Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 11 de Dezembro de 2017. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 174 de Dezembro 2017


DPOC aumenta risco de doenças cardíacas
16/11/2017

Quando falamos em Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, ou DPOC, nos referimos a
duas condições juntas: bronquite crônica, uma inflamação dos brônquios geralmente
provocada pelo fumo; e o enfisema pulmonar, que é uma consequência da destruição
das células dos pulmões, órgãos responsáveis por realizar a troca de gases. A doença
provoca uma limitação do fluxo de ar pelas vias aéreas e destruição do tecido pulmonar
dos pacientes. Como resultado, a capacidade pulmonar do paciente é reduzida, tornando
a respiração mais difícil e dificultando a oxigenação do sangue. Essas características,
complicadas por si só, podem levar a problemas ainda mais sérios, como doenças
cardíacas e depressão. Por isso, é muito importante conscientizar a população sobre a
doença e a importância do diagnóstico precoce.

Os sintomas mais comuns da DPOC são tosse, pigarro, falta de ar, cansaço e catarro.
Sua principal causa é o tabagismo e, por isso, seus sintomas são frequentemente
negligenciados e interpretados como consequências naturais do fumo, e dificilmente
percebidos como indícios de uma doença mais grave. A Organização Mundial da Saúde
(OMS) estima que a DPOC se tornará a terceira maior causa de morte no mundo em
2020[i].

“Além dos seus sintomas tradicionais, a doença também tem outras consequências se
não for tratada da forma correta, como quadros de depressão, por conta da limitação
que os pacientes sofrem em suas atividades cotidianas, e problemas cardíacos, como o
infarto agudo do miocárdio e arritmia cardíaca”, explica o Dr. Mauro Gomes, diretor da
Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.
Um estudo feito nos Estados Unidos[ii] comprovou que o risco de morte por doenças
cardiovasculares em pacientes com DPOC é duas vezes maior do que em pessoas sem a
condição. Isso ocorre sobretudo porque o tabagismo reduz a capacidade respiratória do
indivíduo e, como resultado, a oxigenação do sangue – e, consequentemente, do
coração – diminui. Outras características que costumam aparecer nos portadores de
DPOC, como a obesidade e o sedentarismo, também podem aumentar o risco de
desenvolver doenças cardiovasculares[iii].

Apesar disso, com um diagnóstico precoce e um tratamento contínuo é possível prevenir
a maior parte das complicações da DPOC. Um dos exames mais simples e acessíveis
para o diagnóstico da DPOC é a espirometria[iv], popularmente chamada de teste do
sopro. O Dr. Mauro explica que “a partir dessa primeira triagem, o paciente deve fazer
outros exames para avaliar a função pulmonar e ter um diagnóstico mais preciso”.
Muitos pacientes ainda não têm conhecimento suficiente sobre os sintomas da doença
ou nunca fizeram o exame[v], o que atrasa o diagnóstico e pode dificultar o tratamento.

A GOLD (Iniciativa Global para DPOC)[vi] aponta o principal grupo de risco da doença:
pessoas com mais de 40 anos, fumantes ou ex-fumantes, que tenham tosse e catarro
constantes e sintam muito cansaço ao fazer esforços. Apesar de ser uma doença grave e
sem cura, a DPOC pode ter seus sintomas controlados com o tratamento adequado. Para
isso, é importante conscientizar a população sobre os sintomas, geralmente
negligenciados, e incentivar a população a realizar exames como a espirometria,
principalmente no caso de fumantes.

Por fim, é importante ressaltar que já existem tratamentos capazes de conter o
progresso da DPOC e controlar os sintomas, garantindo aos pacientes maior qualidade
de vida. “Existem medicamentos broncodilatadores inalatórios capazes de reduzir os
sintomas e as crises da doença. Um exemplo é o tiotrópio, que reduz em 16% o risco de
mortalidade dos pacientes”, ressalta o Dr. Mauro Gomes. O pneumologista também
aponta que “além dos medicamentos, existem algumas medidas muito importantes para
os pacientes, como a prática de atividade física regular com acompanhamento médico,
vacinação e o uso de suplementação de oxigênio quando for necessário”.



A Boehringer Ingelheim

Medicamentos inovadores para pessoas e animais têm sido, há mais de 130 anos, o foco
da empresa farmacêutica Boehringer Ingelheim. A Boehringer Ingelheim é uma das 20
principais farmacêuticas do mundo e até hoje permanece como uma empresa familiar.
Dia a dia, cerca de 50.000 funcionários criam valor pela inovação para as três áreas de
negócios: saúde humana, saúde animal e fabricação de biofármacos. Em 2016, a
Boehringer Ingelheim obteve vendas líquidas de cerca de € 15.9 bilhões. Os
investimentos em pesquisa e desenvolvimento correspondem a 19,6% do faturamento
líquido (mais de € 3 bilhões).

A responsabilidade social é um elemento importante da cultura empresarial da
Boehringer Ingelheim, o que inclui o envolvimento global em projetos sociais como o
“Mais Saúde” e a preocupação com seus colaboradores em todo o mundo. Respeito,
oportunidades iguais e o equilíbrio entre carreira e vida familiar formam a base da
gestão da empresa, que busca a proteção e a sustentabilidade ambiental em tudo o que
faz.

No Brasil, a Boehringer Ingelheim possui escritórios em São Paulo e Campinas, e
fábricas em Itapecerica da Serra e Paulínia. Há mais de 60 anos no país, a companhia
estabelece parcerias com instituições locais e internacionais que promovem o
desenvolvimento educacional, social e profissional da população. A empresa recebeu, em
2017, a certificação Top Employers, que a elege como uma das melhores empregadoras
do país por seu diferencial nas iniciativas de recursos humanos. Para mais informações,
visite www.boehringer-ingelheim.com.bre www.facebook.com/BoehringerIngelheimBrasil






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