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Edicão n° 184 de Outubro 2018


Desmatamento do Pantanal custa mais de R$ 19 milhões ao ano
08/11/2017

O desmatamento do Pantanal tem um preço: mais de R$24 mil por hectare ao ano*.
Considerando que 18% da planície já foi desmatada - por conta da expansão de commodities,
principalmente para produção extensiva de gado - o custo total é de R$19 milhões ao ano.
"Isso é terrível porque estamos reduzindo a quantidade das populações animais e vegetais
podendo haver um sério risco em extinções de espécies, com a perda da biodiversidade e
ainda afetando processos que garantem a disponibilidade de água para as populações ".

A afirmação foi feita por Júlio César Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal do
WWF-Brasil, durante evento organizado pela ONG para comemorar o Dia do Pantanal 2017.
"Nossa intenção foi levar um pouco das principais características do bioma a um público que
ainda desconhece suas riquezas", disse. Durante mais de três horas, especialistas em
conservação ambiental falaram em São Paulo sobre turismo, conservação da fauna e da flora,
economia, cultura pantaneira. O público pôde ouvir canções típicas do Pantanal da voz da
cuiabana Ana Rafaela e ainda saborear comidinhas típicas elaboradas pela chef Ariani Malouf,
de Cuiabá. Mônica Sousa, diretora executiva da Maurício de Sousa Produções, esteve presente
para lançar o gibi inédito "Chico Bento vai ao Pantanal" com o propósito de levar ao leitor um
interação mais divertida porem recheada de informações sobre o Pantanal.

A doutora em Direitos Humanos e Meio Ambiente, Marli Deon Sette, assegurou que devem ser
criados mecanismos para frear o corte de vegetação nativa: "é necessário deter o
desmatamento no Pantanal por meio de mecanismos econômicos que inibam produções não
amigáveis ambientalmente, como por exemplo a monocultura da soja – que degrada as terras
pantaneiras - a construção de hidrelétricas e o uso de agrotóxicos". Para Marli, o Brasil
também precisa criar mecanismos para remunerar os proprietários que preservem as riquezas
naturais: "temos que demonstrar que é economicamente mais vantajoso para os proprietários
das terras manter a mata do que retirá-la. Um desses mecanismos deveria ser o Pagamento
por Serviços Ambientais (PSA), bem como incentivar o uso inteligente do Pantanal com
práticas como a pecuária tradicional, agricultura familiar não mecanizada e o turismo
ecológico e rural".

Para o coordenador do WWF-Brasil, é preciso entender que é mais rentável preservar que
destruir: "o Pantanal fornece aproximadamente R$ 560 bilhões ao ano em serviços
ambientais para todo o planeta. Isso seria o que o bioma provê de água, solos produtivos, ar
de qualidade, diversidade de peixes, regulação do clima para o globo", afirmou. "Esse valor
econômico do Pantanal não é considerado nas análises de viabilidade de grandes projetos de
infra-estrutura, como por exemplo hidrovias e Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCHs) que
podem causar impactos ainda não compreendidos a todo o ecossistema".

Segundo a doutora Marli Deon Sette, é urgente que haja uma legislação federal que proteja o
Pantanal. "Hoje temos convenções (RAMSAR), tratados, tratamento constitucional
diferenciado, mas não temos lei nacional específica. O PL750, que tramita no Congresso
desde 2011, ainda precisa de vários ajustes para que finalmente, ao ser aprovado, proteja o
Pantanal. "O PL deve, por exemplo, ser ajustado para conter o uso indiscriminado de
agrotóxicos, a construção de hidrelétricas, conter a monocultura da soja e a falta de proteção
expressa dos corixos, capões e brejos" afirmou Sette.

O professor José Sabino da Universidade Anhanguera de Mato Grosso do Sul (Uniderp) falou
do risco da implantação das PCHs no Pantanal: "Na Bacia do Alto Paraguai há planejamento
de se construir perto de 115 PCHs. Isoladamente elas causam pouco impacto, mas em
conjunto podem criar um impacto sem precedentes à hidrodinâmica do pulso de inundação do
Pantanal, vital para os ciclos naturais da planície pantaneira". Sabino também falou sobre a
importância da construção do aquário do pantanal, cujas obras estão paralisadas desde o
início de 2015. "É uma pena porque seria um equipamento de lazer, turismo, educação e
pesquisa, além de gerar divisas - estimativas chegam a falar de R$ 100 milhões/ano oriundas
de 300 mil visitantes/ano - e ser um efetivo instrumento de divulgação e proteção dos peixes
do Pantanal", disse.

O especialista em mudanças climáticas da Embrapa Pantanal, Iván Bergier, disse que as
chuvas estão ficando cada vez mais extremas no Pantanal. "Chove mais em menos dias desde
pelo menos 1926 até 2016. Isso pode ter relação com o aumento de temperatura do planeta
induzida pela emissão antrópica de gases estufa", afirmou durante o encontro. Segundo
Bergier, chuvas extremas podem acelerar processos naturais de formação de arrombados e
de avulsão, como o do Rio Taquari. Para o pesquisador da Embrapa, há forte relação entre o
desmatamento da Amazônia e a conservação do Pantanal. "Se se o desmatamento da
Amazônia superar um certo nível crítico, é possível que as chuvas de verão no Pantanal se
tornem mais escassas e ao mesmo tempo mais extremas, e isso sim pode acarretar em risco
hídrico para o Pantanal no médio e longo prazos. Portanto a conservação da Amazônia é
fundamental para manter a segurança hídrica do Pantanal, ou seja, a disponibilidade de água
para o Pantanal e, de certa forma, para toda América do Sul".

*Dados de André Steffens Moraes


Sobre o WWF

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da
natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da
biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de
hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o
país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza,
com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo
associados e voluntários.






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