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Edicão n° 185 de Novembro 2018


Parque de Itapuã celebra 45 anos preservando história da fauna e flora
28/07/2018

Imagine um lugar repleto de paisagens nativas do Sul, onde o canto dos pássaros e o
som das águas protagonizam a trilha sonora de um dos refúgios naturais mais
prestigiados da Região Metropolitana. O Parque Estadual de Itapuã (PEI) abriga uma
extensa área de proteção às belezas e recursos ambientais, especialmente marcada pela
fauna e flora características do Estado, além de sítios de valor histórico e arqueológico
enquadrados num cenário feito de morros, praias, dunas e lagoas.

É no município de Viamão - a 57 km de Porto Alegre - que se localiza essa importante
Unidade de Conservação (espaço natural de preservação instituído pelo poder público)
do Rio Grande do Sul, a qual acomoda uma das últimas amostras do ecossistema
original da região e está aberta para quem deseja interagir de forma sustentável com a
natureza.

A Diretora do Departamento de Biodiversidade da Secretaria do Ambiente
Desenvolvimento Sustentável (Sema), Liana Barbizan, explica que a manutenção de
uma Unidade de Conservação bem próxima da capital traz benefícios ao meio ambiente.
"Vivemos em um ambiente urbanizado. Ter um espaço ecossistêmico diferenciado é
essencial na preservação da nossa biodiversidade", reforça.

Neste mês de julho, comemora-se os 45 anos do Parque Estadual de Itapuã, que conta
com trilhas e praias à disposição dos visitantes.

Contexto Histórico

Durante muito tempo, o Itapuã recebeu visitantes interessados no seu espaço de mata
nativa, levando o poder público a transformá-lo em parque turístico. Isso aconteceu
através do Decreto Estadual n° 22.535, de 14 de julho de 1973. Entretanto, os passeios
ao prque aconteciam sem nenhum tipo de supervisão.

Depois de compreender a necessidade de oferecer uma estrutura propícia para conhecer
e preservar as riquezas da biodiversidade local, as terras foram reconhecidas como
Unidade de Conservação, em 11 de março de 1991, visto que lá habitam as espécies em
extinção características da fauna e da flora do Sul. A área também abrange o encontro
das águas do Lago Guaíba com a Laguna dos Patos e acomoda o prestigiado Farol de
Itapuã, que marca esse cruzamento.

Em sua trajetória, a região foi palco de acontecimentos históricos relevantes, como
eventos da Revolução Farroupilha no Morro da Fortaleza, na Ilha do Junco e na Ferraria
dos Farrapos, além da instalação dos imigrantes açorianos que fundaram Porto Alegre.
Ainda no início dos anos 90, a unidade foi temporariamente fechada para adequar a
infraestrutura do parque e recuperar seu ecossistema, sendo reaberto mais tarde em
abril de 2002, ano no qual também foi implementado o Conselho Gestor do Parque
Estadual de Itapuã, que, atualmente, é integrado por representantes de 15 instituições e
da sociedade civil. Foi a primeira UC do Estado a implantar esse tipo de participação
social.

O lugar também é historicamente marcado por um conflito originado da sobreposição do
parque no território indígena Mbyá-guarani. A região foi delimitada como propriedade
para fins de conservação. Com isso, a Sema vem buscando uma abordagem conciliatória
com a aldeia Tekoá Pindó Mirim (etnia Mbyá-Guarani). O Departamento de
Biodiversidade da secretaria já articulou ações para promover o diálogo.

No ano passado, por exemplo, foram realizados diversos encontros na aldeia em
conjunto com o Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPI). Nessas ocasiões, foram
ouvidas as demandas dos Guaranis, entre elas o acesso ao Parque Itapuã para a venda
de suas produções artesanais para os visitantes, dando visibilidade à diversidade cultural
da comunidade Tekoá Pindó Mirim. O Conselho Gestor tem como diretriz assegurar a
representação indígena no parque.

Estrutura e atrações

O Parque Estadual de Itapuã é um dos mais notáveis redutos de conservação do Estado.
Unidades como essa são instituídas por órgãos governamentais com o objetivo de
sustentar espaços com recursos ambientais significativos. É regido pela Lei Federal n°
9.985, de 18 de julho de 2000, que instaura o Sistema Nacional de Unidades de
Conservação (Snuc).

O PEI possui mais de cinco mil hectares de área. É um templo ambiental incorporado de
uma cobertura vegetal diversificada, algumas espécies em ameaça de extinção, como
ocorre com a Tibouchina asperior: uma planta arbustiva que pode chegar até cinco
metros de altura (em algumas espécies) e com flores de coloração mutável, variando
entre branco e lilás.

Muitos visitantes também procuram o parque pela fauna eminente. Animais silvestres
que habitam essas paisagens são um dos personagens principais. O parque conta com a
instalação de armadilhas fotográficas em vários pontos. Por meio dessas lentes, foram
capturados registros de aves características da Região Metropolitana, tais como sabiás,
saracuras, urubus e rolinhas. Além de mamíferos como graxaim, gato-maracajá, leão-
baio, capivara, furão e ouriço. Considerado símbolo do Parque Itapuã, o bugio-ruivo é
uma espécie ameaçada de extinção, mas pode ser frequentemente avistado transitando
entre as árvores do Itapuã.






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