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Edicão n° 186 de Dezembro 2018


Pacientes com Mieloma Múltiplo ganham nova opção de tratamento, após oito anos de espera
07/02/2018

Procurar e ter acesso ao tratamento de câncer no Brasil pode se tornar uma missão
desgastante. Às vezes, pacientes e familiares só conseguem obter medicamentos ao
importá-los com seus próprios recursos. Em outras situações, imperam os processos
judiciais, meios legais encontrados para garantir o acesso aos próprios direitos.

A exemplo do mieloma múltiplo (MM), a luta do paciente para receber os mais modernos
tratamentos é árdua e antiga¹. A doença não é só subestimada como subtratada no
país. Para começar, não existem números oficiais de casos desse tipo de câncer. Estima-
se, por enquanto, de 5 a 7 casos a cada 100 mil habitantes. Mas há outro agravante na
história: apesar da maioria dos casos de MM ocorrerem a partir da terceira idade, a
patologia vem sendo diagnosticada em pacientes cada vez mais jovens, antes mesmo
dos 40 anos.

Enquanto nos Estados Unidos 35% dos pacientes são diagnosticados por meio de
exames de rotina – antes mesmo de a doença apresentar sintomas, no Brasil, 85% dos
casos de mieloma múltiplo costumam ser identificados em estágio três, quando as
manifestações são bem explícitas, como as fortes dores lombares e torácicas². Ou seja,
é um momento em que a qualidade de vida já foi bem comprometida.

Entre os sintomas da enfermidade que acomete a medula óssea estão: dores ósseas,
aumento da possibilidade de fraturas, danos aos nervos, infecções e danos renais.

Eu defendo e acredito que a difusão de informações da patologia deve ser intensificada e
constante. Além de alertar os pacientes, esse conteúdo precisa estar acessível aos
médicos e demais profissionais da saúde.

Contribuímos ativamente para isso com o nosso trabalho na International Myeloma
Foundation Latin América, que não só propaga dados sobre a doença, como oferece
apoio aos pacientes e seus familiares.

Em 2004, quando entrei nessa luta após a morte da minha mãe, diagnosticada com o
mieloma múltiplo, esse cenário era ainda mais complicado. Gradativamente a situação
foi mudando.

Para identificar o MM, um dos principais testes é a eletroforese de proteínas, exame de
sangue que mede a quantidade total de imunoglobulina, alterada em pessoas com o
tumor. E a boa notícia: é possível fazê-lo no SUS.

Um dos impasses nessa história, porém, consiste nas dificuldades de acesso ao
tratamento. A não disponibilidade de algumas medicações sempre restringiu as opções
terapêuticas no Brasil – um atraso de quase uma década em relação a outros países.

Felizmente, começamos o ano com uma boa novidade. A droga lenalidomida, já
presente em 70 países, finalmente foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária). Com isso, esperamos que o remédio passe a ser comercializado
ainda neste primeiro semestre, após mais de oito anos de muita batalha (e espera).

Usada recorrentemente nos Estados Unidos e na Europa, a substância representa um
avanço na classe de medicamentos imunomoduladores, justamente por ser mais potente
e apresentar menos efeitos colaterais. A lenalidomida é um recurso importante em casos
de recidiva (retorno) da doença.

Sua disponibilidade no Brasil representará um marco na história. Agora, mais do que
nunca, o paciente terá uma nova opção de tratamento e mais chances de decidir por
melhor qualidade de vida após o diagnóstico. Sem contar que o medicamento aumenta
as taxas de resposta ao tratamento e desacelera a progressão do mieloma múltiplo.

Tenho certeza de que vivemos um momento mais do que propício para o paciente
decidir o seu tratamento juntamente com o médico. Com mais recursos, fica mais fácil
analisar e decidir qual a forma de administração mais indicada do medicamento, quais
as melhores combinações e por aí vai. Além de levar em conta, de forma mais
particular, os efeitos colaterais dessas drogas. Devemos comemorar – mas continuar
batalhando.


Referências
1. Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. Disponível em:
http://www.abhh.org.br/noticia/avancos-no-tratamento-do-mieloma-multiplo-
continuam/. Acesso em dezembro de 2017.
2. Internacional Myeloma Foundation Latin América. Disponível em:
http://www.myeloma.org.br/. Acesso em dezembro de 2017.


Por: Christine Jerez Telles Battistini, fundadora da IMF Latin América (fundação sem fins
lucrativos), filha de uma portadora de mieloma múltiplo, que travou durante anos a dura
batalha contra a doença.






Edicão n° 186 de Dezembro 2018
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