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Edicão n° 204 de Junho 2020


Precisamos falar sobre a Doença de Alzheimer
29/07/2019

Começa mais ou menos assim: a mesma pergunta é feita várias vezes; há também uma
dificuldade em acompanhar conversas e articular; sair de carro se transforma em pesadelo
porque achar o caminho não é natural. Esses sinais evidenciam o primeiro e mais
característico sintoma da Doença de Alzheimer, a perda de memória recente. O Alzheimer é
uma doença neurodegenerativa que provoca a diminuição das funções cognitivas. Em poucas
palavras, as células cerebrais morrem, prejudicando a função mental. A progressão da doença
acarreta em problemas mais graves, como o esquecimento de fatos mais antigos, a
desorientação no espaço e irritabilidade.



Falar sobre a Doença de Alzheimer (DA) é uma questão de saúde pública. No mundo, estima-
se que 50 milhões de pessoas sofram de demência – grupo de distúrbios cerebrais que
causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. De acordo com a Organização Mundial de
Saúde (OMS), a DA é responsável por até 70% dos casos de demência1. Aqui no Brasil, o
cenário é particularmente desafiador. O número de indivíduos vivendo com demência deve
triplicar até 2050, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde2. E o número de
pacientes diagnosticados com Alzheimer deve crescer em proporção semelhante.



Ainda não há cura para a Doença de Alzheimer, o objetivo do tratamento se limita a frear os
sintomas. E, com a iminência do cenário descrito anteriormente, autoridades de saúde se
veem diante de uma empreitada. Trata-se de uma enfermidade de evolução progressiva e
inexorável. Viabilizar soluções que melhorem a qualidade de vida de pacientes e cuidadores é
essencial.



Nesse sentido, alguns passos já foram dados. Por exemplo, a ampliação do acesso aos
tratamentos via Sistema Público de Saúde, contribuindo para minimizar a progressão da
doença e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Há exatamente um ano, o Ministério
da Saúde disponibiliza o medicamento Rivastigmina adesivo transdérmico para tratamento da
Doença de Alzheimer, previsto no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT)3. O
medicamento age inibindo uma enzima responsável por degradar a acetilcolina, um
neurotransmissor essencial nos processos cognitivos, principalmente a memória4.



Ao administrá-lo, temos uma oferta maior de acetilcolina no organismo5. A versão oral da
Rivastigmina já era oferecida no SUS, mas sua ingestão pode causar alguns desconfortos
gastrointestinais, como náusea, vômito e diarreia1. A vantagem do adesivo é que a medicação
é liberada gradualmente através da pele, reduzindo a possibilidade de efeitos colaterais por
não passar diretamente pelo trato digestivo4.



Existem outras frentes que ainda precisam ser trabalhadas em termos de políticas públicas. A
complexidade da Doença de Alzheimer demanda a atuação de equipes de diversas áreas e
uma abordagem integral que facilite a interação médico-cuidador-paciente. O médico atuando
sozinho, aliás, é incapaz de resolver muitas das questões relacionadas à enfermidade. As
ações multidisciplinares podem interferir positivamente no tratamento, com melhoras
significativas de problemas comuns como a depressão.



A Doença de Alzheimer pode não ter cura, mas, se diagnosticada no início, o tratamento
adequado ajuda a impedir a progressão e amenizar os sintomas, proporcionando melhor
qualidade de vida ao paciente e reduzindo o sofrimento dos cuidadores e da família. O avanço
da ciência abre um caminho promissor e traz esperança para toda sociedade6.



Rodrigo Rizek Schultz *

* Neurologista e Presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz)






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