Eldorado do Sul, Guaíba e Região Carbonífera, 11 de Dezembro de 2017. Página Inicial | Contato
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Edicão n° 174 de Dezembro 2017


Meu mundo caiu
11/10/2017

Já não bastasse a batalha perdida dos anúncios publicitários que implicou na redução do
jornal diário, que ficou tão murcho como as redações que tiveram que se adaptar ao
novo modelo de negócio, agora um novo susto fez com que muitos jornalistas caíssem
da cadeira: circula a notícia de que um robô já consegue fazer 30 mil matérias por mês.
Aí já é injustiça demais!

Agora, caro leitor, cabe a você decidir o que estará por trás das notícias que lemos. Em
tempos em que o ofício jornalístico tem sido tão massacrado, afinal, nossos diplomas já
não são exigidos e hoje basta saber escrever o mínimo e manipular ferramentas digitais
para disputar espaço com jornalistas graduados em coletivas e afins, esse texto é um
apelo e, por isso, vou contar o que significa o ato de escrever para os jornalistas.

Sentar-se à frente de um computador (caderno ou máquina de escrever, se você for
mais retrô) é quase sempre um ritual. Não! As palavras não são tiradas de uma gaveta
ou do bolso da calça. Elas são fruto de vivências, conversas, pesquisas e muito faro. É
um processo prazerosamente construído com o intuito de proporcionar a você, caro
leitor, um momento único de absorção de informação.

Conversar com pessoas nos corredores, ouvir, mesmo sem fazer parte da roda, uma
opinião no metrô, ler as sugestões de pautas enviadas pelas assessorias de imprensa e,
claro, contar com o que sempre deu uma forcinha extra: o valioso "feeling". Entender as
entrelinhas é uma arte. É isso que invocamos ao escrever.

Depois de entrevistar especialistas de diversas opiniões, pessoas que viveram ou
presenciaram o fato, ler pesquisas, relatórios e estatísticas para embasar o texto, o
jornalista pode ficar um bom tempo encasquetado com uma palavra que julga não ter
cumprido o papel que gostaria para transmitir a informação. E o título então? A luta
entre o espaço e as palavras é um jogo que se aprende com a prática. Mas a magia está
em pensar de que maneira as palavras podem se unir para formar um texto. O texto,
nosso produto final, que aliás quer dizer arte de tecer, de entrelaçar uma palavra na
outra como um tecido, por isso, têxtil, texto, textual. É um desafio diário e muito, mas
muito emocionante.

Já passamos por muitas transformações na maneira como nos comunicamos. Mas ler o
que um robô escreveu, acho um exagero. Gosto de saber que cada palavra usada ali
tem uma alma, o autor debruçou-se para descobri-las, esforçou-se para consegui-las e
isso agora não tem mais valor? Quem nunca se emocionou com a emoção de um
repórter ao relatar uma tragédia? Com o envolvimento de âncoras narrando fatos
tocantes? Quem nunca invejou um jornalista esportivo em campo acompanhando um
grande campeão? Para mim, nada substituirá o olhar crítico e sensível dos repórteres. Já
leram os artigos? Os editoriais? É preciso bagagem para ter opiniões, é preciso
conhecimento de várias causas para apontar uma direção. Jornalistas são formados para
falar em nome da população; é um papel civil.

E quando os jornalistas fazem perguntas ao entrevistado que eram a vontade de muitos,
inclusive, a sua? E quando eles se aposentam e escrevem livros contando os bastidores
da apuração de grandes acontecimentos? Como fica a história do nosso país sem a
participação da imprensa cumprindo o papel de investigar? Um robô não vai fazer
jornalismo literal, que coloca no texto os acontecimentos ordinários no momento exato
da entrevista como o som do relógio na sala, o tom firme da voz do entrevistado ou a
vista maravilhosa do escritório. Tudo isso faz a sua imaginação voar. Ou melhor, congela
o tempo e faz parecer que você está lá.

Os estudantes de jornalismo são antes de mais nada corajosos, desbravadores. Virão
para o mercado com muitos desafios e com propósitos bem definidos: denunciar,
informar, contar, relatar, emocionar. Lutar contra as injustiças, contra o quase
rebaixamento da classe, comprometer-se com um jornalismo sério e avesso às "fake
news". Mais que isso, fazer com que as palavras ganhem significados e construam
narrativas que serão inseridas nos relatos históricos de uma nação. Fazer com que as
letras ganhem sons, cores, sabores. Que os textos escritos sejam reais, transmitam
emoções e sentimentos.

Eu não sou um robô.

Danielle Mendonça
Comunicação e Conteúdo






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