o que
prejudica o período da aquisição da linguagem e da estrutura psíquico-social, que ocorre
principalmente nos dois primeiros anos de vida. É claro que é necessário conviver com
os avanços da tecnologia e saber tirar proveito deles, mas não se pode esquecer que,
durante o processo de formação da criança, é muito importante que ela receba
estímulos através de canções de ninar, histórias contadas pelos pais e brincadeiras que
gerem algum tipo de interação, pois é essa troca de estímulos que vai fazer com que o
seu desenvolvimento seja saudável.

É comprovado que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos prejudica a qualidade do
sono: crianças e adolescentes que ficam muito tempo conectados dormem menos e
dormem mal. O contato com as telas dentro de uma ou duas horas antes de dormir
induz à insônia e à dificuldade de iniciar o sono, isso é decorrente do alto estímulo visual
que a luz azul provoca. A baixa qualidade do sono, por sua vez, provoca outros
problemas de saúde, como a obesidade, alterações de humor (ansiedade e depressão),
déficit de atenção e diminuição do rendimento escolar.

O tempo que jovens e crianças dedicam às telas suprime o tempo que eles poderiam ter
dedicado a atividades lúdicas, esportivas e de interação com outras pessoas. Isso é um
fator que provoca o sedentarismo, que, junto à obesidade, contribui para o surgimento
de futuras doenças cardiovasculares e diabetes.

Evidências científicas mostram que o tempo de conexão excessivo das crianças e da
família afetam a convivência, o diálogo e as suas relações interpessoais, alterando a
qualidade do vínculo e a dinâmica familiar - pontos que são muito importantes para o
desenvolvimento saudável de uma criança. Inclusive existem pesquisas em que crianças
afirmaram achar que os pais preferem o celular a elas, causando um sentimento de
carência e exclusão por serem deixadas de lado.

Além de todos os danos que os dispositivos eletrônicos podem causar à saúde, existem
também os impactos causados pelos conteúdos das mídias. Alguns conteúdos mais
violentos podem estimular condutas agressivas, antissociais e autolesivas. Também
existem evidências científicas sobre a relação do uso excessivo de redes sociais com
depressão e problemas de autoestima.

Portanto, é muito importante que os pais saibam dos impactos que o uso excessivo de
dispositivos eletrônicos tem no desenvolvimento das crianças e, a partir disso, possam
controlar da melhor forma o tempo que seus filhos ficam conectados às telas.

Helena Muller
Cristina Targa Ferreira
Sergio Amantea
Diretoria SPRS






Edicão n° 198 de Dezembro 2019
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